A vontade de se preparar tem
que ser maior
que a vontade de vencer
Nos meus tempos de menino a
propaganda da Atlantic, uma
companhia pequena de
petróleo em relação às
demais do mercado dizia:
“Quem não é o maior tem que
ser o melhor”. Entretanto,
eu coloquei um “pode” no
lugar do “tem”, isto para
não ser radical e dizer que
para ser bom, só mesmo sendo
pequeno.
Nos dias atuais nós vemos
muitas empresas pequenas
participando da lista das
melhores empresas para se
trabalhar publicada
anualmente pela Você S.A
Exame e Revista Época, via
empresa de consultoria e
pesquisa Great Place to Work
que utiliza uma metodologia
consagrada em 29 países.
Hoje, empresas pequenas já
são multinacionais com
raízes fincadas nos mais
longínquos rincões deste
planeta.
A pergunta mais comum que se
faz é a seguinte: Como é a
competitividade da micro e
pequena empresa? Como
competir com as grandes
estruturas?
Certa vez, quem deu a dica
foi Jack Welch, o grande
executivo do final do século
20. Ele disse: “Quero ver a
General Electric com a sua
competitividade somada a
velocidade de uma pequena
empresa”.
Penso que a grande dica é
que o pequeno, com menos
burocracia, pode ser mais
veloz, sair na frente,
decidir mais rápido, ser
mais criativo... A
burocracia mata a meta!
Porém, é preciso acreditar
mais no próprio potencial.
Uma versão bem humorada da
história de Davi e Golias
conta que os soldados de
Israel vendo aquele gigante
gritaram: “Ele é tão grande
que é impossível
derrotá-lo”. Davi, menino
mirrado, pega um estilingue
e diz: “A cabeça dele é tão
grande que será impossível
errar”. O resto da história
todos nós sabemos.
Acreditar que mesmo pequeno,
muitas vezes remando contra
a maré, sem financiamentos,
sem estrutura e diante de um
mercado cada vez mais
exigente pode parecer
presunção que diante de
tantas incertezas pode-se
prosperar. Mas essa fé é o
ingrediente número um do
sucesso.
Quando pensamos no modelo
americano de vida, do sonho
americano, logo estamos
imaginando carrões, iates,
mansões... Na prática, a
grande maioria dos
milionários de lá são
empresários de pequenos
negócios que trabalham duro,
poupam, mudam de carro a
cada quatro anos, não são
consumistas e tem foco no
trabalho.
Vivemos numa sociedade onde
todo mundo quer ser o
primeiro. E o primeiro
pensamento é que para ser
bom tem que ser grande. Ouvi
de um publicitário que não
dá para assistir a segunda
melhor novela para depois de
oito meses descobrir que a
primeira era melhor mesmo.
Gente assim só assiste um
canal!
Em nossa cultura, quem ganha
prata chora, porque o
sentimento é de derrota.
Aliás, neste caso perdeu
mesmo. Mas deveria olhar
todo o caminho que foi
percorrido até ali, essa foi
a vitória.
Ser pequeno é apenas o
inicio. Se você ler a
história de Sam Walton, o
fundador da Rede Wal Mart, o
maior faturamento do
planeta, fechando 2007 com
300 bilhões de dólares, verá
que ele iniciou seu pequeno
negócio numa pequena cidade
e assim permaneceu por muito
tempo.
O seu lema era: “O cliente
pode demitir todos de uma
empresa, do alto executivo
para baixo, simplesmente
gastando seu dinheiro em
outro lugar”.
Para ser grande entendo que
o maior passo é pensar como
“grande”, ter atitude de
“grande”, motivação de
grandes proporções. O
caminho passa por ver o que
todo mundo vê... Mas
enxergar diferente!
Quando vemos pessoas se
destacando, construindo uma
“estrada de campeões”,
precisamos observar que
essas pessoas estão fazendo
aquilo que outros não
quiseram fazer.
O perigo não é pensar
"grande " e não conseguir. O
perigo é pensar "pequeno" e
conseguir.
Penso também que as micro e
pequenas empresas podem se
destacar em equilíbrio, em
regularidade, em
continuidade...
A vontade de se preparar tem
que ser maior que a vontade
de vencer. O que o pequeno
pode fazer para triunfar? O
caminho é entender a mescla
de disciplina com entusiasmo
como a ponte entre os sonhos
e a realidade. O preço a
pagar é muito treinamento e
estudo.
Já ouvi muita gente dizer
assim: “Mas como? Vou
treinar e depois a
concorrência leva”. Sinto
dizer, mas o caminho é esse
mesmo e os riscos também.
Isso sempre vai acontecer...
Mas também é o caminho que
leva ao sucesso. 82% das
maiores empresas do mundo
vieram do absolutamente
nada.
Esquecendo aqui qualquer
paixão pelo seu time, veja o
exemplo do Internacional de
Porto Alegre. Contrariando a
lógica, foi campeão mundial
em cima do Barcelona, um dos
clubes mais ricos do mundo
com um time recheado de
estrelas globais. Alguém aí
lembra do Davi?
Construir o futuro, um
pequeno negócio que amanhã
será um grande sucesso,
acima de toda e qualquer
tecnologia, fazer a
diferença real está nas
pessoas fiéis e
comprometidas, na escolha e
formação das equipes, na
identificação das pessoas
certas para os lugares
certos. E isso não é
privilégio só de grandes
empresas.
O que motiva as pessoas a
fazer o que fazem? O que
motiva o mundo são as
pessoas... Mas o que motiva
as pessoas é a paixão, é
sentir-se útil e
comprometido com o negócio,
seja pequeno ou grande. O
maior desafio é não se
acomodar.
Pense nisso, um forte abraço
e esteja com Deus!
Gilclér Regina é Consultor, Escritor e Palestrante no Brasil e exterior. autor de livros e CD's que já atingiram a marca de 4 milhões de unidades comercializadas. Realiza mais de 100 palestras por ano em Convenções de Empresas. Tem formação em Dinâmica Humana pelo The National Value Center- Texas-EUA, em TQM pelo ASQC American Society for Quality Control-Winsconsin-EUA curso de Desenvolvimento e Gestão Humana pelo The Graves Technology. É presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e Editora Ltda. É também articulista de aproximadamente 300 revistas, jornais e sites. Uma pessoa de origem humilde que tornou-se um dos Conferencistas mais procurados para os eventos e convenções no Brasil. Site: www.ceag.com.br

