Endomarketing - Ferramenta para humanizar relações internas e externas
Por Werner Kugelmeier
18/10/2006
Vivemos um momento no qual o “homem” deve ser visto como elemento
principal de todo e qualquer processo de mudança e de modernização
empresarial. Se este fato se evidencia, cada vez mais claramente, para o
homem “cliente interno”, imaginem a dimensão desta conscientização para
o homem “cliente externo” - aquele que, em última instância, gera a
receita da empresa.
A complexidade da interação das organizações com os ambientes interno e
externo levou à aplicação de programas de profissionalização dos
colaboradores, no sentido de obter ganhos em um clima organizacional
harmonioso, em que todos compartilham do mesmo senso de direção e de
prioridade, o que, por sua vez, reflete na melhoria das relações com o
cliente externo.
Antes de vender o produto a seus clientes, as empresas precisam
convencer seus colaboradores a comprá-lo. Somente assim é que o
Endomarketing pode cumprir o seu papel de elemento de ligação entre o
cliente, o produto/serviço e o colaborador. O colaborador torna-se um
aliado, centrado na idéia de que o sucesso da empresa está ligado ao seu
sucesso.
O Endomarketing deve ser trabalhado como uma ferramenta de comunicação e
integração, para que todos estejam cientes dos objetivos e formas de
atuação, que têm como meta tratar os clientes externos de forma coerente
e ética, diminuindo custos, tempo e desgaste.
As empresas aspiram crescer e conquistar mercados ou, no mínimo, manter
os índices que já possuem e garantir sua sobrevivência. Estabelecer um
clima permanente de comprometimento do colaborador, dando-lhe dignidade,
responsabilidade e livre iniciativa, é fator-chave para sustentar estes
objetivos.
Desta forma, o Endomarketing chega para atrair e reter seu primeiro
cliente: o cliente interno, obtendo significativos resultados para as
empresas. Consequentemente, o Endomarketing bem feito também atrai e
retém o cliente externo. A conscientização do colaborador sobre esta
“charada” dupla deve partir da Alta Administração, assessorada pela área
de Gestão Humana.
Estudos mostram que a maioria das pessoas dedica ao trabalho apenas 25%
da sua capacidade. Os outros 75% representam a falta de engajamento e a
falta de motivação.
Existem muitas formas de desenvolver o potencial produtivo de
colaboradores, ou seja, a sua motivação , tais como: verificar se o
funcionário possui as melhores ferramentas para realizar o trabalho que
lhe foi atribuído, usar o desempenho como base para uma promoção,
proporcionar a participação nos lucros e, até mesmo, remunerar as
pessoas de forma competitiva, isto é, em função do talento de cada um.
Como instrumentos para a prática de Endomarketing podemos citar: vídeos
institucionais; apresentação dos produtos/serviços da empresa;
lançamentos e tendências da tecnologia e da moda; jornal interno
descrevendo a atuação de áreas como, por exemplo, gestão humana,
desenvolvimento de produto, produção, vendas e eventos; reuniões com a
presidência, diretoria e gerência – café da manhã ou happy hour;
palestras; programas para apresentar a evolução, novidades e tendências
da empresa; grife interna, como registro em roupas (uniformes), bonés e
acessórios; intranet com a divulgação de lançamentos, pronunciamentos de
diretores e gerentes.
A opinião do público interno tem grande influência sobre as opiniões e
perspectivas do público externo e do consumidor em geral. Colaboradores
insatisfeitos com as condições de trabalho e com os próprios produtos
lançados irão fazer uma contra-propaganda, cada vez que multiplicarem,
fora da empresa, o sentimento de descontentamento que os domina. Em
contrapartida, se estiverem satisfeitos com a empresa, poderão
"vendê-la" ao cliente externo. Uma prova disso é o que os empregados
dizem nas empresas classificadas pela revista Exame como “As Melhores
Empresas no Brasil para se Trabalhar”. Se cada empregado for um
multiplicador de uma boa imagem da empresa, os produtos fabricados por
ela também serão bem aceitos pelos seus clientes.
O sucesso da implantação do Endomarketing depende 20% do próprio
programa. A gestão fica na responsabilidade dos 80% restantes. É tudo
uma questão de foco na educação do “homem”: na geração de valor para a
empresa e para o cliente, 20% têm a ver com dinheiro - e 80% com
pessoas: elas criam valor!
Werner Kugelmeier é Diretor da WK PRISMA - EDUCAÇÃO CORPORATIVA MODULAR,
Empresa de Treinamentos Empresariais, de Campinas – SP,
www.wkprisma.com.br, Autor do Livro “PRISMA – girando a pirâmide
corporativa”, wkprisma@wkprisma.com.br - (19) 3296 4341/ 3256 8534