Marketing Pessoal (2): A Importância do Saber Falar
Por Reginaldo Rodrigues
22/11/2009
Este artigo é o segundo de uma série de sete sobre Marketing Pessoal. No
texto Marketing Pessoal (1) citamos um discurso do Vice Presidente José Alencar. Simples, interessante e
a platéia atenta o tempo todo. Nos nossos Cursos de Oratória nos deparamos
com pessoas que acreditam que falar bem significa “fazer um tour” pelo
dicionário e usar palavras eruditas e rebuscadas em um discurso, roda social
ou nos negócios. Engano total. O mais importante é conhecer bem o perfil do
público para o qual irá falar. Em uma reunião de negócios o vocabulário é
um, no barzinho com os amigos é outro totalmente diferente. Aqueles que não
conseguem diferenciar esses momentos não são bem quistos. Taxados de chatos
e inconvenientes desmancham rapidamente os bate papos.
Certa vez perguntaram a um Pastor Americano como conseguia falar tão bem e
ele respondeu o seguinte: “bem, primeiro eu falo o que vou dizer, depois eu
digo e para encerrar eu digo o que disse”. O que ele fazia muito bem era
estruturar as apresentações de maneira que tivessem começo, meio e fim. E um
dos grandes diferenciais daquele homem era considerar que a maioria dos seus
ouvintes era pessoas humildes. Por isso usava vocábulo simples, de fácil
acesso a todos e utilizava exemplos da própria comunidade para ilustrar suas
pregações.
No mercado o cenário é exatamente o mesmo. Para sermos agradáveis e efetivos
não devemos destoar dos outros. Mesmo os altos executivos de uma empresa não
irão querer ouvir falas complexas de negócios durante uma festa, por
exemplo. Em uma de nossas palestras alguém perguntou: “mas e se for uma
oportunidade única de abordar “aquele Diretor”? Não devo falar sobre meu
currículo e pedir uma oportunidade?” Não. Não deve. Se for apresentado a ele
entre no ritmo da conversa, para isso é interessante que esteja sempre bem
informado, pois conseguirá desenvolver o assunto. Seja “gente boa”, alegre,
extrovertido e certamente você será marcante. Depois de conquistar o seu
espaço o assunto profissional poderá surgir naturalmente. Manifeste o
interesse, mas de maneira sutil, passe um cartão seu e peça um dele dizendo
que o procurará em um momento oportuno. Voltando ao tema da fala, nesses
momentos todos estarão conversando informalmente e por isso mesmo não cabe
nenhum “eruditismo”.
Ressaltamos que falar de maneira simples não é falar errado e sim utilizar
palavras adequadas à situação. O mais importante é se fazer entender. Isso
significa enviar códigos (mensagens) que possam ser interpretados com
facilidade. Somente assim haverá o “feedback”. Já reparou que algumas
pessoas fazem questão de conversar difícil? Preocupam-se muito mais em
aparecer do que em passar a mensagem, e você já deve ter observado também a
reação dos ouvintes diante dessas situações. Não se esqueça de alguns
cuidados na hora de se manifestar. Pensar bem no que vai dizer, falar com
boa dicção, colocar emoção nas palavras e evitar vícios de linguagem são
alguns deles. Jamais interrompa a fala do interlocutor. Facilmente
percebemos a bola fora neste sentido. Se a pessoa voltar ao assunto do mesmo
ponto em que parou quando você começou o seu, pode ter certeza que houve a
interrupção inoportuna. Costumo dizer que a comunicação eficaz é a chave que
abre as portas que dão acesso ao sucesso pessoal e profissional.
Reginaldo Rodrigues é Graduado em Comunicação Social com Pós em Gestão
Estratégica em Marketing - Palestrante e Consultor - Blog:
reginaldorodrigues100.blogspot.com - Twitter: twitter.com/reginaldorod -
Site: www.rcem.com.br