CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO
HORIZONTE - UNI-BH
PRÓ-REITORIA DE
PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E
EXTENSÃO
ESPECIALIZAÇÃO ‘LATO SENSU’
EM MARKETING E COMUNICAÇÃO
RESUMO
A busca pelo sucesso
empresarial tornou-se uma
batalha diária entre as
organizações, e este artigo
visa entender a necessidade
de se construir um
relacionamento exemplar com
os clientes, através do
setor de serviços que vem
ganhando força e relevância
no setor hoteleiro que, além
da intensiva criatividade,
exige das pessoas e dos
grupos de trabalho grande
capacidade intelectual e
desenvolvimento de
alternativas e de soluções
inovadoras para satisfazer
as necessidades de seus
clientes e assim
fidelizá-los. Para tanto,
tornou-se necessário uma
pesquisa bibliográfica em
torno do tema, um
entendimento do conteúdo
referente aos tópicos que
contribuem para a
compreensão das
peculiaridades do setor de
serviços e dos conceitos
referentes à satisfação,
captação e fidelização. A
pesquisa realizada
possibilita através de
informações o nível de
relacionamento dos clientes
com a empresa e seu grau de
fidelidade. Examina-se o
segmento específico de
serviços, utilizando o Hotel
Belo Horizonte Plaza como
estudo de caso para explicar
o conteúdo dos assuntos
abordados.
PALAVRAS-CHAVE: marketing,
relacionamento, cliente,
fidelização e captação.
1 INTRODUÇÃO
A indústria hoteleira, assim
como outras instituições
empresariais, nasce, cresce,
amadurece e permanece em
mutação. Novos tipos de
meios de hospedagem surgem e
vão dando asas à imaginação
do mercado na busca
incessante por novos
conceitos, que no mínimo
acompanhe a evolução do
mundo globalizado.
Observa-se nesse contexto a
competição de várias
tendências destacando-se:
concorrência mais acirrada,
consumidores mais exigentes,
qualidade aliada a custos
baixos e informações sobre
concorrentes amplamente
disponíveis e mudança
tecnológica muito intensa.
Esse artigo científico tem
por finalidade explicitar as
várias ferramentas de
marketing que podem
proporcionar uma eficiente
penetração no mercado
hoteleiro atual
principalmente no que se
refere ao setor de serviços.
A pesquisa realizada foi
intensificada nos autores
referenciais de cada tópico,
alcançando informações
precisas, embasadas em
contexto teórico e prático.
Visto que, nos dias de hoje,
o cliente é o principal foco
de atenção na maioria das
empresas, o Hotel Belo
Horizonte Plaza busca
proporcionar um excelente
atendimento aos seus
clientes, bem como visa
destacar-se na qualidade de
seus produtos e serviços.
O setor de serviços
apresenta inúmeras
oportunidades de negócios
para as empresas e contribui
para a ampliação do poder de
escolha dos consumidores e
impõe desafios a
competitividade entre as
empresas.
É perceptível que no Brasil,
particularmente no setor
hoteleiro, o setor de
serviços vem a algum tempo
experimentando um processo
contínuo de redefinição de
suas estratégias e adequação
de suas práticas e é nesse
contexto socioeconômico que
os atores no setor de
serviços necessitam cada vez
mais encontrar alternativas
criativas e concretas que
possibilitem a melhoria
constante e sistemática da
qualidade, da produtividade
e da inovação para garantir
vantagens competitivas
sustentáveis frente à
concorrência.
Com isso, exigem-se mudanças
nas atitudes e na
qualificação dos
funcionários e na concepção
deles quanto ao tratamento
dirigido aos clientes e no
que se refere a prestação de
serviços, procurando gerar
satisfação aos clientes que
utilizam os serviços do
Hotel.
Utiliza-se do modelo da
empresa hoteleira para
exemplificar os tópicos do
trabalho. A justificativa de
se empregar o
estabelecimento hoteleiro
para explicar o conteúdo dos
assuntos a serem abordados
reside no fato de ser uma
empresa cujas atividades
classificam-se
fundamentalmente como
serviços, embora também
comercializem produtos. Além
disso, são exemplos fáceis
de conceber pelo leitor,
visto que, a maioria das
pessoas, em algum momento de
suas vidas, já necessitou se
hospedar nesses
estabelecimentos,
independente do motivo da
viagem.
Se o Hotel Belo Horizonte
Plaza for capaz de oferecer
um atendimento diferenciado
dos demais e voltar
consolidar em seus
funcionários a importância
dos clientes, reforçando a
idéia de demonstrar que eles
são o centro de atenção da
empresa, poderá ter um
desempenho superior ao dos
seus concorrentes.
A proposta que se faz é
apresentar técnicas e
métodos de melhoria da
qualidade e da produtividade
na área de serviços, pois
atualmente as empresas de
maior sucesso são aquelas
que estão fazendo de tudo
para manter seus clientes,
afinal, cliente fiel é
aquele que sempre volta a
organização por estar
satisfeito com o produto ou
com o serviço.
Por isso, é necessário
realizar uma pesquisa
através dos questionários
disponibilizados pelo hotel,
para os hóspedes, chamados
“guest comments”, a fim de
descobrir quais são as
necessidades dos clientes,
objetivando satisfazê-los e
identificar o que pensam a
respeito do atendimento que
recebem, já que o setor de
serviços é intangível.
Desta forma, esse artigo
será trabalhado um estudo de
caso, que segundo Yin
(2001), consiste em uma
investigação empírica que
investiga um fenômeno
contemporâneo dentro de seu
contexto da vida real,
definidos. Beneficia-se do
desenvolvimento prévio de
preposições teóricas para
conduzir a coleta e a
análise de dados.
Mais uma vez é ressaltada a
importância da criação de um
forte envolvimento com as
necessidades manifestadas
pelos clientes e de obter
elementos de diferenciação
nos serviços ofertados, com
o objetivo de ganhar
participação no mercado.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Conceitos de Marketing
Hoje em dia a maioria das
empresas trabalha com o
marketing como uma
ferramenta para melhorar seu
relacionamento com os
clientes, ou seja, ele é
responsável em impulsionar
toda a empresa para ser
orientada para o consumidor
e para o mercado, os planos
devem ser estabelecidos para
conquistar e manter
consumidores em razão de
muitos fatores afetarem a
satisfação do cliente.
Para Kotler (1998 p.14),
marketing não é como a
geometria euclidiana, um
sistema fixo de conceitos,
pelo contrário, marketing é
um dos campos mais dinâmicos
dentro da arena
administrativa.
Continuamente, marketing
lança desafios atuais e as
empresas devem corresponder.
Na competitividade em que as
empresas se encontram, elas
não podem mais se dar o luxo
de manter a mesma rotina
todos os dias. Por isso, é
necessário que elas procurem
uma maneira de se destacarem
das demais. A melhor maneira
de se fazer isso é usar o
marketing para servir às
verdadeiras necessidades do
cliente e comunicar a
substancia da empresa (McKENNA,
1993).
Os profissionais de
marketing devem estar
constantemente de prontidão
para as mudanças; planos
atuais são ajustados e
planos futuros são
estruturados tomando como
base as mudanças antecipadas
no mercado que vem
ajustando-se ás novas
tendências. (VAVRA, 1993,
p.19).
2.1.1 Conceitos de Marketing
de Relacionamento
Uma das mais comentadas e
concentradas especialidades
do marketing atual é o
aspecto do relacionamento,
uma nova face dos negócios,
um conjunto de oportunidades
estratégicas, no qual o
consumidor torna-se o centro
de toda atenção da
organização em tempo
integral.
É através do marketing de
relacionamento que as
organizações podem projetar
e lançar ações voltadas aos
clientes, buscando sempre
que estes tornem-se cada vez
mais próximos de seus
produtos e/ou serviços, de
forma a utilizá-los e
recomendá-los a inúmeras
pessoas, pois indiretamente
e imperceptivelmente,
reconhecem o valor e o
esforço a eles
disponibilizado por aquela
empresa, que a todo momento
se preocupa com seu bem
estar e atende prontamente
suas solicitações.
Um elemento – chave nos
mercados competitivos é a
definição e colocação de
produtos que atendam às
necessidades do cliente e
que ao mesmo tempo, gerem o
lucro esperado pelo
fornecedor. Contudo,
geralmente o cliente não
compra apenas um produto
físico ou um serviço
especificado de forma
detalhada. Os clientes
adquirem um produto
associado ao serviço e, na
verdade, ao relacionamento
todo com o fornecedor.
(STONE & WOODCOCK, 1998).
Segundo Michelangelo
(2005:127), o relacionamento
está fundamentado em fatores
chamados intangíveis, tais
como confiança, garantia de
qualidade e fidelidade. A
única maneira de desenvolver
estas qualidades consiste em
ter pessoal treinado em
Marketing de Valor, isto é,
pessoas que compreendam os
valores que consumidores
utilizam na escolha de um
fornecedor.
Os objetivos e estratégias
de marketing são baseados no
conceito de retenção e
aquisição do cliente. As
estratégias de aquisição são
muito mais onerosas do que
as de retenção. Se tiver
sucesso, a manutenção da
fidelidade do cliente traz
benefícios adicionais. Para
desenvolver estratégias de
captação eficazes é
necessário conhecer as
necessidades do cliente. A
empresa deve encarar seu
relacionamento com os
clientes a partir do ponto
de vistas deles (STONE &
WOODCOCK, 1998).
2.1.2 Mercado Hoteleiro
A pouca divulgação do Brasil
no exterior, os elevados
preços das passagens aéreas
e da locação de veículos no
país, a imagem turística
externa negativa, os
problemas associados à
violência urbana e a falta
de infra-estrutura adequada
e, por vezes, o desrespeito
com a proteção ao meio
ambiente constituem alguns
dos problemas estruturais do
turismo brasileiro, os quais
afetam diretamente a
indústria hoteleira.
Com relação especificamente
à indústria hoteleira
brasileira, alguns outros
problemas intrínsecos são
observados, segundo o BNDES
como administração pouco
profissionalizada e mão de
obra pouco especializada,
estrutura desbalanceada na
oferta de unidades
hoteleiras, carência de
sistema de informações de
mercado e ainda planejamento
estratégico setorial.
Contudo, nas grandes cadeias
nacionais têm-se observado,
ultimamente, movimentos em
busca da melhoria da
qualidade dos serviços
ofertados e incrementos na
capacidade física hoteleira
instalada, o que decorre da
entrada de novas cadeias
hoteleiras internacionais no
Brasil e representa um
importante fator de
competitividade para o
produto turístico
brasileiro. Essas cadeias,
em conjunto com outros
grandes agentes econômicos,
pretendem realizar
investimentos significativos
na construção e implantação
de novas unidades hoteleiras
no país.
Com relação aos hotéis
independentes, como o caso
do Belo Horizonte Plaza,
verifica-se que existe um
nicho de mercado tipicamente
fidelizado, construído
principalmente a partir da
composição de uma identidade
própria. Apesar do cenário
cada vez mais competitivo,
principalmente com a entrada
de novas cadeias
internacionais, a tendência
é que eles se mantenham no
mercado, sempre em função do
seu diferencial, como
atendimento personalizado e
requinte de instalações.
Com o aumento do grau de
exigência dos clientes,
algumas ações específicas já
estão sendo iniciadas pelo
segmento hoteleiro
brasileiro, como
investimento em captação
profissional, visando ao
aprimoramento da
administração dos hotéis e à
melhoria de qualidade dos
serviços prestados;
investimento na modernização
dos equipamentos existentes,
buscando padrões de
qualidade internacionais de
modo a tornar os
empreendimentos hoteleiros
mais competitivos.
3.1 Marketing de Serviços
3.1.2 Conceitos
Serviço é uma atividade ou
uma série de atividades de
natureza mais ou menos
intangível que normalmente,
mas não necessariamente,
ocorre em interações entre
consumidores e empregados de
serviços e \ ou recursos
físicos ou bens e \ ou
sistemas do fornecedor do
serviço, que são oferecidos
como soluções para os
problemas do consumidor. (GRONROOS,
1990, p. 27.).
Serviços ao cliente envolvem
o cuidado, consideração e
atenção focados nos
clientes. Geralmente serviço
ao cliente é uma atenção e
assistência não esperada
pelos clientes, que os ajuda
a obter maior satisfação de
um produto ou serviço (VAVRA,
1992). Os serviços devem ser
percebidos pelos clientes
como algo de sinceridade; de
outra forma, eles podem ser
interpretados como apenas
outro artifício de marketing
para aumentar vendas.
Segundo Mona e James (2005),
um serviço é uma experiência
perecível, intangível,
desenvolvida para um
consumidor que desempenha o
papel de co-produtor.
3.1.3 Qualidade em serviços
Em serviços, a avaliação da
qualidade surge ao longo do
processo de prestação do
serviço. Cada contato com um
cliente é referido como
sendo um momento de verdade,
uma oportunidade de
satisfazer ou não ao
cliente. A satisfação do
cliente com a qualidade do
serviço pode ser definida
pela comparação da percepção
do serviço prestado com as
expectativas do serviço
desejado.
Quando se excedem as
expectativas, o serviço é
percebido como de qualidade
excepcional, e também como
uma agradável surpresa. Do
contrário, a qualidade do
serviço passa a ser vista
como inaceitável
Contudo se confirmam as
expectativas pela percepção
dos serviços, a qualidade é
satisfatória, essas
expectativas derivam de
várias fontes, entre elas a
propaganda boca a boca,
necessidades pessoais e
experiências anteriores. (FITZSIMMONS,
2005).
No entanto, uma empresa que
trabalha com qualidade e
prioriza o atendimento aos
clientes, estes acabam por
compreender que o prestador
de serviços possui o
conhecimento e as
habilidades necessárias para
solucionar seus problemas de
forma profissional, sentem
que os funcionários de
serviços estão preocupados
com eles e se interessam por
solucionar seus problemas de
uma forma espontânea e
acreditam que as operações
do prestador de serviço
merecem sua confiança (GRONROOS,
1993, p.61).
Segundo Mckenna (1992), a
comunicação é um diálogo e,
quando esse diálogo é
eficaz, as duas partes
ganham à empresa e o
cliente. No novo marketing,
comunicar-se com os clientes
compreende tanto ouvir
quanto falar. É através do
diálogo que as relações são
construídas e os produtos
são concebidos, adaptados e
aceitos. As empresas estão
aprendendo o valor da
comunicação direta.
Existem várias maneiras de
fazer contatos informais com
os clientes: telefônicos,
correspondência, contatos
diretos no próprio local.
Porém, é importante deixar
claro que a empresa deve
abrir um canal de
comunicação que seja
facilmente captado pelo
consumidor.
As organizações têm que
conscientizar de que ouvindo
a voz do cliente encontrarão
as estratégias eficientes no
processo de fidelização.
Basta ter vontade e pensar
na maneira mais prática de
facilitar o canal de
comunicação entre clientes e
organização. Deve-se
incentivar o cliente a
reclamar, afinal, é a partir
dele que a empresa saberá
sua real expectativa em
relação ao produto e ao
comportamento. (BOGMANN,
2000, p.60).
Existem cinco atitudes, que
segundo Berry (1988,
pp.12-40), que podem ser
antecipadas para melhorar o
relacionamento da empresa
com os clientes:
Confiabilidade: é a
capacidade de prestar o
serviço prometido com
confiança e exatidão. O
desempenho de um serviço
confiável é uma expectativa
do cliente e significa um
serviço comprido no prazo,
sem modificações e erros.
Responsabilidade: é a
disposição para auxiliar os
clientes e fornecer o
serviço prontamente sem
deixá-lo esperando, cria
desnecessariamente uma
percepção negativa da
qualidade.
Segurança: está relacionada
ao conhecimento e a cortesia
dos funcionários, bem como
sua capacidade de transmitir
confiança e
confidencialidade. A
dimensão da segurança inclui
características como
acessibilidade,
sensibilidade e esforço para
entender as necessidades dos
clientes.
Empatia: é demonstrar
interesse, atenção
personalizada aos clientes,
acessibilidade,
sensibilidade e esforço para
entender as necessidades dos
clientes.
Aspectos Tangíveis: é a
aparência das instalações
físicas, equipamentos,
pessoal e materiais para
comunicação.
Os clientes utilizam essas
cinco dimensões para fazer
julgamentos sobre a
qualidade dos serviços, os
quais baseiam-se na
comparação entre o serviço
esperado e o percebido.
3.1.4 A Estratégia em
Serviços
Para James e Mona (2005), a
estratégia em serviços deve
começar com uma visão do
local e objetivo do
empreendimento. Uma visão
estratégica de serviços é
formulada abordando questões
a respeito do mercado-alvo,
do conceito em serviços, da
estratégia operacional e do
sistema de prestação de
serviço. O conceito
estratégico de serviços
abrange todos os elementos
no projeto de um serviço
competitivo.
Ele é dividido em quatro
elementos estruturais:
sistema de prestação de
serviço, projeto de
instalação, localização e
planejamento de capacidade.
E também em quatro elementos
gerencias como: encontro de
serviços, qualidade, gestão
da capacidade e demanda e
informação. Esses oito
elementos representam as
dimensões competitivas de
uma empresa de serviços que
para ganhar clientes no
mercado significa competir
em todas estas dimensões.
Segundo Gronroos (1993),
para captar, fidelizar e
reter um cliente na
organização, é necessário
seguir quatro opções
estratégias básicas:
1) Estratégia da qualidade
técnica: significa que o
desenvolvimento e a
manutenção de uma qualidade
técnica superior de um bem
ou serviço é considerado a
pedra fundamental das
operações da empresa. A
competência da empresa se
deve a uma excelente
qualidade técnica dos
produtos. Funciona bem em
situações onde a excelência
técnica demonstrada pela
empresa e, por si só, de
valor crítico para os
clientes.
2) Estratégia de preço:
significa que a empresa
depende basicamente do nível
e das ofertas especificas de
preço como seu diferencial
competitivo. A empresa deve
observar as estratégias de
preço dos concorrentes e
manter o valor dos seus
produtos de acordo com seus
clientes.
3) Estratégia de imagem: a
aplicação de uma estratégia
de imagem significa que o
diferencial competitivo é
baseado em uma imaginação
extra construída em torno
dos bens ou serviços, imagem
esta que é frequentemente
criada através de anúncios
ou outros meios de
comunicação com o mercado.
4) Estratégia de serviços:
significa criar uma serie de
serviços que ressaltem o
relacionamento com os
clientes. Está relacionada
com a competência especifica
de uma empresa que pode ser
vista através de sua
habilidade para servir os
clientes de forma
competitiva criando,
portanto, uma oferta
diferenciada no mercado (GRONROOS,
1993).
Portanto, o planejamento
estratégico orientado para o
mercado é o processo
gerencial de desenvolver e
manter um ajuste viável
entre os objetivos,
habilidades e recursos da
organização e suas
oportunidades de mercado
mutante. O propósito do
planejamento estratégico é
moldar e remoldar os
negócios e produtos da
empresa de maneira que
alcancem o lucro e o
crescimento visados. (KOTLER,
1998).
4.1 Conceito de
Endomarketing
Souza e Santos (1992)
apresentam uma definição de
endomarketing levando em
consideração a questão da
multidisciplinaridade para
que se entenda o conceito.
Eles defendem que:
O endomarketing por si só
não é capaz de trazer
resultados positivos para a
empresa. Ele é resultado de
uma filosofia criada para
tratar os relacionamentos do
empregado com a empresa,
reforçando condições de
motivação e participação,
agindo mais ao nível de
cultura organizacional. O
sucesso ou fracasso de um
modelo estratégico
fundamentado na participação
e no engajamento dos
empregados dependerá, em
muito, da congruência dos
interesses desses com os da
empresa e do retorno que
ambos obterão [...].
Os autores defendem que o
endomarketing não é apenas
uma técnica, mas carrega
consigo concepções de
relações humanas e de
administração estratégica.
Além disso, é um tema
multidisciplinar e deve
receber contribuições de
várias áreas do
conhecimento.
Porém, foi Inkotte (2000)
quem propôs uma
diferenciação de conceitos,
defendendo que o marketing
interno é uma preparação da
empresa, e isso passa pela
seleção, treinamento,
motivação e informação dos
funcionários, com o objetivo
bem definido de mobilizar
toda organização para o
atendimento ás necessidades
do cliente externo.
Enquanto o endomarketing é
uma evolução do conceito de
marketing interno e deve ser
entendido, segundo Inkotte
(2000), como uma forma
opcional de gestão para
aquelas empresas que já
utilizam das estratégias de
marketing, tendo o cliente
interno como um segmento de
mercado e adaptando-se para
motivar, conquistar,
encantar e fidelizar seus
funcionários, tornando a
empresa atrativa, por
diversas razões, para o
cliente interno.
Não há como ofertar ao
mercado excelentes serviços
se internamente a
organização não consegue
administrar os anseios e
desejos de seu pessoal. Um
programa de endomarketing
bem feito é capaz de tornar
o funcionário um ser
comprometido com a nova
postura da empresa e com a
modernidade, cada um em sua
área de atuação e através do
seu trabalho.
4.1.2 O endomarketing como
estratégia de gestão
O objetivo do endomarketing
é fazer com que todos os
funcionários tenham uma
visão compartilhada sobre o
negócio da empresa,
incluindo itens como gestão,
metas, resultados, produtos,
serviços e mercados nos
quais atua.
É portanto, uma decorrência
da necessidade de se motivar
pessoas para os programas de
mudança que começaram a ser
implementados, desde a
década de 50 no mundo
inteiro. Daí até o momento
atual, as empresas tiveram
tempo para encontrar as mais
diversas maneiras de se
comunicar com o público
interno, dando origem ás
técnicas hoje utilizadas.
Existem duas estratégias
básicas relacionadas com a
comunicação interna: A
primeira focaliza a empresa,
os propósitos e os objetivos
gerais da organização, já a
segunda focaliza a tarefa,
pois diz respeito á
comunicação de questões
especificas relacionadas ao
trabalho, como a coleta de
opiniões dos funcionários
sobre formas de melhorar o
desempenho e a adoção de
novos métodos de trabalho.
Entender que o que quebra
uma empresa não é
propriamente a mudança, mas
a incapacidade das pessoas
em se adequar a ela, muitos
empresários estão
preocupados em estabelecer
um clima organizacional
favorável, em que os
funcionários os ajudem a
fazer o que precisa ser
feito para se adaptar e
sobreviver.
Dentro deste espírito, o
caminho é buscar a sinergia
do grupo - a inteligência
grupal que tem mantido
tantas empresas prosperando
e conquistando mercados até
então nunca imaginados. (BRUM,
2005).
4.1.3 Comunicação Interna
A informação é o produto da
comunicação interna e a
maior estratégia de
aproximação
funcionário-empresa. Sem a
informação coerente, clara,
verdadeira e bem trabalhada,
não existem funcionários
motivados, por maiores que
sejam os benefícios e
incentivos.
A importância da comunicação
interna está nas
possibilidades que ela
oferece de estimular o
diálogo e a troca de
informações entre todos os
níveis da pirâmide
organizacional, na busca da
qualidade das relações
humanas.
Para Kunsch (2003) para uma
empresa obter sucesso, os
empresários devem, antes de
qualquer coisa, dirigir suas
atenções para as
necessidades de comunicações
de seus funcionários.
Ao longo dos anos, os
desejos e as necessidades
dos funcionários e das
empresas mudaram, a
comunicação ficou mais
sofisticada para cumprir seu
papel. As pessoas dentro das
organizações já não são mais
vistas como meros
empregados, mas sim como uma
importante fatia do sucesso
empresarial.
Existe uma gama de
instrumentos e ações de
comunicação interna que
podem ser citados para
garantir a excelência nas
relações entre funcionário e
empresa. Para Brum (1998, p.
91)
A possibilidade de os meios
interativos e eletrônicos
transformarem a comunicação
entre as empresas e seus
funcionários é bastante
grande. No entanto, é nas
ações mais simples que o
público interno encontra
aquilo que procura: a
informação, o
reconhecimento, o estímulo
necessário para um bom
trabalho.
Para que a comunicação possa
atingir o seu objetivo ela
precisa ser compreendida por
todos os seus integrantes,
desde os presidentes e
diretores até os
funcionários de base. Desta
forma, a comunicação
compartilha idéias e
estabelece diálogos entre os
funcionários, deixando de
ser simplesmente uma
transmissão de informações e
sim, uma simetria entre as
pessoas. ( KUNSCH,2003).
5.1 Fidelização de Clientes
A fidelidade é um
compromisso físico e
emocional assumido por um
cliente em troca de suas
necessidades serem
atendidas. O relacionamento
com os clientes deve ser
encarado a partir do ponto
de vista deles, afinal,
clientes “fiéis” não apenas
voltam a comprar, mas
defendem produtos e serviços
junto a seus amigos, prestam
menos atenção ás marcas
concorrentes e
freqüentemente compram
extensões de linhas de
produtos/serviços. (STONE &
WOODCOCK, 1998, p. 94).
Para Bogmann (2000), o
cliente externo sofre o
impacto dos produtos e
serviços oferecidos pelas
empresas sem fazer parte da
organização. É geralmente,
aquele que paga pelos
produtos e serviços sem
participar do processo de
produção e realização do
mesmo. Para a empresa é
fundamental descobrir que
são seus clientes, conceber
formas de atrair o maior
número deles e de aumentar
sua fidelidade.
A fidelização do cliente
integra o processo
filosófico do marketing de
relacionamento. Desde a
preocupação com o cliente
interno (quadro funcional da
empresa), passando pela
qualidade total do serviço,
o pós-marketing atua como
fator importante para a
conquista da fidelidade do
cliente externo. (BOGMANN,
2000, p.21).
A administração da
fidelidade do cliente é um
componente crítico do
marketing de relacionamento.
Em muitas empresas, a
pergunta “O que podemos
fazer para aumentar a
fidelidade do cliente? ” é
um tema recorrente em nível
de diretoria, mas a
fidelidade só será
desenvolvida ao logo do
tempo e se os parâmetros do
relacionamento forem
planejados e implementados
corretamente. (STONE &
WOODCOCK, 1998).
5.1.2 – A voz do cliente
A simples preocupação de
produzir um produto de
qualidade, com uma boa
tecnologia, não está mais
satisfazendo as empresas em
termos de diferenciação,
porque os concorrentes
também podem ter produto de
qualidade e tecnologia.
A diferença está no ouvir o
cliente, descobrir o que
querem, e o único jeito de
saber é perguntando e eles
lhe dirão como satisfazer as
suas necessidades. O sucesso
da empresa dependerá de um
sistema de escuta constante
ligado com os clientes,
decodificando com agilidade
os anseios de seus clientes.
( SANTOS, 1995, p.27 ).
Cada cliente tem
expectativas e desejos
diferentes que precisam ser
atendidos e, para que isso
ocorra, é preciso levá-lo
para dentro da organização.
Quando uma empresa trabalha
com qualidade e prioriza o
atendimento aos clientes,
eles compreendem que o
prestador de serviços possui
o conhecimento e as
habilidades necessárias para
solucionar seus problemas de
forma profissional, sentem
que os funcionários de
serviços estão preocupados
com eles e se interessam por
solucionar seus problemas de
uma forma espontânea e
acreditam que as operações
do prestador de serviço
merecem sua confiança (GRONROOS,
1993, p.61).
O que realmente importa é
como os possíveis clientes
já existentes vêem uma
empresa em relação aos
concorrentes (MCKENNA,
1992). Por isso, é
necessário realizar uma
pesquisa a fim de descobrir
quais são as necessidades
dos clientes, objetivando de
satisfazê-los e identificar
o que pensam a respeito do
atendimento que recebem.
5.1.3 – Captação e
manutenção de clientes.
Uma importante vertente do
planejamento de marketing é
a tentativa da organização
de desenvolver ligações em
longo prazo com seus
clientes, que sejam efetivas
em termos de custos, com
vistas à consecução de
benefícios mútuos. Boas
relações com os clientes
podem ser armas estratégicas
vitais para a empresa para
fidelização e retenção de
clientes.
Todos os objetivos e
estratégias do marketing de
relacionamento são baseados
no conceito de captação,
manutenção e fidelização do
cliente. Para Stone &
Woodcock (1998) a fidelidade
do cliente não é
simplesmente criada por meio
das estratégias de vendas,
para desenvolver estratégias
de retenção eficazes,
precisa-se de um
conhecimento completo dos
comportamentos e
necessidades de seus
clientes.
Na realidade, os clientes
não compram produtos e
serviços, eles compram
expectativas, segundo o
professor Ted Levitt (The
marketing imagination). Por
isso para as empresas, para
terem sucesso, deverão ficar
sempre perto de seus
clientes, para aumentar seu
nível de satisfação e,
conseqüentemente manter a
sua fidelização e aumentar
seus lucros.
Para Santos (1995), uma
grande forma de encantar o
cliente é prometer menos e
fazer mais, as empresas de
sucesso são aquelas
orientadas para o cliente e
não para o produto.
Para reter e fidelizar um
cliente, a empresa deve
definir seus objetivos,
identificar as necessidades
dos clientes, desenvolver
uma abordagem correta para
se comunicar com os
clientes, definir uma
segmentação de público alvo
e investir no treinamento de
seus funcionários. Quanto
mais se identifica as
necessidades dos clientes, a
tendência dele se tornar
fiel é maior (STONE &
WOODCOCK, 1998).
5.1.4 Pós Venda
O pós venda é um método ou
técnica de vendas utilizado
para orientar e absorver
informações dos clientes em
relação ao produto/serviço
utlizado. Ele é considerado
uma estratégia positiva e
dinâmica de vendas baseado
na consultoria e na
manutenção de relações
sólidas com os clientes.
Após a captação, retenção,
fidelização de clientes e
estratégias para melhor
conhecer seu cliente, as
empresas podem também se
diferenciarem uma da outra
através da pós-venda. Cada
vez mais novos produtos
entram no mercado e a
concorrência se intensifica,
logo as diferenças entre as
marcas são cada vez menores.
Prevalece a prestação de
serviço, o atendimento ao
cliente e o cuidado em
conhecer seu consumidor. (BOGMANN,
2000).
Para Mckenna (1992) o
pós-venda obriga a empresa a
conhecer melhor o cliente,
antecipando sua expectativa
e superando-a com o objetivo
de fidelizar o cliente e
criar um relacionamento
duradouro nos negócios. As
empresas bem-sucedidas
precisam estar dispostas a
adaptar rapidamente seus
produtos e serviços às
necessidades dos clientes.
O pós-venda também mensura a
extensão da satisfação dos
clientes pelos produtos ou
serviços atuais. Estratégias
de pós-venda que
possibilitam marketing de
relacionamento beneficiam
tanto empresas como
clientes. Antecipado por
marketing orientado para o
cliente, o pós-venda tem
como objetivo satisfazer
este cliente. (VAVRA, 1993,
p.308).
Ainda segundo Vavra (1993),
marketing deve mudar a
mentalidade de “completar
uma venda” para a de
“iniciar um relacionamento”
para “construir lealdade”.
Todavia, no planejamento
diário do esforço de
marketing, geralmente é
dedicada maior atenção para
a conquista de novos
clientes, produtos ou
serviços. É também muito
raro encontrar uma empresa
que também dedique atenção a
maximizar a satisfação dos
clientes atuais. Em tal
empresa, o cliente não
apenas estaria correto como
também sua opinião seria
ouvida atentamente. Este é o
espírito das atividades do
pós-venda.
6.1 – Estudo de Caso.
6.1.2 – O empreendimento
O Belo Horizonte Plaza
Lourdes é um empreendimento
voltado para o segmento de
executivos, público que
busca hotéis que atendam com
alto nível de
profissionalismo, exigindo
instalações modernas,
automatizadas, confortáveis
e práticas, porém despojadas
de luxo e de diversidade de
opções e facilidades.
Apesar da forte concorrência
entre os hotéis a flats da
capital, o Belo Horizonte
Plaza Hotel completa sete
anos de atividades com
índices de ocupação bastante
positivos. Construído à Rua
Timbiras, 1600, esquina de
avenida Álvares Cabral, na
chamada parte histórica da
capital , o hotel aposta na
união da tradicional
hospitalidade mineira,
através de uma equipe de
funcionários de alto nível e
grande experiência, com a
modernidade e tecnologia de
ponta.
Foi instalado ao lado do
Hotel um terminal com
conexão direta para o
aeroporto de Confins. O
hotel conta, agora, com a
facilidade das saídas e
chegadas para o aeroporto de
05 a 15 minutos, além de uma
passagem, um custo mínimo,
em um ônibus executivo com
ar condicionado e rastreado
por satélite, mais um
beneficio e facilidade para
nossos hóspedes.
6.1.3 – Infra Estrutura
O hotel foi construído
segundo conceitos de
edifício inteligente, com
gerenciamento informatizado
de energia elétrica, água,
ar condicionado e
equipamentos de segurança, o
que permite sensível
economia. Um dos destaques
do Belo Horizonte Plaza é o
seu perfeito isolamento
acústico. Técnicas especiais
de construção e a utilização
de vidros especiais
importados asseguram
silêncio total nos
apartamentos, o que vem
sendo bastante elogiado
pelos hóspedes.
Outro diferencial são os
apartamentos exclusivos para
alérgicos e para deficientes
físicos, estes,
especialmente projetados
para possibilitar total
autonomia e conforto. Ainda
para os deficientes físicos,
o hotel tem um elevador
exclusivo de acesso ao hall
de entrada e ao restaurante.
Oferecendo ainda salas para
eventos totalmente equipadas
com capacidade para até 60
pessoas, piscina com deck,
fitness center, restaurante
internacional e garagem, o
BH Lourdes vem conquistando
a preferência daqueles que
procuram conforto ,
segurança , privacidade e
localização.
O hotel possui 91 unidades
habitacionais, com ar
condicionado, minibar
completo, som, TV com
multicanal, cofre digital
individual, além de internet
banda larga e wireless em
todos os apartamentos sem
custo adicional. Das 91
unidades, 52 são
apartamentos Standard, 35
apartamentos Superior e 4
Suítes. Os apartamentos
possuem porta com sistema de
cartão magnético/fechaduras
eletrônicas. O hotel possui
mensageiro, recepcionistas
extremamente capacitados e
central de reservas bilíngüe
24 horas.
6.1.4 – Estratégias e
Objetivos
Objetivos: (prazo anual)
Investir nos clientes
internos e externos.
Conquistar uma carteira de
clientes chaves
Aumento da ocupação nos
finais de semana
Previsão de ocupação:
Até o final do primeiro
semestre – 60% acumulado
Até o final do segundo
semestre - 71% acumulado
Diária média / ano : R$
180,00
Estratégias: Investir
fortemente neste segmento
oferecendo promoções na
baixa demanda e compensando
os segmentos comprometidos
pela concorrência. Informar
as agências e empresas do
programa de final de semana,
bem como, promoções, manter
estreito relacionamento com
as contas participando-as
das eventuais ofertas
especiais.
Organização de mallings,
treinamentos, viagens
corporativas, feiras de
turismo, definição de
público alvo e expandir
pólos emissivos.
ORGANOGRAMA HOTEL BELO
HORIZONTE PLAZA

6.1.5 – O posicionamento do
Belo Horizonte Plaza
O posicionamento do BH Plaza
é percebido através da
maneira como o hotel se
destaca dos demais, através
de estratégias adequadas,
onde a diferença é oferecida
de maneira destacada;
exclusiva, e dificilmente
poderá ser copiada pela
concorrência, pois hoje a
hotelaria está se tornando
commodity e o diferencial do
BH Plaza estará sempre no
atendimento personalizado e
profissional.
A diferença de ocupação é
bem percebida nos finais de
semana onde a ocupação cai
drasticamente, ainda pelo
fato de BH não ser visto
como uma cidade de grandes
atrativos culturais.
Visto que o BH Plaza tem
apenas sete anos no mercado,
pode-se afirmar que já
passamos da fase de
introdução ou lançamento da
empresa, passamos também da
fase de crescimento, onde já
se conquistou a aceitação
dos consumidores, e se
encontra na maturidade, onde
as vendas estão em fase de
crescimento e as metas
sempre cumpridas. Percebe-se
que vários concorrentes
tentam igualar os mesmos
preços do hotel e alguns até
chegam a baixar seus preços.
Mas como os concorrentes já
estão definidos, é possível
adotar estratégias para
lidar com cada um deles.
Está definida também a
demanda e público alvo que
se torna cada dia mais fiéis
ao serviços oferecidos pelo
BH Plaza. Por isso, é
imprescindível adotar
estratégias de marketing
especificas, identificando
os pontos negativos e
positivos dessa ação para
aumentar a freqüência de uso
dos consumidores,
fidelizá-los, descobrir
novas maneiras de se
destacar e consequentemente,
prolongar nosso ciclo de
vida.
A geração e seleção de
idéias não é apenas útil no
processo de desenvolvimento
do produto, mas também para
que a empresa e o produto,
permaneçam sempre com
condições de concorrer a
altura dos seus
concorrentes. No caso do BH
Plaza, a pesquisa de
satisfação feita com os
usuários é bastante
proveitosa, porque ela se
torna uma fonte de idéias
para se trabalhar os pontos
negativos e melhorar os
pontos positivos, visto que
a busca é sempre pela
melhoria constante dos
serviços prestados e a
satisfação plena de seus
clientes.
Portanto, através das
diversas formas de
atendimento e pesquisas é
possível desenvolver um
plano de ação que inclua o
posicionamento do produto
para melhorar a defesa
contra concorrentes e também
a antecipação de mudanças de
segmento e possíveis
escolhas para outros
concorrentes. No caso da
diferenciação, focar o valor
da marca, definindo o que o
hotel representa para o
cliente. Por isso,
trabalha-se competências
essenciais, da melhor
maneira, pegando todos os
pontos fortes, tudo o que há
de melhor para continuar no
mercado. Tendo em mente que
é sempre necessário correr
riscos de mudanças para que
a imagem do hotel não fique
vinculada à padronização de
serviços.
Conhecendo bem os
concorrentes e consumidores,
facilita elaborar
estratégias competitivas
para alcançar as diversas
metas do hotel. Sendo elas:
estratégia competitiva de
diferenciação, onde há
investimentos mais
significativos como imagem
do hotel, a marca, a
qualidade de atendimento e a
qualidade do produto,
trabalhando em conjunto para
que esses fatores fiquem na
mente dos nossos clientes
como valores da empresa. E
também a estratégia
competitiva de foco,
direcionando as ações para
um determinado rumo,
objetivando atender a
segmentos bem específicos.
O marketing para esse
segmento de mercado é de
extrema importância, porque
pode-se trabalhar exatamente
o que o cliente quer e
espera, desenvolvendo um
projeto para que o hotel
passe de um produto
ampliado, onde busca-se uma
diferenciação em relação aos
concorrentes, para produto
potencializado, onde se
transforma essa
diferenciação em algo a
mais, adicionando novos
benefícios que excedam às
expectativas dos
consumidores.
CONUNTO DE ATIVIDADES BELO
HORIZONTE PLAZA

6.1.6 – A pesquisa
O hotel disponibiliza dentro
do apartamento um guest
comment, no qual o cliente
preenche colocando suas
criticas e sugestões sobre
os serviços do hotel. Todas
as pesquisas são respondidas
e no final de todo mês,
aqueles hóspedes que
preencheram a pesquisa,
através de sorteio,
concorrem a uma diária de
cortesia no hotel, que
também é informado por
e-mail.
Procura-se através do guest
comment, ouvir os elogios e
reclamações dos hóspedes,
pois afinal de contas os
clientes são os maiores
consultores e para que
nossos clientes tenham
sempre em mente nosso
atendimento e serviços da
melhor maneira possível.
A gestão de marketing de um
empreendimento hoteleiro
requer uma série de
informações que permitam a
identificação das
características do turismo
na localidade, do perfil do
público-alvo, do
comportamento dos
consumidores e dos ambientes
de mercado, sendo assim, é
preciso que o gestor
hoteleiro mantenha-se
informado através de
diversas fontes disponíveis
de dados sobre seus
clientes.
A aplicação de questionários
implica em questões que
indaguem sobre as
características em termos de
perfil do hóspede, sobre as
atividades realizadas no
local e sobre o grau de
satisfação com os aspectos
do meio de hospedagem, como
eficiência no ato da
reserva, serviços prestados
pela recepção e dependências
do hotel, atendimento do
restaurante e estacionamento
etc.
Os questionários são
fechados, possuindo
alternativas para respostas
abertas e permitindo que
cada cliente entrevistado
expresse suas opiniões. O
Supervisor de recepção
constantemente tabula os
resultados dos
questionários, para que se
mantenha atualizada as
informações e para que
medidas possam ser tomadas
devido a eventuais problemas
que estejam ocorrendo, bem
como reforçar os pontos
positivos e elogiados por
nossos hóspedes.
A coleta destas informações
e a elaboração da pesquisa
junto aos hóspedes propiciam
um melhor entendimento das
mudanças que ocorrem no
setor, a identificação das
oportunidades e o
conhecimento do perfil do
público-alvo, dos próprios
hóspedes, bem como os
problemas que estejam
ocorrendo.
7 - CONCLUSÃO
Depois das pesquisas para a
construção desse artigo,
percebe-se que a
contribuição do marketing
para a área de serviços
busca entender a atividade,
analisando as suas
características e
peculiaridades bem como
avaliando o comportamento do
consumidor e suas
expectativas na aquisição de
serviços.
O mercado hoteleiro é
competitivo e altamente
mutável, por este motivo, as
empresas que desejam fazer
parte deste contexto
precisam, constantemente, se
adequar para oferecer
serviços de qualidade e
atender as demandas do
mercado.
Neste panorama, o Hotel Belo
Horizonte Plaza, mesmo com
apenas 7 anos no mercado,
conseguiu chamar a atenção
de seus clientes e
conquistar sua lealdade.
O hotel é referencial para o
turismo de negócio na
capital e seu maior
compromisso é proporcionar
uma estadia agradável a
todos, preservando a
segurança, a privacidade e o
alto nível da tradicional
hospitalidade mineira. Com
isso são oferecidos serviços
de qualidade e tratamento
diferenciado aos hóspedes.
O marketing interno
constitui outro importante
fator de fidelização na
hotelaria, uma vez que a
prestação de serviço requer
forte envolvimento dos
funcionários com os
clientes, sendo assim, as
atuações dos funcionários
acarretam impactos
determinantes no grau de
satisfação dos hóspedes. O
envolvimento dos
colaboradores dentro da
empresa, o grau de
satisfação com o ambiente de
trabalho, propiciam um
relacionamento eficaz com os
hóspedes o que faz com estes
retornem ao empreendimento e
o indiquem a amigos.
Portanto, percebe-se que a
hotelaria é um setor que os
desafios são constantes e
variados e todo esforço para
atender as necessidades dos
clientes se faz diariamente
necessário, pois hóspedes
satisfeitos sempre voltam e
demonstram sua satisfação
com os serviços prestados. O
hotel comprovou que possui
um sistema eficaz de
gerenciamento de
relacionamento com seus
clientes, baseado nos
princípios de satisfação das
suas necessidades e
superação das expectativas,
visando, assim, sua
fidelização.
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