Peço desculpas pelo título
desta matéria, sugestivo
sim, àqueles que não fazem o
bem, não privilegiam o
talento, o trabalho
verdadeiro, o sucesso
consistente.
A norma dos maus
administradores, dos maus
vendedores, dos maus
gestores públicos e daqueles
a quem sequer de longe
podemos chamar de
profissionais é esta: Criar
dificuldades para vender
facilidades.
Esse é o conceito de quem
trabalha apenas pelo
“salarinho” do final do mês,
do tal “pinga mas não seca”.
Isso é um mal que trava a
economia e os serviços
públicos de uma forma geral.
Daí vem o conceito que
quando os bons se reúnem
eles constróem... Quando os
maus se reúnem eles
conspiram.
Outros levam esse péssimo
hábito para as empresas.
Quantos casos você conhece
de problemas de informática,
de suporte de tecnologia, de
mecânicos, de serviços de
instalação elétrica, de
serviços de encanador, de
eletricistas, de médicos,
advogados, de maus
empresários e me perdoem, há
exemplos em todas as
profissões.
Assim encontramos também nas
empresas o tal do
“funcionário pré-pago” que
preocupa-se apenas e tão
somente com salário e
horário. Resultados? Nem
pensar.
Quantas vezes você foi a uma
prefeitura ou em alguma
repartição pública e o
funcionário dizia ser
impossível resolver a sua
questão e após você entrar
no jogo dele, o jogo das
“dificuldades impostas por
ele”, à questão é sanada em
pouco tempo?
Na época da inflação até era
aceitável o seguinte
argumento de vendas: O
comprador contava um
infortúnio, que o Ministro
da Fazenda acabara de dizer
na TV que a inflação seria
de 35%. E o que fazia o
vendedor? Contava para ele
um infortúnio maior ainda,
isto é, a virada de tabela
que seria de 42%.
E para abafar a nova
dificuldade, vendia a
facilidade, ajeitando um
novo pedido de compras com o
preço da tabela velha. E
viviam “felizes” até o
próximo encontro, ou seja, a
nova notícia da inflação e a
nova virada de tabela.
Será que hoje ainda existem
pessoas que criam
dificuldades para vender o
“seu peixe”? Com certeza
sim. Mas não são estes que
fazem sucesso. Estes são os
medíocres que sobrevivem na
esteira do sucesso dos
outros.
São estes que reclamam o
tempo todo e engrossam os
bares para um passatempo
nacional: reclamar sempre de
alguma coisa, seja do
governo ou do cunhado e, por
conseqüência falar mal dos
outros.
A burocracia mata a meta.
Entra em cena o “jeitinho
brasileiro” que diz que
resolve tudo desde que você
conheça “quem” e “quanto”.
Criatividade não é somente
criar coisas novas... É
abandonar coisas velhas!
Eu penso que o Brasil tem
reduzido sua distância de
terceiro mundo em relação
aos países ricos. O caminho
é trabalho, é produção. Isso
só vem com pessoas
entusiasmadas, que tem na
energia e na vontade de
fazer a grande bandeira, sem
“entraves burocráticos”
lembrando que isso não é
somente doença de coisa
pública. Tem muita empresa
navegando por estes mares,
ainda...
É por estas e por outras que
eu sempre falo que uma
empresa não quebra hoje...
Quebra cinco anos antes.
Pense nisso, um forte abraço
e esteja com Deus!
Gilclér Regina é Consultor,
Escritor e Palestrante no
Brasil e exterior. autor de
livros e CD's que já
atingiram a marca de 4
milhões de unidades comercializadas. Realiza mais de 100
palestras por ano em
Convenções de Empresas. Tem
formação em Dinâmica Humana
pelo The National Value
Center- Texas-EUA, em TQM
pelo ASQC American Society
for Quality
Control-Winsconsin-EUA curso
de Desenvolvimento e Gestão
Humana pelo The Graves
Technology. É presidente da
empresa CEAG Desenvolvimento
de Talentos e Editora Ltda.
É também articulista de
aproximadamente 300
revistas, jornais e sites.
Uma pessoa de origem humilde
que tornou-se um dos
Conferencistas mais
procurados para os eventos e
convenções no Brasil. Site:
www.ceag.com.br

