Criar Dificuldades...Para Vender Facilidades
Por Gilclér Regina
04/06/2008

Peço desculpas pelo título desta matéria, sugestivo sim, àqueles que não fazem o bem, não privilegiam o talento, o trabalho verdadeiro, o sucesso consistente.

A norma dos maus administradores, dos maus vendedores, dos maus gestores públicos e daqueles a quem sequer de longe podemos chamar de profissionais é esta: Criar dificuldades para vender facilidades.

Esse é o conceito de quem trabalha apenas pelo “salarinho” do final do mês, do tal “pinga mas não seca”. Isso é um mal que trava a economia e os serviços públicos de uma forma geral.

Daí vem o conceito que quando os bons se reúnem eles constróem... Quando os maus se reúnem eles conspiram.

Outros levam esse péssimo hábito para as empresas. Quantos casos você conhece de problemas de informática, de suporte de tecnologia, de mecânicos, de serviços de instalação elétrica, de serviços de encanador, de eletricistas, de médicos, advogados, de maus empresários e me perdoem, há exemplos em todas as profissões.

Assim encontramos também nas empresas o tal do “funcionário pré-pago” que preocupa-se apenas e tão somente com salário e horário. Resultados? Nem pensar.

Quantas vezes você foi a uma prefeitura ou em alguma repartição pública e o funcionário dizia ser impossível resolver a sua questão e após você entrar no jogo dele, o jogo das “dificuldades impostas por ele”, à questão é sanada em pouco tempo?

Na época da inflação até era aceitável o seguinte argumento de vendas: O comprador contava um infortúnio, que o Ministro da Fazenda acabara de dizer na TV que a inflação seria de 35%. E o que fazia o vendedor? Contava para ele um infortúnio maior ainda, isto é, a virada de tabela que seria de 42%.

E para abafar a nova dificuldade, vendia a facilidade, ajeitando um novo pedido de compras com o preço da tabela velha. E viviam “felizes” até o próximo encontro, ou seja, a nova notícia da inflação e a nova virada de tabela.

Será que hoje ainda existem pessoas que criam dificuldades para vender o “seu peixe”? Com certeza sim. Mas não são estes que fazem sucesso. Estes são os medíocres que sobrevivem na esteira do sucesso dos outros.

São estes que reclamam o tempo todo e engrossam os bares para um passatempo nacional: reclamar sempre de alguma coisa, seja do governo ou do cunhado e, por conseqüência falar mal dos outros.

A burocracia mata a meta. Entra em cena o “jeitinho brasileiro” que diz que resolve tudo desde que você conheça “quem” e “quanto”. Criatividade não é somente criar coisas novas... É abandonar coisas velhas!

Eu penso que o Brasil tem reduzido sua distância de terceiro mundo em relação aos países ricos. O caminho é trabalho, é produção. Isso só vem com pessoas entusiasmadas, que tem na energia e na vontade de fazer a grande bandeira, sem “entraves burocráticos” lembrando que isso não é somente doença de coisa pública. Tem muita empresa navegando por estes mares, ainda...

É por estas e por outras que eu sempre falo que uma empresa não quebra hoje... Quebra cinco anos antes.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Gilclér Regina é Consultor, Escritor e Palestrante no Brasil e exterior. autor de livros e CD's que já atingiram a marca de 4 milhões de unidades comercializadas. Realiza mais de 100 palestras por ano em Convenções de Empresas. Tem formação em Dinâmica Humana pelo The National Value Center- Texas-EUA, em TQM pelo ASQC American Society for Quality Control-Winsconsin-EUA curso de Desenvolvimento e Gestão Humana pelo The Graves Technology. É presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e Editora Ltda. É também articulista de aproximadamente 300 revistas, jornais e sites. Uma pessoa de origem humilde que tornou-se um dos Conferencistas mais procurados para os eventos e convenções no Brasil. Site: www.ceag.com.br