Quando os DG’s - Diretores
Gerais - dizem “ Quero
Marketing Viral” ou
“Precisamos de desenvolver
contactos usando Social
Media”, o que é que eles
efetivamente querem dizer?
Marketing barato sem budget?
Ou estarão apenas a lançar
umas “buzz-words” só porque
estiveram recentemente numa
conferência, ouviram alguém
falar disso e acharam
“engraçadas” as expressões ?
Ou será apenas porque está
na moda?
Em primeiro lugar, marketing
viral e social media são
técnicas. Logo há que
perceber qual o objetivo, de
forma a determinar qual a
técnica certa a aplicar:
fugas de informação
controladas, rumores,
negócio B2B, vendas B2C...
Depois, são conceitos
diferentes. Estão
relacionados, mas cada um
requer planejamento e
recursos específicos para
serem concretizados. O
marketing viral pode incluir
uma componente de social
media. Ambos partilham o
mesmo objetivo fundamental:
colocar potenciais Clientes
a falarem do produto!
Note-se que os programas de
social media só podem ser
eficientes quando há uma
comunidade-alvo a atingir.
Isso exige um planejamento
rigoroso porque,
efetivamente, não
conseguiremos controlar o
sentido e a direção das
conversas. A possibilidade
de dirigir as conversas é
pouca , mas o valor deste
tipo de aproximação tem um
valor tão positivo como o
“boca-a-boca” de Clientes
satisfeitos. Por outro lado,
social media é mais
eficiente nos modelos de
negócio tipo B2C pois esta
comunidade-alvo é composta
por compradores/Clientes
finais. Por isso, tornar
eficiente um programa social
media num modelo tipo B2B é
mais desafiante porque o
processo de compra é mais
complexo, existindo
prescritores,
influenciadores, peritos,
conselheiros e decisores.
Raramente encontraremos
todos eles na mesma
comunidade-alvo, pelo que o
programa de social media
terá de ser endereçado de
forma abrangente para ser
eficiente.
Em relação ao marketing
viral, este inclui esforços
também de social media.
Ainda que o objetivo seja o
mesmo, as técnicas de
marketing viral atingem um
alcance mais amplo do que os
programas de social media.
Um exemplo extremo para
obter alternativas e
alcançar um vasto leque de
comunidades, é o da empresa
que colocou publicidade nos
filtros dos mictórios
públicos. Relacionado com
este exemplo extremo está o
conceito de marketing de
guerrilha, no fundo,
trata-se de fazer marketing
a baixo custo. Menciono isto
apenas para diferenciar do
marketing viral, que pode
ser conduzido também usando
uma aproximação de baixo
custo. No entanto, há bons
programas virais que podem
exigir orçamentos avultados,
particularmente se forem
incluídos conceitos de vídeo
e imagem.
A minha experiência de
trabalho com vários DG’s ,
ensinou-me que entendem este
tipo de comunicação como
diferente da que a sua
geração está habituada,
pensando que o seu alvo é um
tipo de público mais jovem,
em que social media permite
ter a grande oportunidade de
conversar com futuros
Clientes aos quais contam a
história da marca. Por
vezes, alguns DG’s não
entendem como podem ter
êxito ou funcionar este tipo
de técnicas que potenciam
conversas e partilha de
idéias. No fundo, é essa a
nossa função enquanto
responsáveis de Marketing ou
de Vendas: convencê-los que
funcionam, mas isso pode ser
conversa para outra altura
...
Miguel Cristovão é
Pós-Graduado em Gestão de
Marketing e Mestrado em
Estratégia e Desenvolvimento
Empresarial. Experiência de
quase 20 anos nas áreas de
Marketing e Vendas, com
funções em empresas como 3M
, Tudor, ABB-Adtranz e Sixt.
Atualmente na Samsung
Portugal, Mobile Divison,
com a Gestão de Grandes
Contas. Membro ainda da APPM
- Associação Portuguesa dos
Profissionais de Marketing,
do Clube da Negociação e
palestrante convidado de
Seminários do IIR -
Instituto for International
Research.

