Mintzberg faz o seu primeiro
artigo sobre o tema da
estratégia em 1967, durante
a preparação da sua tese de
doutoramento, e que
contrastou com a teoria
evolucionista (Darwinista)
da empresa – “The Science of
Strategy Making”.
Em 1971 inicia um projeto de
investigação que pretende
acompanhar a estratégia das
empresas ao longo do tempo
de forma a concluir sobre a
implicação dessa estratégia
no seu desempenho e opções.
Este projeto durou doze anos
e em 1987 foi publicada na
Harvard Business Review a
“Crafting Strategy”.
A estratégia planeada
pressupõe um grupo de
gestores seniores a formular
linhas de ação que outros
irão pôr em prática. As
notas chaves desta abordagem
são a razão, a análise
sistemática dos concorrentes
e dos mercados e
identificação de forças e
fraquezas da empresa.
A estratégia crafting, por
contraponto à estratégia
planeada, invoca habilidade
tradicional, dedicação e
perfeição através da mestria
do detalhe, retratando mais
fielmente o que a estratégia
efetiva veio a ser. A
planeada diverge da
realidade e desvia as
organizações que a aplicam
sem reservas.
A estratégia é, ao mesmo
tempo, os planos futuros e
os padrões do passado.
As estratégias não precisam
de ser deliberadas, podem
emergir sem mais nem menos.
Nenhuma estratégia é
totalmente deliberada ou
totalmente emergente pois
não tem todo o conhecimento
a priori e valoriza-se com o
Learning da atividade.
As estratégias efetivas
desenvolvem-se em todos os
tipos de diferentes formas.
As estratégias
desenvolvem-se em todas as
direções possíveis e em
todos os lugares onde quer
que as pessoas tenham
capacidade para aprender.
Passam do indivíduo para a
organização quando
proliferam, tornando-se
coletivas e influenciam o
comportamento da organização
no seu todo.
A estratégia deve ser um
contraponto entre a
estabilidade requerida para
a organização e as mudanças
contínuas preconizadas pela
estratégia de planejamento.
Da pesquisa de Mintzberg nas
organizações foi
identificado que as empresas
aderem alternadamente à
mudança e à estabilidade e
que grandes desvios
estratégicos são raros –
Teoria quântica das mudanças
estratégicas - desenvolvida
por Danny Miller e Peter
Friesen.
As estratégias que advêm do
Learning e que proliferam na
empresa ficam a aguardar o
seu momento para virem à luz
do dia da organização e isto
acontece quando uma
revolução estratégica se
torna necessária .
Em organizações mais
criativas, estas têm
necessidade de avançar em
todas as direções de tempo a
tempo de forma a alimentar a
sua criatividade. Após estes
ciclos de mudança têm
necessidade de reencontrar
alguma ordem no caos
resultante.
Gerir estratégia é criar e
agir, controlar e aprender,
estabilidade e mudança.
Gerir estratégia é gerir a
estabilidade e saber quando
promover a mudança.
O grande desafio na
estratégia crafting é
detectar as subtis
descontinuidades que possam
minar a empresa no futuro.
Estas descontinuidades são
inesperadas e irregulares e
para as detectar só uma
mente atenta e em contacto
com a situação e com o
padrão existente.
Três grandes pontos para o
sucesso nas estratégias são:
• Conhecimento do negócio;
• Gestão dos padrões
emergentes aplicando-os à
estratégia da empresa;
• Manter em vista a teoria
quântica da mudança
conciliando a mudança com a
continuidade.
Miguel Cristovão
é Pós-Graduado em Gestão de
Marketing e Mestrado em
Estratégia e Desenvolvimento
Empresarial. Experiência de
quase 20 anos nas áreas de
Marketing e Vendas, com
funções em empresas como 3M
, Tudor, ABB-Adtranz e Sixt.
Atualmente na Samsung
Portugal, Mobile Divison,
com a Gestão de Grandes
Contas. Membro ainda da APPM
- Associação Portuguesa dos
Profissionais de Marketing,
do Clube da Negociação e
palestrante convidado de
Seminários do IIR -
Instituto for International
Research.

