Caso prático: temos de
convencer um Diretor Geral
que o marketing viral e o
social media são técnicas e
programas que funcionam, em
que se potenciam conversas e
troca de idéias,
inclusivamente, com futuros
Clientes. O que fazer ?
Primeiro que tudo há que
perceber quais são as
expectativas do DG, no
essencial aquilo que procura
e que, à partida, se pode
resumir em:
1) Pretende ajuda para
monitorizar o canal e obter
maior ROI vs gastos em
televisão e revistas
2) Quer eficiência, uma vez
que a televisão se tornou
demasiado onerosa nos
últimos 15 anos, enquanto
consistentemente perde
audiências
3) Pretende obter vantagem
competitiva sobre a
concorrência – se o DG
conseguir perceber primeiro
o panorama digital, pode
alcançar-se mais mercado e
conseqüentemente, maior
probabilidade de ganhos de
quota de mercado
De uma forma geral, os DG’s
querem saber os custos
efetivos de atingir Clientes
e estabelecer fortes
relações de longa duração,
de forma a obter vendas
iniciais e subseqüentes
réplicas de compras. Com
mais fortes relações
comerciais, os Clientes
retidos tornar-se-ão os
principais defensores da
empresa, partilhando as
experiências positivas com a
sua rede de contactos,
motorizando novas
aquisições. Para isto,
social media é a ferramenta
mais eficiente e acertada,
recorrendo a isso as
empresas com mais
responsabilidades sociais,
sujeitas a controlo mais
apertado pelas entidades
regulamentadoras e pelos
seus acionistas. O marketing
viral é uma técnica que se
insere numa táctica de curta
prazo, típico “toca e foge”,
apenas para produzir ruído e
não se perfila como algo
sustentável no tempo. Não
será por acaso que viral é
algo que normalmente vemos
como o que tem de ser
tratado por um médico – se
conceitualmente aplicado à
governança da empresa,
teríamos de analisar e
reavaliar o seu modelo de
gestão, a sua missão,
fatores críticos de
sucesso... ou, porque não
simplesmente, apelidar o
marketing viral de marketing
buzz ?
Indo então ao âmago da
questão, no essencial o que
verdadeiramente interessa
aos DG’s é ROI: return on
investment ! Para obter ROI
positivo, tanto as campanhas
virais como as social media,
têm de incrementar de modo
mensurável as vendas e o
reconhecimento de marca. A
função dos marqueteiros será
então de quantificar o ROI
potencial para as tácticas
virais e as estratégias de
social media. Um verdadeiro
desafio, não de todo
impossível. Tenha-se então
em conta a seguinte possível
abordagem do tema:
a) Desenvolver várias idéias
de comunicação alternativas.
Disso pode resultar num
determinado período de tempo
vários tipos de meios de
comunicação (ex: imprensa,
vídeo, anúncios, televisão,
etc.)
b) Partilhar a orientação de
uma pesquisa de marketing
preditivo, no qual
diferentes grupos são
expostos a cada uma das
alternativas ( bem como,
baralhar introduzindo as
diversas formas de como a
concorrência comunica)
c) Ponderar as respostas
obtidas na base de dados SNP
“Social Networking
Potential”. Isto pode ser
complicado pelos algoritmos
envolvidos mas é fundamental
e um passo vital neste
processo
d) A pesquisa conduzida de
forma correta, irá
quantificar quanto
efetivamente cada estratégia
contribui para o crescimento
das vendas. O coeficiente
SNP entra em linha de conta
com as pessoas que são mais
influentes em redes sociais,
e/ou as que mais comunicam e
partilham idéias com os seus
amigos e familiares.
Os algoritmos SNP e os
coeficientes que são gerados
baseiam-se numa bateria de
questões e tipicamente são
propriedade da empresa de
pesquisa. Mais informação
pode ser encontrada em
http://www.quirks.com/ . Um
outro possível caminho que
permita mais pesquisa sobre
o tema, é o caso da empresa
http://http://www.ewordofmouth.com/
. Neste caso, esta empresa
apresenta-se como a que
coloca a funcionar um
programa viral completo para
aquisição e retenção de
Clientes. Oferecem um tipo
de serviço que funciona de
forma transparente para
incrementar de forma
exponencial a base de
Clientes, enquanto retém e
premia os Clientes
existentes.
Miguel Cristovão
é Pós-Graduado em Gestão de
Marketing e Mestrado em
Estratégia e Desenvolvimento
Empresarial. Experiência de
quase 20 anos nas áreas de
Marketing e Vendas, com
funções em empresas como 3M
, Tudor, ABB-Adtranz e Sixt.
Atualmente na Samsung
Portugal, Mobile Divison,
com a Gestão de Grandes
Contas. Membro ainda da APPM
- Associação Portuguesa dos
Profissionais de Marketing,
do Clube da Negociação e
palestrante convidado de
Seminários do IIR -
Instituto for International
Research.

