Meu Gerente Ajuda, Surpreende ou Atrapalha? E Eu, o que Faço?
Por: Dalmir Sant'Anna
29/06/2009
O desejo de crescer continuamente e de se manter em constante atualização, são
atitudes de inúmeros profissionais que almejam novas oportunidades de trabalho,
bem como, de gestores que impulsionam seus liderados a conquistar e superar
novos desafios no ambiente organizacional. Delegar uma atividade, para uma
pessoa que não está preparada pode significar o “poder de mandar” e não o
entendimento de estar dentro de um barco, remando juntos para mesma direção. Não
é possível supor a superação de uma meta anual, que deixe de contemplar o
relacionamento em equipe e a coerente troca de experiências entre o gerente e
seus liderados. O aprimoramento das capacidades pessoais, a cooperação, a
participação em constantes treinamentos, bem como, o contínuo esforço em avaliar
o desempenho profissional através das habilidades e competências, oferece uma
perspectiva de adequação com a cultura organizacional e com o ambiente de
trabalho.
Há pessoas que, por falta de experiência, comentam com os demais colegas, que se
promovidas à gerente, seriam diferentes e suas atitudes seriam muito melhores do
que a do gestor atual. Você conhece alguém assim, que somente reclama do gerente
e nada faz para contribuir? O interessante é observar que, com o passar do
tempo, esta mesma pessoa ao receber uma promoção não consegue realizar as
atividades que antes havia prometido. Diante da minha experiência na área
comportamental, passei a perceber que o discurso está distante da prática, pois
no passado este mesmo funcionário não conhecia a fundo o planejamento
estratégico da organização e somente pensava nos seus próprios interesses,
esquecendo de avaliar custos, resultados e a performance de cada integrante da
equipe de trabalho.
Fortalecer o desejo de surpreender e não de atrapalhar – Há pessoas que reclamam
do mau humor do seu gerente, mas ao serem convidadas para ficar uma hora a mais
na empresa para participar de uma reunião fazem uma aparência horrível. São
pessoas que se esquecem de observar que quando saem da empresa no horário
habitual, inúmeras vezes, o gerente fica trabalhando. Há pessoas que não
necessitam de um gerente ao seu lado para explicar todos os dias, atividades que
deve realizar, pois conta com iniciativa para pesquisar e avaliar seu próprio
resultado, entretanto, há pessoas que necessitam de alguém ao lado, que pegue
pela mão e lhe diga exatamente o que fazer uma vez, duas vezes, três vezes... Há
pessoas que contam com a gaveta do escritório em ordem e organizada, a pasta de
trabalho com os documentos em perfeito estado de conservação, entretanto, há
pessoas que se você necessitar de um documento precisa pedir com uma hora de
antecedência, para que ela encontre no meio de tantos documentos e como
resposta, apresenta inúmeras desculpas. Para fortalecer o desejo de surpreender
é preciso ampliar as competências que englobam as habilidades profissionais e os
conhecimentos técnicos. Ao desenvolver as competências, o profissional neste
período contemporâneo amplia a capacidade de competir, superar desafios e
permite fortalecer a aplicabilidade dos seus conhecimentos nas atividades
realizadas, demonstrando através de suas ações, o desejo de surpreender e não de
atrapalhar.
Intensificar a ação de ajudar e controlar a vontade de não prejudicar – Há
pessoas que no ambiente de trabalho são inseguras em compartilhar seus
conhecimentos e não aceitam de maneira alguma, sugestões de melhoria e opiniões
construtivas sobre as atividades que desenvolve. Antes de intensificar o desejo
de ajudar, pergunte se o colega de trabalho realmente deseja sua ajuda, pois há
pessoas, que criaram o hábito de realizar as atividades individualmente. Como
cada ser humano possui características próprias, antes de prejudicar, lembre que
há pessoas que produzem muito mais sozinhas, do seu estilo e da sua maneira.
Imagine que uma empresa é uma constelação de estrelas. Algumas pessoas brilham
muito e outras não. Mesmo assim, estas estrelas que não apresentam um brilho
intenso, possuem sua importância e fazem parte do contexto da missão, valores e
metas. Mesmo não tendo um brilho constante, esta estrela tem a sua relevância
para a organização. Quando um gerente desenvolve na sua equipe o processo
participativo, está estimulando gradativamente a comunicação e compartilhando
inovações, evitando que as pessoas reproduzam o mesmo trabalho em diferentes
setores da empresa. Delegar uma atividade exige, em um primeiro momento, o
compromisso de observar se a pessoa está preparada para realizar determinada
tarefa, bem como, se este profissional conta com tempo e motivação para cumprir
o compromisso assumido.
Inúmeras pessoas almejam se tornar diretores, gerentes, supervisores ou ainda,
abrir sua própria empresa, mas esquecem de preparar sua carreira. Uma árvore
somente oferece excelentes frutos após um significativo tempo de vida e
permanecendo em um terreno fértil. Se esta árvore estiver mal preparada, o
primeiro vendaval certamente vai derrubá-la. Antes de realizar alguma crítica
sobre a empresa onde trabalha e questionar se o gerente ajuda, surpreende ou
atrapalha, pense primeiro se o seu comportamento e suas atitudes estão
contribuindo para o fortalecimento do trabalho em equipe e para um harmonioso
clima de trabalho. Qual é a sua resposta?
Dalmir Sant’Anna – Palestrante Mágico®, autor do livro "Menos pode ser Mais"
(editora Odorizzi), pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação
Social e mágico profissional. Visite o site: www.dalmir.com.br.