Como Fazer um Salto no Desempenho das Empresas
Por Werner Kugelmeier
18/08/2007
O PAN ainda está na mente da gente; o dia-a-dia no mundo empresarial já
nos alcançou novamente. Mas por que não aproveitar o que vimos no PAN
para refletir o que podemos aprender com os atletas, para melhorar o
desempenho das nossas empresas?
Uma analogia entre um atleta ou equipe e uma empresa, entendida como um
ser vivo, pode levar aos seguintes pensamentos:
• Um atleta é um benchmark de autogestão, imaginada como seu cérebro.
Uma empresa com um modelo claro de gestão para conduzir as suas
atividades será sempre um benchmark para outras. O Thiago Pereira não
virou referência para milhares?
• Uma empresa estabelece objetivos ousados, como um atleta estabelece as
suas marcas de superação. O Pedro Lima não provou que vale a pena?
• Um atleta elabora uma estratégia vencedora, como uma empresa segue a
sua; o Franck Caldeira não deu um exemplo?
• Uma empresa precisa otimizar seus recursos, como um atleta ou um time
administra os seus, mesmo que sejam ínfimos; o time de futebol feminino
não deu um exemplo de como crescer apesar de recursos limitados?
• Como no caso do atleta, quanto melhor funcionar seu coração, melhor a
empresa competirá através das pessoas, que são o coração da empresa; a
Poliana Okimoto não é um exemplo? .
• Inovação e criatividade são a veia do atleta, como são o sangue da
empresa. Eles oxigenam ambos e permitem um crescimento forte e saudável.
A Keila Costa não mostrou que é possível?
• A pressão constante lapida o modo de viver do atleta e o comportamento
da empresa, no sentido de sair da zona do conforto e partir para
enfrentar desafios múltiplos, cada vez mais árduos. A Lucimara Silva não
provou polivalência, sob pressão?
• Instalações e equipamentos representam músculos e ossos. Como um
atleta vigoroso, a empresa sabe que precisa utilizá-los até o limite de
sua capacidade.
• O controle emocional no caso do atleta e o controle operacional de uma
empresa atuam como o sistema nervoso central. Ele transmite sinais ao
"cérebro" através de todo o organismo, para desenvolver a liderança
situacional. A equipe brasileira não mostrou que o sucesso de um pode
contagiar a todos?
• As medidas do desempenho são como um check-up da saúde num corpo
atlético ou numa empresa que identifica os pontos fortes e os pontos
fracos. Uma avaliação do desempenho da equipe não identificou os pontos
que ajudaram o Brasil a conquistar o terceiro lugar em número de
medalhas de ouro e os pontos fracos que ainda perfazem o gap a cobrir,
se comparado com o nível olímpico?
Via de regra, quem subiu ao pódio, durante os jogos, foram atletas ou
times que se esforçaram para integrar estes elementos; exemplos para
empresas que querem ser aptas para competir com chance de “medalha”.
Para ter mais certeza quanto ao nível do próprio desempenho, é preciso
trabalhar com Indicadores de Desempenho, ou seja, parâmetros objetivos
para medir a situação real contra um padrão previamente estabelecido.
Um sistema de medição bem feito resulta em inúmeros benefícios ao
empresário “atleta” e à empresa, tais como: informações confiáveis a
respeito do que está certo ou errado na empresa; identificação de pontos
estratégicos e priorização de esforços em direção a eles; fornecimento
de base para um consenso sobre os problemas e soluções, objetividade da
avaliação; possibilidade de acompanhamento histórico; definições sobre
papéis e responsabilidades.
A utilização das medidas contribui para o envolvimento das pessoas com a
melhoria, já que lhes permite um retorno quanto ao seu próprio
desempenho.
Indicadores de desempenho atuam como instrumento de planejamento,
gestão, execução e monitoramento, pois concretizam objetivos, definem
prioridades, organizam ações e conferem visibilidade dos resultados
alcançados; o mais importante, eles identificam Empresas de
Alta-Performance. Mas como distingui-las?
As companhias de alta performance são intrinsecamente diferentes das
companhias comuns. As companhias que sustentam um crescimento e um lucro
excepcionais possuem características distintivas na cultura corporativa,
nas pessoas e nos sistemas gerenciais.
A cultura do desempenho elevado. Quando você passa algum tempo em uma
organização de alta performance, você começa a percebe um clima
eletrizante e uma serenidade no rosto das pessoas. Não se trata de uma
tecnologia, mas de uma combinação de atributos que faz desta companhia
um lugar emocionante e desafiador para se trabalhar; atributos como
visão inspiradora, mentalidade de "acreditar no futuro", orgulho de
pertencer a esta empresa, respeito 360 graus entre as pessoas e paixão
por aquilo que fazem.
As pessoas de desempenho elevado. Trabalhando com estas pessoas você se
sente “sugado” para uma corrente oxigenante, onde idéias fluem como
mercúrio, onde erros levam livremente ao aprendizado, onde a diversidade
de inteligências converge naturalmente em resultados surpreendentes.
Os sistemas gerenciais de desempenho elevado. Sendo exposto a sistemas
desta natureza é forte o “tranco” na hora de pactuar objetivos
agressivos, é estimulante a gestão de prioridades e ações claramente
formuladas, é cativante o confronto objetivo entre real e planejado e é
gratificante a hora de receber a bonificação por ter superado a meta.
Daqui um ano vamos assistir aos Jogos Olímpicos de Beijing; por que nós,
do mundo de negócios, não nos condicionamos desde já ao espírito
olímpico: mais alto, mais longe e mais rápido? Os atletas dão um grande
exemplo de como este espírito ajuda a melhorar o desempenho...
Werner Kugelmeier é Diretor da WK PRISMA - EDUCAÇÃO CORPORATIVA MODULAR,
Empresa de Treinamentos Empresariais, de Campinas – SP,
www.wkprisma.com.br, Autor do Livro “PRISMA – girando a pirâmide
corporativa”, wkprisma@wkprisma.com.br - (19) 3296 4341/ 3256 8534