O Design está com tudo e em tudo
Por Luiz Renato Roble
02/02/2010

Desde que me conheço por gente, quis ser designer. Na verdade, sempre soube desde de criança, exatamente o que eu gostaria de fazer, mas só tinha uma vaga idéia de como faria para ser, um dia, o profissional que eu imaginava que deveria ser, para poder fazer aquilo que gostaria de fazer. Acreditava, então, que meu caminho seria a arquitetura. Foi durante o pré-vestibular que descobri a existência do curso de Comunicação Visual e foi apenas quando já estava no primeiro ano da Universidade, que ouvi pela primeira vez o termo designer, o profissional do design. O papel que a vida tinha reservado para mim.

Neste começo de ano, de década, de século e de milênio, aproveito para olhar para trás e vejo apenas o futuro. Agradeço pelo caminho que trilhei, pois sinto que o design sempre esteve presente em tudo e, graças a Deus, parece que estará cada vez mais. A importância do bom design para a vida do Homem é hoje, fundamental. Talvez por isto mesmo seja difícil para um designer, descansar a cabeça, por completo, num dia de folga, num final de semana ou num curto período de férias, como o que acabei de desfrutar. Para quem, trabalhar significa olhar, visualizar, reparar, comunicar, imaginar e criar, tudo que se vê, que se ouve e que se sente, é matéria-prima. Assim, tudo passa a ser informação e conhecimento. É como uma ciranda onde tudo é design. Tudo é trabalho. Tudo é prazer. Alguém já disse: “Faça o que gosta e não precisará trabalhar nunca mais”

Dizer que o design está presente em tudo, pode até parece exagero, mas quando começamos a reparar em nossa volta, vemos em cada objeto, o resultado concreto do trabalho de designers de produto ou designers gráfico. Experimente, olhe para os lados e repare em sua volta. Neste momento, enquanto escrevo, vejo, por exemplo, a materialização de projetos de design no meu velho teclado sem marca (Made in Thailand), no tipo Arial com que estou escrevendo, no prático mouse (e no logotipo Microsoft impresso nele), no simpático mouse-pad (e na logomarca Banco do Brasil), no monitor (Sansung), nos livros de arte que estão embaixo do monitor para que o mesmo fique ergonometricamente correto na altura dos meus olhos, no moderno cinzeiro prata usado como porta-clips, na clássica caneta (MontBlanc), no globalizado marcador amarelo (Pentel) e no prático disquete (Basf). Isto tudo, ignorando todo o resto de objetos que estão sobre a mesa, inclusive ela. E também, sem falar nas infinitas coisas que estão em minha volta neste momento, incluindo a casa. Este exercício de descoberta do design pode ser feito em casa, no escritório, no elevador, na rua, num parque, em uma loja, em uma fábrica, em uma igreja, dentro de um carro, de um avião, de um trem, de um navio, andando de bicicleta, de carroça, de tênis, de sapato, de bota e vai pelo mundo afora.

É bom começar um novo século trabalhando com algo que todos necessitam.
O design e a criatividade tornam possível a realização dos sonhos das pessoas. Os produtos, marcas e empresas que, através da criatividade, criam a atratividade suficiente para comprovar sua competência em realizar sonhos, têm diante de si, abertas às portas do sucesso.

Luiz Renato Roble criacao@datamaker.com.br
Designer e Diretor de Criação da Datamaker Designers www.datamaker.com.br

Fonte: Datamaker