Mudanças Organizacionais – Por Que Os Esforços Para Mudar Costumam Falhar?
Por Maria do Rosário Martins da Silva
10/07/2008

Mudar não é nada fácil. O desconforto, a insegurança, a saída da “zona de conforto”, muitas vezes incomodam as pessoas. Não é diferente nas organizações, principalmente nos dias de hoje, onde muitas empresas tiveram ou terão que se adequar a algumas modificações nas relações internas e externas que norteiam o ambiente que se percebe atualmente. Pode-se citar uma grande inquietação que trouxe a época de mudanças na relação da empresa com o cliente externo, dando início à tão propagada EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO AO CLIENTE, colocando-o em um pedestal, o que provocou diversas reflexões acerca do processo. Desde então, diversas mudanças foram implantadas nas empresas para que não se perdesse de vista a necessidade de atender a esse novo consumidor que se tornou a razão de ser das empresas.

Em tempos de mudança, algumas reflexões se fazem necessárias. Para que isso ocorra, será necessário comentar sobre alguns aspectos relacionados às inquietações e resistências que podem surgir dentro e fora das organizações.

Utilizarei de uma parte do livro “Ensinando o Elefante a Dançar”, escrito por James A. Belasco. O autor escreve sobre a forma como os filhotes de elefantes são domados: Os treinadores prendem elefantinhos com correntes pesadas a estacas profundamente enterradas, para que aprendam a ficar no seu lugar. Assim mesmo os elefantes adultos nunca tentam afastar-se, embora detenham de força para puxar a estaca e sair. Seu condicionamento limita seus movimentos apenas graças a uma pequena pulseira de metal em volta de sua pata – presa a nada.

Como fortes elefantes, muitas empresas estão presas a regras de condicionamento impostas desde cedo. “Sempre foi assim”, é o que dizem. Essa atitude limita o progresso, assim como a corrente solta em volta da pata do elefante. Todos os esforços para se adequar de nada adiantarão, pois o comodismo está impregnado na organização.

Porém, a necessidade de implantação de mudanças é uma realidade do mundo atual e essa realidade provavelmente não mudará tão cedo. As empresas deverão enfrentar ainda mais mudanças no futuro, em ritmo cada vez mais acelerado. Terão que, cada vez mais lidar com novas tecnologias e atualizações das já existentes, além de reorganizações empresariais, iniciativas de melhoria de processos e também fusões e aquisições. Com isso, torna-se necessário o envolvimento de todos, para que não afete o resultado esperado peos acionistas, colaboradores e clientes. São relativamente poucas as organizações que instituem mudanças (ou são forçadas a isso) que percebem os benefícios almejados e, na verdade, muitas acabam em situação pior do que antes. Não enxergam a importância de ser ter uma visão estratégica para ficar à frente no mercado, de forma a preparar-se para as exigências do mercado. Algumas organizações têm êxito integrando soluções técnicas que façam parte do conjunto de mudanças, com profunda e pró-ativa orquestração dos aspectos humanos associados à mudança.

As organizações que obtêm êxito preocupam-se principalmente com os públicos (internos e externos) que poderão ser afetados. O envolvimento e compreensão de todo o processo pelas pessoas são extremamente necessários e cruciais para a realização das mudanças necessárias. Ter profissionalismo e capacidade gerencial para lidar com os aspectos humanos em uma fase de mudanças dentro da organização, ajuda a alcançar um resultado positivo. O ambiente deve ser de confiança, transparência e envolvimento, para que não afete os níveis de motivação, trabalho em equipe, relações interpessoais e produtividade. Portanto, os principais agentes de mudanças nas organizações devem ter consciência que necessitam estar à frente de todas as etapas, trazendo para perto de si as pessoas, pois, caso contrário, o “barco” poderá afundar!

O importante é saber que há lugar no mercado de trabalho para ambos os sexos e que somente a competência e um grande diferencial competitivo garantirão um cargo invejável, tanto para homens como para as mulheres. Portanto, é preciso aceitar essas mudanças, preparar-se e buscar o tão sonhado sucesso profissional, deixando de lado o preconceito e a vaidade, pois o sucesso não escolhe o sexo!
Maria do Rosário Martins da Silva é Mestre em Marketing. Especialista em Recursos Humanos e Marketing. Professora em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Palestrante nas áreas de Motivação, Empreendedorismo, Recursos Humanos, Marketing, entre outros. Experiência em desenvolvimento de pessoas nas áreas de Marketing, Recursos Humanos, Empreendedorismo, Dinâmicas de Grupos, Jogos de Empresas, Técnicas Vivenciais e Oratória. Contato: zarinhamartins@hotmail.com