Está sem tempo? Organize-se e produza mais!
Por Maria do Rosário Martins da Silva
06/01/2006

Se perguntarmos a pelo menos 100 pessoas, nesse exato momento, como está seu tempo, ouviremos da absoluta maioria a frase “Não tenho!!” Considerado um dos grandes malefícios da modernidade, o fator tempo tornou-se escasso para diversas pessoas. Porém, se pararmos pra pensar (Ops! Será que vamos ter tempo???), um pouquinho apenas em algumas coisas que fazem com que todos os relógios funcionem contra nós, poderemos analisar o que pode ser feito para, pelo manos, aliviar a pressão e o stress causados pela correria do dia-a-dia.
O consultor empresarial Eduardo O. C. Chaves, especialista em desenvolvimento gerencial, escreveu certa vez o seguinte: “Santo Agostinho afirmou, em suas Confissões, que discutir o tempo é algo muito complicado, pois o tempo parece ser, quando não tentamos discorrer sobre ele, algo simples, que todo o mundo conhece. Basta, porém, tentar teorizar sobre ele para que nos vejamos diante de grande confusão.”
O tempo tornou-se o recurso mais escasso e o mais valioso existente em nossa vida, e quando ele vai-se embora, nada poderá resgatar o que foi perdido. Mas o que muitos se perguntam é: Pode-se aprender a administrar o tempo? O que fazer para usar o tempo a nosso favor e melhorar nossa qualidade de vida?

A primeira coisa a fazer é procurarmos entender a diferença existente entre URGÊNCIA e IMPORTÂNCIA, para podermos estabelecer o que se chama de PRIORIDADE.
"Urgência está ligada ao tempo, ao prazo de execução e de início da tarefa. Uma tarefa pode ser mais urgente ou menos urgente, dependendo dos prazos que ela tem. Importância é o quanto aquela tarefa irá agregar para se atingir os nossos objetivos profissionais ou pessoais, dependendo da tarefa. A prioridade da tarefa surge a partir da combinação de seu grau de urgência e importância. Aí temos um dos maiores paradigmas a serem quebrados: uma tarefa prioritária não é aquela que se deva fazer logo (isto está diretamente ligado à urgência), nem tampouco uma coisa importante (isto está diretamente ligado à importância)", destaca o consultor e professor Alberto Álvares.
A partir daí, um bom planejamento diário poderá fazer com que tenhamos a exata noção de que atividades teremos pela frente. É bom lembrar, que por mais que planejemos, um simples telefonema ou visita inesperada, poderão jogar tudo que foi planejado por terra. Portanto, é bom sempre deixar algum tempo reservado para os imprevistos.
Existem alguns vilões verdadeiros desperdiçadores do tempo, sendo necessário também, conhecê-los e administrá-los para melhor conduzirmos nosso dia, sem a sensação de que não conseguiremos chegar vivos às 18 horas. Entre eles, encontram-se:
- as interrupções telefônicas;
- visitas inesperadas;
- delegação ineficiente;
- incapacidade de dizer não;
- procrastinação (deixar tudo para terminar ou resolver depois)
- etc.

Planejar, conhecer os próprios limites, além de estabelecer prioridades, podem ser algumas ações que ajudarão a melhorar a falta de tempo, para que não cheguemos ao fim do dia falando uma frase que se tornou célebre nos chamados “workaholiks” (viciados em trabalho): “fiz tanta coisa e tenho a sensação de que não fiz nada”. Se essa frase já faz parte de sua rotina, está na hora de rever como anda a administração de seu dia-a-dia. Dê um tempo, pare e pense no que pode ser feito para acabar com a sensação de ter perdido muita coisa boa que poderia ter sido feita por pura falta de tempo!


Maria do Rosário Martins da Silva é Mestre em Marketing. Especialista em Recursos Humanos e Marketing. Professora em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Palestrante nas áreas de Motivação, Empreendedorismo, Recursos Humanos, Marketing, entre outros. Experiência em desenvolvimento de pessoas nas áreas de Marketing, Recursos Humanos, Empreendedorismo, Dinâmicas de Grupos, Jogos de Empresas, Técnicas Vivenciais e Oratória. Contato: zarinhamartins@hotmail.com