Atendimento Telefônico - Ganhe pontos com os seus clientes
Por Maria do Rosário Martins da Silva
25/01/2007
Com certeza, Graham Bell jamais imaginou que sua invenção fosse tão utilizada
pelas pessoas. Fica difícil imaginar nossa vida e das empresas sem o aparelho
telefônico. Ele se transformou em uma poderosa ferramenta de marketing, relação
com os clientes e vendas, porém, se utilizado incorretamente, funciona como uma
bomba, causando estragos irrecuperáveis. Toda empresa deve utilizar o telefone
de forma correta, pois desde o primeiro contato, a relação com a pessoa que está
do outro lado poderá ser de amor ou de ódio. Muitos erros ainda são cometidos
por quem atende o cliente, começando com o número de vezes que se deixa o
telefone tocar, dando a impressão de desorganização. Existem muitos autores da
área de marketing e vendas que aconselham que o telefone seja atendido ao
segundo ou terceiro toque. Porém, isso vai depender de cada empresa. Se existe
algum funcionário que se encontra próximo ao telefone ou que esteja ali
exatamente para essa tarefa, para que esperar? Atender o mais rápido possível é
sinal de presteza e profissionalismo. Caso não haja essa pessoa, pode-se colocar
extensões ou até o telefone sem fio para facilitar o rápido atendimento. Essa
rapidez, no entanto, deve se fazer presente em todo o atendimento, pois não
adianta ser rápido no inicio e lento na seqüência do mesmo. Outro aspecto que
deve ser observado é com relação à saudação inicial, jamais falando “alô”, como
se estivesse em sua casa. No atendimento profissional, o correto é falar o nome
da empresa, departamento (se for o caso), nome de quem está atendendo e a
saudação de acordo com o horário do telefonema. Além do mais, atender com muita
pressa, atropelando as palavras na hora da saudação não combina com um bom
atendimento. Mesmo que seja a centésima ligação que atende, faça-a como se fosse
a primeira vez, utilizando um tom certo e cortês. Muitas vezes o cliente não
entende ou não ouve o atendente por alguns motivos: a posição do telefone fora
da boca, mastigar algum alimento na hora de atender ou o péssimo hábito de
mascar chicletes na hora do serviço (e olha que tenho visto isso em muitos
lugares, até mesmo as maravilhosas bolas sendo estouradas na frente do cliente).
Isso atrapalha na hora de falar, podendo tornar a fala incompreensível. Outro
erro é o volume da voz, que quando soa muito alto pode parecer grosseira e
ineficaz. Falar alto ao telefone somente pode ser feito se a ligação estiver
ruim e o cliente manifestar esse problema, solicitando que se aumente o volume
da voz. Uma boa velocidade ajudará quem está do outro lado da linha a
compreender melhor sem precisar que o atendente grite em seu ouvido. Nunca
deve-se atender o telefone e continuar a conversa com um colega ou outra pessoa
que esteja à sua frente. Interrompa o assunto imediatamente e concentre-se no
atendimento ao telefone. Essa atitude pode confundir quem está atendendo e quem
está do outro lado da linha, pois não entenderá nada do assunto, ficando confuso
e desligando furioso. Outro erro no atendimento telefônico é deixar a pessoa
esperando enquanto procura a informação solicitada, por não tê-las em mãos,
pedindo para esperar um minutinho enquanto sai para procurar. Isso pode fazer
com que o cliente se irrite e desligue. O mínimo que alguém que atenda ao
telefone em uma empresa deve ter bem próximo de si é uma caneta e um bloco de
papel, além de perguntar ao cliente se pode esperar, caso necessite ausentar-se,
dando-lhe a opção de retornar a ligação caso o mesmo não possa. Outra atitude
que demonstra profissionalismo nessa hora é comunicar ao cliente o que está
acontecendo se precisar se ausentar por algum tempo. Palavras chulas, frases no
diminutivo, gírias e termos técnicos desconhecidos pelo cliente são um perigo no
atendimento telefônico. Nunca chame-o de “queridinho(a)”, “meu irmão”, ou fale
que “deu um probleminha”, “só um minutinho”. Seja profissional no trato com as
pessoas que liguem para sua empresa. Utilize o telefone para agradar, fazendo
desse contato um momento mágico, e nunca um momento trágico, que pode fazer toda
a diferença na hora da escolha da empresa para um longo relacionamento!
Maria do Rosário Martins da Silva é Mestre em Marketing. Especialista em Recursos Humanos e Marketing. Professora em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Palestrante nas áreas de Motivação, Empreendedorismo, Recursos Humanos, Marketing, entre outros. Experiência em desenvolvimento de pessoas nas áreas de Marketing, Recursos Humanos, Empreendedorismo, Dinâmicas de Grupos, Jogos de Empresas, Técnicas Vivenciais e Oratória. Contato: zarinhamartins@hotmail.com