Comunicação e diferenciação competitiva
Por Leonardo Hoff dos Santos
16/04/2005
Observa-se que cada vez se torna mais necessário, às organizações, criar
produtos e serviços nos quais o consumidor perceba valor agregado, seja na forma
de maior qualidade, diferenciação ou outras que visem atender plenamente suas
expectativas.
As decisões estratégicas - Hoje em dia, o “pensamento estratégico” está
diretamente relacionado com as “idéias e objetivos” da empresa, centrado-se em
dois tipos principais de decisões: a decisão de portfólio e a decisão de
posicionamento.
A decisão de portfólio deve estar direcionada para os produtos e serviços que a
empresa colocará no mercado. Assim, na definição de seu mix, elegerá quais serão
seus negócios, produtos e serviços, o que deverá ser avaliado em função de sua
produtividade, competitividade e rentabilidade.
Também complementamos registrando o caráter dinâmico relacionado ao conceito de
decisão de portfólio, que pode orientar-se por três aspectos: o de permanência,
o de incorporação (ou inclusão) e o de eliminação.
Já a decisão de posicionamento trata das formas pelas quais se pode diferenciar
dos concorrentes. Deve-se analisar criteriosamente todas as oportunidades (e
ameaças!) em relação à infinidade de possíveis segmentações de mercado.
Além disto, deve-se ter também a preocupação com a “imagem” que os consumidores
fazem da empresa e de seus produtos. E ao se trabalhar esta questão, a empresa
pode enfocar o design, a identidade, os símbolos, as mídias escritas e
audiovisuais, as atmosferas e eventos específicos, entre outras formas de
comunicação.
Também devemos perceber que posicionamento não é o que podemos fazer com o
produto, e sim o que se consegue “formar” na mente do comprador em potencial.
A comunicação e a diferenciação competitiva - Com a crescente oferta de novos
produtos e serviços, com preços cada vez mais competitivos, e com serviços
agregados cada vez mais diferenciados e alinhados às necessidades dos
consumidores, as empresas necessitam, ainda mais, saber comunicar-se com os
clientes.
O consumidor atual vive cercado por um excesso de informações e mensagens que
são despejadas diariamente sobre suas mentes, sobretudo em forma de anúncios –
um sinal claro da “briga” por cada cliente de valor.
Independente da mídia utilizada (impressas, virtuais, televisivas ou de
audição), os consumidores acabam por ignorar a grande maioria dessas mensagens,
e, por isto, as empresas precisam saber elaborar sua comunicação de maneira a
causar um impacto positivo.
E o principal desafio ao processo de comunicar e promover (novos) produtos e
serviços é, exatamente, despertar o interesse do consumidor e valorizar as
vantagens frente às demais “opções” ofertadas pela concorrência, sobretudo com o
objetivo de motivá-lo a conhecer/considerar, experimentar/consumir e comprar os
produtos e serviços em questão.
Segundo Kotler, diferenciação é o ato de desenvolver um conjunto de diferenças
significativas para distinguir a oferta da empresa sobre as ofertas de seus
concorrentes. Uma empresa deve tentar identificar maneiras específicas e
originais de forma a diferenciar seus produtos e obter vantagens competitivas,
inclusive em seus processos de comunicação.
Para assegurar o sucesso de um novo produto/lançamento, a criação de
alternativas inovadoras e originais para comunicar-se com o consumidor deve
acompanhar o próprio processo de desenvolvimento do produto, conforme defendem
Churchill e Peter.
Os profissionais de marketing das empresas precisam buscar uma comunicação que
transpasse a desordem criada por todas as outras mensagens, e de maneira que seu
público-alvo dedique sua atenção a ela e sinta-se atraído pelo conteúdo de sua
mensagem.
Como o consumidor dirige sua atenção somente às mensagens de seu interesse, é
mais provável que as mensagens sejam consideradas quando forem distintivas e
relevantes para a sua audiência.
E é por esta razão que as empresas que segmentam corretamente seu público-alvo e
concentram-se no valor para seus clientes têm melhor condições de criar
mensagens que despertem sua atenção, etapa que antecede a própria geração de
interesse pela empresa, suas marcas, produtos e serviços.
Para isto ocorrer, é preciso comunicar ao público-alvo – os receptores da
mensagem – sobre como a empresa ou seus produtos e serviços podem lhe oferecer
valor ou utilidade, concentrando-se em seus benefícios, e não apenas em suas
características, para, logo a seguir, estimular seu desejo e sua ação de compra
e consumo.
Mas isto será abordado em um artigo futuro. Bons negócios!
Leonardo Hoff dos Santos é administrador especialista em Marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS - e pós-graduando em Controladoria de Gestão, atua como consultor em Gestão de Negócios e em Gestão Estratégica de Marketing pela Advantage Consultoria, da qual é diretor executivo. Também é um grande incentivador do empreendedorismo responsável. Fonte: Advantage.