Educação Empreendedora
Por Maria do Rosário Martins da Silva
06/11/2005
Mudanças radicais no mercado e nas Instituições Educacionais trouxeram para
alunos e professores a oportunidade de pensar em uma educação inovadora,
empreendedora, diferente de tudo que se ensinava antes. As escolas tradicionais
não tinham essa visão, e com isso, passaram muitos anos preparando pessoas para
serem eternos empregados. Todos os exercícios, discussões e dinâmicas de grupos,
faziam os alunos pensarem e sonharem com o emprego estável após o término da
Faculdade. Não resta a menor dúvida que há algum tempo atrás, até que era
possível isso ocorrer. Com esse pensamento, não se incentivava a criatividade, a
inovação, e as aulas seguiam com o professor falando e os alunos ouvindo. Porém,
diversas mudanças ocorreram: reestruturação de empresas, privatização, demissões
em massa, fusões e aquisições – o que estremeceu toda a estabilidade que as
pessoas possuíam em seus empregos, tornando-se necessário repensá-los. Foi
preciso sair em busca de novas oportunidades, e entre as alternativas existentes
estava a possibilidade de ser dono do seu próprio negócio. Surge, então, o
empreendedor – aquele que realiza, corre riscos, é criativo, ousado, e muitas
outras características necessárias ao sucesso do negócio próprio. Com tantas
empresas sendo abertas no mercado, o amadorismo tomou conta, e com isso, muitos
negócios fracassaram (a maioria, antes do segundo ano de abertura). Fez-se
necessário, a partir daí, uma nova educação que ensinasse novas formas de fazer
a coisa certa, com profissionalismo. Mas a pergunta que divide opiniões de
diversos especialistas é a seguinte: É possível ensinar o empreendedorismo?
Porém, há um ponto em que todos concordam, e que devemos nos ater para o sucesso
da educação empreendedora: é possível desenvolver nas pessoas algumas
habilidades, trabalhar alguns comportamentos e levá-las a buscar novos
conhecimentos. As propostas, de acordo com o especialista no ensino do
empreendedorismo, Fernando Dolabela, autor de diversos livros da área, entre
eles, o best-seller “O Segredo de Luisa”, são: - Privilegiar o auto-aprendizado.
O ensino do empreendedorismo simula a forma através da qual o empreendedor
aprende na vida real: fazendo e errando. Desenvolve empreendedores e não
empresas. - Atribuir ao professor um novo papel: o de “organizador” de um
ambiente ou “cultura” favorável ao aprendizado: um “ambiente do conhecimento”, -
Considerar o empreendedorismo em seu conceito mais amplo. - Eliminar a distância
entre sonho, emoção e trabalho. - Privilegiar o estudo da oportunidade. -
Entender que empreender é gerar conhecimento Portanto, a Instituição Educacional
ou sociedade que privilegiem a educação empreendedora, possibilitam às pessoas
lidar com a aceleração das mudanças, os desafios e riscos, conseguindo
fazendo-as enxergar oportunidades, onde muitos enxergam a crise!
Maria do Rosário Martins da Silva é Mestre em Marketing. Especialista em Recursos Humanos e Marketing. Professora em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Palestrante nas áreas de Motivação, Empreendedorismo, Recursos Humanos, Marketing, entre outros. Experiência em desenvolvimento de pessoas nas áreas de Marketing, Recursos Humanos, Empreendedorismo, Dinâmicas de Grupos, Jogos de Empresas, Técnicas Vivenciais e Oratória. Contato: zarinhamartins@hotmail.com