Fidelizar ou Perecer
Por Ricardo Dorés
14/11/2009
Com as constantes mudanças que ocorrem no mercado, o aparecimento de novas
tecnologias, e o lançamento de novos produtos, as organizações precisam ficar
cada vez mais atentas e dispor de estratégias para manter seus clientes
satisfeitos e sobretudo fiéis.
A fidelização do cliente jamais pode ser confundida com a satisfação, por serem
dois processos diferentes.
Um cliente satisfeito pode não ser fiel. A satisfação do cliente pode existir em
um curto prazo e até em uma única transação e reflete um negócio bem-sucedido,
mas, às vezes, a curto prazo, já a fidelização do cliente é essencial para a
sustentação do negócio.
A fidelização é um processo muito mais longo, minucioso e constante, pois
envolve um conhecimento maior do cliente. É preciso identificar suas principais
características, seus desejos e suas necessidades individuais, estreitando,
desta forma, o seu vínculo com o cliente, para torná-lo fiel a você, ao seu
produto, sua marca ou serviço.
Pelo fato de o cliente buscar um relacionamento, onde possam ser atendidas suas
necessidades, deve-se agregar um diferencial competitivo à sua empresa no
mercado.
Em um passado não tão distante, preço e qualidade eram os um dos poucos fatores
na decisão da compra, o que hoje, já não é mais uma realidade. O diferencial
está ligado ao relacionamento e à confiança conquistada nesta relação comercial.
Se o cliente estiver satisfeito com o atendimento diferenciado que lhe for
ofertado, com a qualidade de serviços e produtos, certamente, haverá uma grande
chance de se evitar a migração para a concorrência.
É preciso lembrar que um cliente insatisfeito, além de abandonar a relação
comercial, poderá contaminar outros possíveis clientes.
Manter os clientes já existentes é, na maioria esmagadora das vezes, menos
dispendioso do que conquistar novos clientes.
Geralmente se esquece do treinamento, como ação de fidelização numa organização.
Os colaboradores devem receber capacitação adequada para atendê-los e estar
totalmente conscientes, envolvidos e integrados com os valores da empresa e dos
mesmos. Precisam ser treinados para realizar análises de situações conflitantes
e, consequentemente, dar ao profissional autonomia para saber tomar decisões,
quando estas forem necessárias. Daí a importância de programas de
desenvolvimento e motivação interna, principalmente para aqueles que se
relacionam diretamente com os clientes.
Mais do que só atender às necessidades dos clientes, por vezes, é necessário
superar suas expectativas e surpreendê-los com atenções especiais, ou até mesmo
“mimos”, em algumas circunstâncias pontuais. O fato de mexer com sua emoção
pode, sem dúvida alguma, tornar o cliente fiel e menos influenciável às ações da
concorrência, permitindo que a organização se coloque de forma diferenciada
perante as demais.
Pequenas ações poderão fazer toda a diferença e garantir a sobrevivência no
mercado. Tendencialmente, cada vez mais produtos serão como commodities, muito
parecidos e com preços idênticos, onde o grande diferencial se materializará na
forma com que nos relacionamos e atendemos os clientes, para assim podermos
fidelizá-los.
Ricardo Dorés - Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing,
ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de
Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de
Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas
multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB,
Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante.
É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos.
www.salesresults.com.br contato ricardo@salesresults.com.br