Google: O Cliente mais exigente
do Mundo
Por Thiago Bacchin
23/06/2010
Há um ano, discorri nos eventos, rodas de network e reuniões que passei,
sobre como obter mais resultados com menos (ou o mesmo) investimento, já que
estávamos em clima de crise mundial, que felizmente passou distante do
mercado de marketing online ou, pelo menos, das agências e veículos com
mídias de performance.
Doze meses se passaram e é gratificante perceber o número de empresas
tradicionais que estão transpondo barreiras culturais, investindo pesado na
reformulação de seus sites e lojas virtuais, para entrar na disputa da
atenção dos consumidores, que estão cada vez mais tempo conectados.
Mas também é triste constatar que, mesmo quem está entrando por último (pra
valer) na Internet, ainda comete os mesmos erros dos primeiros: ignoram o
seu principal cliente, o Google.
Sim, o Google é um cliente da sua empresa. Pode se tornar o principal
cliente de toda sua empresa. Impossível? Vamos lá.
Apesar de você nem percebê-lo no dia-a-dia, ele está lá, visitando e
armazenando todo conteúdo de suas páginas. É um cliente super assíduo,
visita seu estabelecimento virtual todos os dias, muitas vezes diversas
vezes ao dia.
E cada vez que ele visita seu site, ele faz questão de examinar dezenas ou
até centenas de produtos disponíveis nele. Um por um.
Ele tenta entender para que serve cada produto, analisa a quantidade de
informações que você possui e avalia se você oferece informações relevantes
ou simplesmente dados que ninguém, literalmente, procura. Nem seu cliente
mais assíduo consegue manter essa frequência de visitas diárias para saber o
que tem de novo.
O Google é o cliente mais exigente que você possui. E ele quer ser seu
amigo.
Apesar disso, ele nem reclama quando sua filial na web não está atendendo
aos padrões de qualidade que ele determina. Até porque seu site passou pelo
crivo dos clientes internos, ou seja, aqueles que serão responsáveis pela
sua manutenção – sua equipe de TI, Marketing, Comercial e tantas outras
áreas – e foi feito por uma agência renomada. O site também foi aprovado
pelos clientes externos, os reais clientes e consumidores dos produtos e
serviços da empresa.
O problema de não ser amigo do Google é que ele é amigo da maioria
esmagadora dos mais de 65 milhões de internautas brasileiros.
Se você começar a tratar o Google bem, ou seja, ter atenção, cuidado e
respeitar os padrões de qualidade que ele recomenda e necessita, aos poucos
ele começará a simpatizar com o seu site.
E quando algum dos milhões de usuários perguntarem ao Google onde comprar um
produto ou serviço, ele pode começar a indicar sua empresa nos resultados de
busca.
Mas se você for uma empresa realmente bacana e fizer sucesso com seus outros
clientes, os de carne e osso, e estes falarem bem de você por aí, o Google
vai gostar ainda mais de você.
Você pode se tornar um dos sites mais indicados pelo Google para dezenas,
centenas, milhares de perguntas sobre onde comprar produtos e serviços. E
ele fará isso de graça.
Milhares, milhões de clientes potenciais encontrarão suas páginas. Suas
vendas online terão um crescimento significativo. As vendas “off-line”
também irão crescer, afinal, muita gente ainda usa a Internet para pesquisar
e comparar preços e, só depois disso, ir à loja escolhida fazer a compra.
Mas amizade e confiança não se compram, se constroem com o tempo. Apenas com
o tempo. A relação, quando bem construída, pode durar por muito tempo. Tudo
depende se você vai dar atenção e carinho a este cliente tão exigente e tão
rentável.
Para a maioria dos grandes varejistas online, como a americana Zappos, a
busca orgânica representa a principal fonte de tráfego e receita do site,
com ROI incomparável, conforme me informou pessoalmente Matt Burchard,
Diretor de Marketing, em uma visita à Zappos no final de 2009. No Brasil
isso não é diferente, mas ainda há muito terreno para ser explorado.
Para ficar bem posicionado nos resultados orgânicos do Google, Yahoo!, Bing
e demais buscadores da Internet, é fundamental que o site atenda a mais de
uma centena de critérios técnicos.
Assim como uma loja física precisa atender a muitos requisitos técnicos
importantes, na web não é diferente, só mudam os tipos de recursos
utilizados. A diferença é que se você atender a esses requisitos no seu
site, boa parte da sua receita e rentabilidade acontecerão sem a necessidade
de 1 Real de investimento em mídia.
Para ilustrar o potencial de resultados, citarei três casos de sucesso onde
irei preservar os nomes dos clientes por questões estratégicas dos mesmos. O
primeiro trata-se de um grande varejista brasileiro que, sabendo do
potencial das buscas orgânicas, queria aumentar a receita originada dessa
fonte.
Com foco na correção dos inúmeros aspectos técnicos que o Google considera
para melhorar o posicionamento de um site, após 6 meses de projeto a loja
virtual teve um incremento de 196% de visitas da busca orgânica, crescimento
de vendas de 165% e um ROI acumulado de R$120, ou seja, para cada R$1
investido na consultoria do Projeto de SEO, retornou R$120 em vendas. Um ROI
praticamente obsceno.
No setor de serviços, uma grande imobiliária investiu na ampliação da sua
amizade, que já vinha de longo prazo com os robôs do Google. Menos de 1 ano
depois, conseguiu dobrar as visitas que chegam não só através do Google, mas
também do Yahoo! e Bing.
Na indústria, onde poucas empresas estão atentas para a Internet, um grande
grupo em seu segmento precisava comunicar sua liderança e diferenciais ao
mercado através do posicionamento do site nos mecanismos de busca e por méis
das palavras-chave que remetem às suas soluções. Conseguiu incríveis 775% de
aumento nas visitas ao site num período de 8 meses de projeto de SEO.
Explore mais e entenda o potencial do SEO (Search Engine Optimization) da
sua empresa, claro, se você quer vender mais e contar com um ROI
insuperável.
Thiago Bacchin é Presidente do DBG - Digital Branding Group e CEO da
Cadastra, agência de Search Engine Marketing focada em Performance online.