Procrastinação: Doce Presente, Amargo Futuro
Por Ivan Postigo
18/06/2010

Lembra da famosa frase: Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje?
Com a dinâmica da nova ordem no mundo, onde tudo se torna obsoleto rapidamente, a frase precisa de um ajuste.
Diria que seria mais apropriada se dita como: Não deixe para aprender amanhã o que você pode aprender hoje.
Afinal, o que pode um homem fazer sem conhecimento?
Note, contudo, que a conjunção do verbo fazer depende da palavra atitude.
Sem atitude não há ação e o verbo não será conjugado.
Um jogo de palavras? Não, uma constatação!
A melhor forma de evitar comprometimento é a ignorância. Um fato real e triste.
Ralph Waldo Emerson dizia que a vida é uma sucessão de lições que precisam ser vividas para serem aprendidas.
A vida é diferente dos meios acadêmicos, pois as provas primeiro são aplicadas, as lições depois ensinadas.
Podemos considerar então que com o passar dos anos ficaremos mais sábios e tomaremos decisões mais acertadas?
Há algumas questões delicadas a serem consideradas. Há situações que não podem esperar e estamos tratando com dois aspectos sob os quais não temos total controle: O tempo e a capacidade de aprendizado.
Estou com isso duvidando do potencial intelectual do homem?
Não, apenas atento a uma afirmação de Santo Inácio de Loyola: “Só aprendemos quando estamos prontos”.
A cola que adere as informações é estarmos receptivos.
Para algumas medidas o tempo é curto e nesse sentido reverencio os suecos quando dizem: Ficamos velhos depressa demais e espertos tarde demais.
Diriam alguns pensadores: Passamos a vida nos preparando para viver, quando estamos prontos morremos.
Nós somos responsáveis pelo nosso futuro, essa é uma tarefa que não podemos delegar.
Esteja certo de uma coisa: O mundo não vai se dedicar a torná-lo feliz.
Aprenda, portanto: A vida é dura e nem sempre justa. “Ponto”. Não fantasie, aja.
Procuro sempre me lembrar que a coragem é a mais importante das qualidades humanas, uma vez que é o alicerce das demais.
A solução dos nossos problemas não depende das condições, mas das decisões, e entre essas está o aprendizado.
O homem não nasceu com asas e voa.
Não somos como o besouro que voa porque não sabe que as leis da física dizem que isso é impossível, ainda que experimentemos de vez em quando situações como essa.
Não é todo dia que a descoberta ao acaso, conhecida como serendipty, se faz presente.
Você não é obrigado a fazer nada, mas se quer resultado terá que agir.
Lembre-se sempre que vivemos segundo nossas escolhas e procrastinar é uma delas.
A procrastinação tem feito com que pessoas, ao longo da vida, acumulem esqueletos em seus armários que os assombrarão por muitos anos.
Por essa razão a frase “Ah, se eu soubesse...” faz tanto sucesso.
É fundamental que tenhamos consciência de que nunca é tarde demais para aprender, nem cedo demais para começar.
Tenho visto ao longo de minha carreira que todos os projetos iniciados e adiados por muitas pessoas não são capazes de sustentar uma ponte ligando o presente ao futuro, pois foram procrastinados muito cedo e deixaram frágeis estruturas.
A alienação, a falta de comprometimento, a procrastinação pode, ilusoriamente, criar um doce presente, mas sem sombra de dúvidas preparará um amargo futuro.

Temos que nos lembrar que conflitos para serem resolvidos têm que ser transformados em problemas, estes sim tem solução, enquanto permanecerem como dilemas só podemos aguentá-los!
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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