Pesquisas exigem foco e especialização
Por Simone Balista
02/10/2009
Consultorias externas colaboram para a isenção, confiabilidade e entrega de
resultados
O discurso é comum em algumas empresas: “Pesquisa com os clientes? Eu mesmo
faço”. É na tentativa de reduzir custos que algumas companhias têm a ilusão de
realizá-las dentro de casa, aproveitando o time e os recursos internos. Não
haveria nada de errado na decisão se as empresas tivessem especialistas em
metodologia de pesquisa de mercado e experiência na condução dos processos que –
é preciso lembrar – esbarram em determinadas dificuldades, como qualquer projeto
estratégico. Dessa forma, o resultado que se esperava pode, em muitos casos,
deixar a desejar. E essa importante ferramenta de gestão, que aponta melhorias a
serem implementadas e os pontos altos do negócio, perde seu papel.
Como consultora há mais de 10 anos neste segmento, já me deparei muitas vezes
com o pedido de clientes que iniciaram a realização deste tipo de pesquisa
internamente e tiveram que procurar ajuda para finalizá-la. Mudam-se os
clientes, mas os motivos são sempre parecidos: não foi possível absorver a
demanda de forma a cumprir o prazo, os clientes entrevistados não eram abordados
corretamente, as questões escolhidas não chegavam a evidências precisas ou eles
não conheciam a tabulação mais adequada para organização dos dados de maneira
nítida.
Em algumas companhias, dificuldades como essas levam as pesquisas a serem
enterradas na gaveta, e perde-se uma excelente oportunidade de conhecer como
fazer para vender mais e melhor, a chave para o crescimento de qualquer negócio.
Sem falar no prejuízo de tempo que se dedicou à atividade e prejuízo para a
reputação da área, que deixa de entregar aquilo com que se comprometeu.
Outra questão que as empresas esquecem de avaliar é a importância do sigilo e da
isenção na condução de uma pesquisa, uma vez que envolve informações que podem
evidenciar falhas internas da companhia. É comum as empresas escalarem
profissionais da área de marketing, comercial ou qualidade para a execução da
pesquisa de satisfação de clientes sendo que são eles, também, os responsáveis
pela satisfação dos clientes.
Nestes casos, pontos frágeis da área podem ser deixados de lado ou o próprio
cliente se sentir desconfortável em apontar falhas. Quando é comandada por uma
consultoria, a pesquisa garante fidelidade e imparcialidade à obtenção e
manipulação dos dados.
Além disso, o ‘olhar fresco’ de um consultor externo permite à empresa ampliar a
avaliação sobre os resultados apresentados, formatando um plano de ação que irá
somar ainda mais nível crítico à tomada de decisões.
Dessa forma, é inegável a segurança e economia que o apoio de uma consultoria
proporciona às empresas no curto prazo e, ao longo da experiência, a elevação da
qualidade dos serviços e a valorização destas áreas dentro das empresas, uma vez
que passa a adotar decisões de perfil cada vez mais estratégico e assertivo.
Simone Balista é especialista em pesquisas quantitativas e qualitativas pela
ESPM e SBPM. MBA em marketing pela FGV e Graduada em comunicação social pela
Anhembi Morumbi. Certificada pela Persona Global (USA) em comunicação
interpessoal, alinhamento organizacional e desenvolvimento de lideranças.
Formação de consultores em desenvolvimento humano e líderes facilitadores pela
Adigo Consultores. Há mais de 13 anos atua em projetos de pesquisas adhoc que
envolvem Satisfação de Clientes, Clima Organizacional, Força de Vendas,
Potencial e Imagem de Mercado. Além da atuação como consultora em projetos.