Caminhada para viver melhor
Por Evaldo Costa
07/11/2009
Você já teve alguma decepção? Momentos de dissabores? Já sentiu a dor da
traição? Sobreviveu, não foi? A questão, porém, não é se vamos superar a
dor, mas como evitá-la ou minimizá-la. Tudo vai depender de como lidamos com
a situação.
Não raro, diante de infortúnios, nos transformamos em pessoas de “coração de
pedra”, e remoemos cada momento de infelicidade. Daí, a nossa indiferença,
amargura, intolerância com tudo e todos. Acabamos nos tornando uma “ilha
abandonada” no meio do oceano, cercada de rochas, para impedir que qualquer
embarcação tente atracar. Afinal de contas, nelas poderão vir outros
traidores dispostos a tudo para apossar-se do pouco que restou.
Sem “visitantes” o nosso coração se esfria, não temos a quem apoiar e nem
com quem contar para suportar nossos tropeços. A vida fica sem significado e
a amargura toma conta do “nosso mundo”. Mas, por que coisas assim acontecem?
Afinal de contas, os melhores ensinamentos apontam que devemos ser amigos,
benevolentes e solidários com os problemas alheios?
Uma das razões é que nem sempre aprendemos a viver como deveríamos. O mesmo
pai que comparece aos encontros religiosos prometendo fidelidade, amor,
compaixão, compreensão, bondade... Embriaga-se, espanca os filhos, agride a
mulher, comete adultério e até delitos mais graves.
É como se ler, falar ou pregar os bons ensinamentos religiosos “obrigassem”
aos outros e isentasse a si da necessidade de praticar o que diz. Às vezes,
confundimos os bons ensinamentos dos livros sagrados com os que recomendam o
seu conteúdo.
Aquele que é ofendido pelos que pregam o bem, não deve negar a existência
dele e sim reconhecer a incapacidade do orador.
Daí, diante de momentos críticos, não devemos ignorar ou colocar em segundo
plano alguns princípios básicos, a saber:
· Não confundir as preces com quem as prega;
· Servir aos outros sem esperar ser servido;
· Não achar que queixar-se das pessoas e situações resolve os problemas;
· Reconhecer que na maioria das ocasiões, nós somos os verdadeiros
responsáveis pelas desilusões do caminho;
· Focar no amor e abandonar o rancor. Afinal de contas, o amor constrói e o
rancor destrói.
Finalmente, pense no que nos ensinou Chico Xavier: “Embora ninguém possa
voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer
um novo fim”.
Evaldo Costa é Escritor, Consultor, Conferencista e Professor. Autor dos livros:
“Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três
Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”