Reputação Empresarial
Por José Cledson de Lima Silva
09/03/2010
Um alerta para as empresas que ainda insistem em prestar maus serviços aos
seus clientes, dentro e fora da web:
Cuidado!
Todos estão de olho em vocês. A comunidade consumerista está mudando numa
velocidade tão rápida quanto um clique e os comportamentos de consumo
também.
Como já sabemos, o E-Commerce chegou para ficar e já tem uma representação
significativa no cenário comercial de alguns segmentos mercadológicos.
Com a proliferação das comunidades virtuais, é muito fácil e cômodo os
consumidores pesquisarem (e muito) determinadas marcas e empresas antes de
iniciarem suas relações de consumo, pois agora, além das variáveis
convencionais como preço e qualidade, também se questionam a reputação das
empresas. Isso já acontecia, mas de maneira sutil e singular, com poucas
manifestações direcionadas.
Cada vez mais crescem os sites especializados em “ouvir” o que o consumidor
tem a dizer sobre tal organização ou marca. Crescem as trocas de
experiências entre indivíduos, o que faz de uma simples fagulha gerada por
uma falha da empresa, transformar-se em um incêndio com prejuízos
incalculáveis para a sua imagem.
Um exemplo disso são as comunidades em redes sociais que idolatram certas
marcas, criando-se o conceito conhecido como “Lovemarks”, em que o orgulho e
a fidelidade à marca são erguidos como uma bandeira.
Tudo isso é realmente fascinante visto do ângulo positivo, mas quem falou
que as organizações estão cientes disso.
Infelizmente o que se percebe é um total descaso sobre esse fator que
impacta profundamente no sucesso ou fracasso de qualquer organização seja
ela atuante na web ou não.
As organizações ainda não se atentaram que os consumidores cansados de serem
lesados estão procurando “fazer justiça com o próprio mouse”, (isso mesmo,
usou-se aqui um trocadilho a um famoso jargão) e não dependem mais de órgãos
públicos ou “simpatizantes” das causas dos “pobres consumidores enganados”.
O público agora se beneficia da Internet, (abençoada) um canal sem barreiras
para expor sem censura o que se pensa ou sente sobre alguma organização.
Esse é o lado bom de tudo isso, pois os consumidores que não são atendidos
pelas organizações recorrem a estas alternativas, pois já se criou uma
esfera viral de relacionamento, onde os interessados se reúnem e se
manifestam de acordo com suas experiências de consumo, sejam elas boas ou
ruins.
Agora o lado péssimo (para as empresas) são as más experiências originadas
pela má prestação de serviços. Neste aspecto sim mora o perigo, pois um
consumidor mal atendido é capaz de gerar uma mobilização negativa intensa
sobre a marca ou organização. E pior ainda é quando se criam as comunidades
adversas às certas marcas, ou o pouco conhecido conceito “Hatemarks”, que
nada mais é que o contrário das “Lovemarks”, onde o ódio pela organização é
o que prevalece.
Fica aqui o parecer explanado mais que já sabido, sobre a comunidade
consumerista na web, e também uma observação para os dirigentes e
responsáveis pela reputação e imagem das organizações:
Experimentem monitorar como anda a reputação da sua empresa.
Poderá ser uma surpresa em ambos os sentidos!
José Cledson de Lima Silva é Mercadólogo e pós-graduando em Comunicação
Empresarial