Há muitos anos o marketing
se tornou uma verdadeira
guerra na disputa pelo
mercado entre as empresas, e
por espaço profissional
entre as pessoas. Com o
passar do tempo, a
concorrência tem se tornado
mais acirrada, exigindo
métodos cada vez mais
sofisticados na disputa
pelos mercados, na batalha
para conquistar clientes.
Como defendem os autores do
famoso livro MARKETING DE
GUERRA, Al Ries e Jack Trout,
cujas idéias foram
inspiradas no general
prussiano Karl Von
Clausewitz, que escreveu o
tratado sobre a guerra On
War (1832), é preciso
encarar essa guerra de
marketing da mesma forma que
um exército deve preparar-se
para uma guerra de verdade.
É necessário elaborar um
plano tático e estratégico,
e implementar todos os
princípios gerais da guerra
convencional, adaptando-os
ao mundo dos negócios, para
poder sobressair-se nesta
guerra de marketing.
Estamos falando de marketing
de modo genérico. Estes
conceitos de guerra de
marketing podem ser
utilizados tanto por grandes
organizações como por
pequenas empresas, ou mesmo
individualmente no marketing
pessoal.
Primeiro, precisamos
entender a questão essencial
da tática e estratégia,
conceitos fundamentais na
elaboração de qualquer plano
de marketing. Táticas seriam
as ações intermediárias, as
idéias chaves que o plano
precisa ter para realizar o
objetivo estratégico maior.
No marketing tradicional,
primeiro define-se uma
estratégia: a empresa
resolve por exemplo, vamos
nos tornar uma empresa de
âmbito nacional a estratégia
-, e depois, coloca todo seu
pessoal para pensar, como
vamos fazer isso? - a
tática.
Os autores do livro
MARKETING DE GUERRA,
defendem uma idéia
exatamente oposta. É preciso
encontrar primeiro ótimas
táticas de mercado que se
adaptem àquele
empreendimento, para em
seguida, baseado nestas
idéias saudáveis e
factíveis, elaborar um plano
estratégico.
Na Guerra de Marketing,
existem quatro princípios
básicos. Os princípios de
guerra defensivos,
ofensivos, de flanqueamento
e de guerrilha.
* Os lideres de mercado, ou
seja, quem estiver no topo
da hierarquia precisa lutar
a guerra defensiva. Precisa
cuidar para que ninguém tome
o espaço que ele já
conquistou.
* Os adversários de maior
porte, organizações ou
pessoas que têm condição de
serem líderes, mas que ainda
não chegaram lá, precisam
combater a guerra ofensiva.
Precisam constantemente
estar atacando os líderes.
Criando situações para tomar
uma fatia cada vez maior do
mercado.
* Aqueles adversários
intermediários, de médio
porte, que ainda não têm
condições de atacar os
líderes de frente, pois não
têm estrutura, conhecimento
ou condições reais de
disputar a liderança, são
fortes o bastante para
conquistar um espaço cada
vez maior no mercado. Eles
precisam lutar a guerra de
flanqueamento, atacar pelas
laterais, lançar novos
produtos, ou novas maneiras
de tratar o cliente, baseado
em sua criatividade,
inovação, mas nada que exija
grandes investimentos acima
de sua capacidade.
* Finalmente as formiguinhas
do mercado. As pequenas e
micro empresas e os novos
profissionais. Estes
precisam fazer a guerra de
Guerrilha. Fustigar o
inimigo constantemente;
atacar e depois se esconder;
incomodar o tempo todo;
vencer a concorrência pelo
cansaço.
Concluímos que, numa disputa
de mercado tão acirrada como
nos dias de hoje, a empresa
deve elaborar um plano de
marketing nos moldes de um
plano de guerra, e definir
táticas e estratégias a
serem usadas. Precisa
conhecer a concorrência, sua
própria posição neste
contexto, e assim utilizar
os princípios de guerra mais
adequados a esta posição.
Dessa forma, conseguirá
estar sempre surpreendendo a
concorrência e conquistando
um lugar de destaque no
mercado.
Ari Lima é
empresário, engenheiro,
consultor em marketing
pessoal e gestão de
carreiras e especialista em
marketing e vendas.
Desenvolve treinamento em
marketing pessoal e
marketing jurídico para
profissionais liberais,
empresas, escritórios e
estudantes universitários.
Ministra cursos, seminários
e palestras realçando o lado
prático e funcional do
marketing e escreve artigos
diariamente para diversos
sites e revistas. Além de
uma sólida formação teórica,
possui 25 anos de
experiência prática em
gerenciamento e treinamento
de vendedores e de gerentes
de vendas, bem como
atendimento a clientes.

