Uma Lição para gestão empresarial: A genialidade é contagiosa
Por Ivan Postigo
04/05/2010
Para as empresas, de modo geral, temas como motivação, trabalho em grupo, alta
performance, não envelhecem, embora existam mais discursos que ações práticas.
Podemos observar o resultado gerado por grupos criativos que se formam
espontaneamente na musica como MPB, Bossa Nova, Rock, na pintura os movimentos
na Espanha com Picasso, Dali, no esporte voleibol, tênis, e muitos outros.
As pessoas para criarem podem ser reunir ou apenas absorverem e intercambiarem
idéias, gerando trabalhos espetaculares, quebrando paradigmas.
Quando a onda passa ou alguns gênios se afastam ou nos deixam fica um vazio
difícil de ser preenchido, já notaram?
Ondas de criatividade são resultados dos encontros de pessoas geniais
contagiando pessoas tidas normais, despertando e motivando seu lado criativo.
Meus avós costumavam dizer que se você cria um filho com um gato ele só vai
aprender miar.
Criatividade necessita convivência e desafios, por isso não raro artistas
brilhantes passam por fases obscuras. Grandes obras foram criadas em momentos de
terríveis crises mundiais, frutos das manifestações e contestações dos artistas.
Evidentemente que não queremos que nossas empresas passem por nenhuma séria
crise para que a criatividade seja despertada, principalmente porque nesses
momentos os talentos poderão procurar locais mais seguros.
Transformemos a palavra crise em desafios, estes sim motivam o ser humano a
criar, sair do lugar comum e os talentos a se reunirem.
Num projeto quanto maior a dispersão, maior a necessidade de coordenação, isso é
óbvio, mas é importante ser destacar.
Temos a tendência de considerar que o líder ou o coordenador é totalmente
responsável pelos resultados, criando um conflito: Todos querem opinar, poucos
querem assumir.
Esta afirmativa quando dita à grupos em treinamento muitas vezes é contestada,
contudo basta atribuir algumas responsabilidades à função do coordenador e
solicitar voluntários para que os contestadores se contenham.
As empresas continuam trabalhando com círculos de qualidade, mas não com a mesma
intensidade e freqüência que faziam no início da onda, nesses momentos
encontrávamos situações muito interessantes, criativas e participativas.
Um grupo tendo um componente dotado de genialidade contagiando os seus membros
desenvolvia um trabalho altamente elogiado e logo era seguido pelos demais. Numa
situação como essa ninguém quer ficar para trás, portanto há motivação para
reflexão, debate, criação e implementação em busca de melhores resultados para
organização.
O inverso também é fato, a mediocridade leva muitos projetos ao fracasso, embora
até uma análise superficial possa mostrá-los viáveis.
As empresas sempre terão momentos bons e ruins, situações de maior ou menor
prosperidade, contudo criar condições para melhor aproveitamento das
oportunidades é imprescindível.
Lembrando a velha frase sorte é o encontro da oportunidade com o preparo, vá um
pouco além, acrescente um pouco de genialidade, mas atenção: Reconheça e
aceite-a.
Essa será uma atitude genial!
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
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