Capítulo 2 – Cargos
conquistados com recursos
próprios e qualidades
pessoais
Ao conquistar um cargo de
chefia dentro de uma
organização, o novo Líder
precisa realizar uma serie
de analises para poder
situar-se naquele novo
contexto. Em primeiro lugar,
é necessário conhecer o
histórico de quem conduziu o
cargo no passado, e saber
diferenciar as ações que
obtiveram sucesso daquelas
que fracassaram, procurando
imitar em seus antecessores
as experiências bem
sucedidas. “Deve um homem
prudente utilizar os
caminhos já traçados pelos
grandes”.
Também é preciso conhecer
bem o perfil individual e
coletivo da equipe que irá
trabalhar diretamente, “seu
exército particular”, e
também a cultura daquela
organização como um todo. O
resultado de seu trabalho e
de sua liderança está
intimamente relacionado ao
poder de influência do líder
sobre aquela equipe.
Em geral, um líder novo
enfrenta maiores ou menores
dificuldades dependendo de
suas virtudes e da
conjuntura dos aspectos
subjetivos do novo cargo, o
que Maquiavel costumava
chamar de “Sorte”. O Líder
que depender menos da Sorte
e mais das suas virtudes,
terá maiores chances de
sucesso.
Um dos principais riscos do
novo líder certamente é a
introdução de novas regras
ao assumir o cargo, pois
geralmente ocorrerá uma
forte resistência por parte
daqueles que se beneficiavam
com as normas antigas, assim
como será frágil a defesa
das novas regras pelos
demais colaboradores uma vez
que ainda não conhecem e não
crêem na eficácia das novas
leis.
Por esta razão, é necessário
saber se o novo Líder
dependerá apenas de si
próprio para implantar as
novas regras, ou se terá que
persuadir seus colaboradores
para viabilizar as
inovações. No primeiro caso,
é preciso ter certeza de que
terá força e autoridade para
implantá-las por tempo
suficiente até que surtam
efeito positivo sobre o
sistema. Caso contrário terá
que desenvolver uma
estratégia para convencer e
persuadir seus colaboradores
por tempo suficiente para
que o sistema comece a
funcionar de maneira
adequada.
É preciso levar em conta o
seguinte: “em geral a
natureza das pessoas é
volúvel; É fácil
persuadi-los de alguma
coisa, mas é difícil
mantê-los persuadidos.
Convém organizar-se de modo
a que, quando não acreditam
mais, possa-se fazê-los
acreditar com algum tipo de
força.”
Ao assumir um cargo de
chefia o novo Líder deve
procurar basear suas ações
muito mais nas próprias
competências do que nas
condições encontradas no
ambiente, na sorte e na
promessa de apoio das
pessoas. Também é preciso
ter certeza da própria força
e autoridade que o cargo lhe
confere para poder
introduzir inovações e
mudanças de regras que
certamente poderão
desagradar parte de seus
colaboradores.
Alem do conhecimento
específico de sua área de
atuação, algumas
competências serão
fundamentais para consolidar
a posição do novo Líder.
Capacidade de motivar a si
mesmo e aos outros,
comunicação e relacionamento
interpessoais, bom humor,
habilidade de negociação,
capacidade de trabalhar em
equipe, firmeza de
propósitos e disposição para
enfrentar dificuldades.
Todas estas são competências
que podem ser desenvolvidas
mediante estudo, treinamento
e força de vontade. O Líder
tem de dar, sobretudo, o
exemplo de comportamento que
deve ser seguido por toda a
equipe. Precisa exigir estas
competências de todos os
membros da equipe, para que
possam ser produtivos, por
isto, o exemplo a ser
seguido é o seu próprio
exemplo.
Quanto mais rápido o Líder
consolidar sua posição de
liderança, mais fácil será
mantê-la. Se, como diz a
linguagem popular, há cargos
em que é preciso “matar um
tigre todo dia, quanto maior
o tigre que se matar no
inicio de sua liderança,
menores serão os tigres que
serão preciso matar
diariamente, para
conservá-la.”
Existe uma tendência a se
fazer comparações entre o
Líder antigo e o novo Líder.
Por isto é preciso conhecer
o histórico das ações da
gestão anterior, primeiro
para não cometer os mesmos
erros, e segundo para,
copiando os acertos,
procurar ter um estilo
diferenciado para não ser
taxado de imitador.
Uma outra preocupação é com
os “secretários” do Líder
anterior. Aquelas pessoas
que, por lealdade ou mesmo
involuntariamente, podem
tentar dificultar o trabalho
do no Líder. É fundamental
cercar-se de pessoas de
confiança nas posições
estratégicas para evitar ter
o seu trabalho prejudicado.
Concluímos dizendo que o
novo Líder deve basear seu
poder de liderança em suas
próprias competências e
virtudes pessoais, e nos
sistema de regras e
procedimentos gerenciais que
implantar mais do que na
confiança no poder do cargo
ou do apoio de pessoas
alheias as sua vontade e
poder de influencia.
Ari Lima é
empresário, engenheiro,
consultor em marketing
pessoal e gestão de
carreiras e especialista em
marketing e vendas.
Desenvolve treinamento em
marketing pessoal e
marketing jurídico para
profissionais liberais,
empresas, escritórios e
estudantes universitários.
Ministra cursos, seminários
e palestras realçando o lado
prático e funcional do
marketing e escreve artigos
diariamente para diversos
sites e revistas. Além de
uma sólida formação teórica,
possui 25 anos de
experiência prática em
gerenciamento e treinamento
de vendedores e de gerentes
de vendas, bem como
atendimento a clientes.

