A Difícil Arte de Viver em Comunidade
Por Sonia Jordão
02/06/2010
Desde a infância, começamos a aprender como conviver bem com
os outros. Em nossos lares descobrimos que para se conseguir conviver bem com as
pessoas à sua volta é preciso antes de tudo respeitar o direito do outro,
independente de quem ele seja, se um filho, um irmão, um amigo ou um vizinho.
A regra é antiga e clara: nosso direito termina onde começa o do outro. Assim,
por exemplo, eu posso fazer uma festa e ouvir música alta, desde que as outras
pessoas, que também a estiverem ouvindo, gostem de som alto e do estilo da
música. Nesse momento, é bom pensarmos nos nossos vizinhos e não só naquele que
se encontra no mesmo ambiente onde a música está tocando.
Se vivêssemos como ermitões, não precisaríamos nos preocupar. Porém, como
vivemos em comunidade é um pouco diferente. Precisamos aprender a agir de forma
a não prejudicar o outro. É importante, também, nos acostumarmos a tratar a
todos educadamente.
As leis tratam de assuntos mais graves, tais como matar e roubar. Porém, todos
têm outros direitos além do direito à vida e à suas propriedades. Quando falamos
de vida precisamos incluir o machucar o outro e não só matar, portanto ninguém
tem o direito de bater em outra pessoa. E quando falamos de propriedade é bom
lembrar que estragar de qualquer forma, aquilo que não é seu, inclui, por
exemplo, pichar um muro, arranhar um carro, e várias outras coisas.
Também é preciso que tratemos os outros não da forma que queremos ser tratados,
mas sim da forma que eles gostariam de ser tratados. Pode ser que o gosto dos
outros seja diferente do nosso.
Se possível, procure seguir algumas regras de boa convivência no seu dia a dia:
* Não economize sorriso: de todas as moedas circulantes no comércio da vida, o
sorriso é a que compra maior porção de alegria pelo menor preço.
* Por falar nisso, não compre briga porque sai caro.
* Seja otimista. Quem vê tudo na existência pelo lado sombrio do derrotismo
raramente cruza com amigos na rua, porque a maioria deles dobra a esquina para
escapar do encontro.
* Seja alegre e comunicativo. Um “bom dia”, um “alô” custa pouco e rende muito.
* Seja simples e modesto. Se você possui qualidades “notáveis”, cedo ou tarde as
pessoas notarão isso, como também descobrirão suas imperfeições.
* Seja um bom conversador deixando com que os outros falem mais.
* Procure ouvir as pessoas ou avaliar a situação antes de emitir um julgamento.
* Interesse-se pelos outros. Só assim eles acharão você interessante.
* Tenha coragem para assumir decisões. Principalmente assuma o que fez.
* Assegure-se que as informações sejam claras, completas, transparentes e bem
recebidas pelo outro.
* Compreenda que as pessoas que pensam de outra forma, estão sinceramente
convencidas de que o errado é você.
* Faça aos outros, em lugar de críticas, quantos elogios puder fazer
honestamente. As pessoas de um modo geral adoram ouvi-los e quando os recusam
talvez no fundo esperem ser elogiados por isso.
* Com os inimigos, declarados ou gratuitos, mantenha a sobriedade do
cavalheirismo. Não fale mal por trás nem perca uma oportunidade de
reconciliação, dando o primeiro passo, pois nada lhe garante que no dia seguinte
um deles não seja a única pessoa capaz de “salvar a sua vida”.
Para concluir, deixo mais uma dica: pergunte-se: como você gostaria de ser
lembrado quando não estiver mais aqui? O que dirão de você? Pense no que disse
Chico Xavier: Comece, hoje, a escrever um novo roteiro para sua vida, porque se
não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, podemos começar, agora, a fazer
um novo fim.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”. e-mail: tecer@soniajordao.com.br - Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.umnovoprofissional.com.br