Vendas: Como Fechar a Venda Parte 2
Por Claudinei Costa
09/02/2010
Como vimos na primeira parte,
na hora “h” de fechar a venda muitos vendedores ficam sem ação. E o vendedor que
conhece as técnicas de fechamento sabe que é hora de solicitar a venda e que o
cliente está aguardando a hora de ser feliz e poder usufruir dos benefícios do
produto/serviço. As técnicas de fechamento são eficazes e ajudam a bater a meta.
Vamos às outras técnicas:
6. História intimidante: Esta técnica consiste em narrar uma história de alguém
que estava na mesma situação para que os clientes se sintam mais seguros para
tomar a decisão de compra. A história intimidante pode ser negativa, mostrando o
que aconteceu com um cliente que não fez o pedido, ou positiva, ilustrando os
benefícios obtidos por alguém que comprou o produto ou serviço. A história
intimidante precisa ser realista e o cliente deve se identificar com o
protagonista;
7. Venda perdida: Esta é uma boa técnica para trazer a luz uma objeção que
esteve oculta o tempo todo. Depois de receber o que parece ser uma objeção
definitiva, o vendedor pode perguntar ao cliente em que ele falhou, ou seja,
porque o cliente não comprou. Exemplo:
- Se tivesse ido bem, o senhor estaria ansioso para obter a produtividade desta
máquina. Mas não está, a culpa foi minha. Lamento, mas para não cair no mesmo
erro, onde errei? Por favor, me diga. Não gostaria de desapontar meu próximo
cliente.
O senhor João acabou confessando que não ficara satisfeito com a assistência
técnica oferecida pela empresa do vendedor. Ou seja, ao invés de dizer apenas
não, ele disse não porque… E expôs a sua objeção. Se for possível superar essa
objeção, a venda ainda pode ser fechada;
8. Eu vou pensar: Esta técnica é demais. Consiste em ajudar o cliente a pensar
na aquisição do produto. Talvez esta seja uma arma mortal contra qualquer venda.
Quantas vezes um cliente diz “eu vou pensar” apenas para se livrar do vendedor?
Quando o vendedor o procurar novamente para ver se ele já pensou,
invariavelmente a secretária dirá que ele saiu, está ocupado, viajou ou algo
assim. Exemplo:
- Eu vou pensar.
- Isso é ótimo. Não gostaria que tomasse uma decisão apressada sobre uma coisa
tão importante. O senhor não iria pensar se não estivesse realmente interessado.
- É tem razão. Vou dar ao assunto uma consideração especial.
- Para que o senhor tenha em mente todos os fatos, poderia me dizer em que
pontos eu deixei de satisfazê-lo? O consumo de combustível?
E, assim, pode-se voltar ao fechamento por outra técnica;
9. Objeção Final: O objetivo é fazer com que o cliente concorde que há uma única
razão para ele não comprar, o que o vendedor a identificou corretamente. É
preciso ouvir atentamente a objeção inteira, e certificar-se de que a entendeu
corretamente:
- Enquanto eu não ficar satisfeito neste ponto, não haverá negócio.
- Certo senhor. Olhe, só para ter certeza de que entendi bem. Essa reserva que o
senhor tem sobre a nossa assistência técnica é tão importante que anula todos os
benefícios que discutimos?
- Receio que sim.
- É só o que impede o nosso caminho?
- Certamente. O produto é muito bom… Pena não poder usá-lo.
- Aham… Só para esclarecer, o senhor poderia explicar novamente para que eu
entenda porque isso é tão importante?
Quando o cliente reapresenta a objeção, ela pode começar a parecer
insignificante até para ele mesmo. Caso contrário, a objeção será realmente
legítima, e caberá ao vendedor superá-la com fatos e benefícios.
10. Processo de Eliminação: o objetivo é eliminar as possíveis objeções que o
cliente possa ter, identificando a sua real objeção, para desta forma voltar ao
fechamento com a objeção final. Nesta técnica cada “não” do cliente corresponde
a um “sim”:
- É algo com o produto?
- Não, não…
- É algo contra a empresa?
- Não, não é.
- É algo contra a minha pessoa?
- Não, não é isso.
Então, o cliente ficará meio constrangido por ter uma objeção que não convence,
dando ao distribuidor a oportunidade de voltar à venda.
Estas são as técnicas de fechamento de vendas. Durante o processo de venda, você
usará 3, 4, 5 ou mais técnicas. Por isso, é importante tê-las automatizadas.
Use-as sempre e verá suas metas serem batidas, seu estilo de vida melhorar e os
seus sonhos serem conquistados.
Claudinei Costa é Editor do Administrando. Consultor e Palestrante da RBrasil e
Magnum Palestras. Consultor do Portal Businesscom. Assessor pedagógico. Autor de
material didático para cursos da RBrasil Consultoria e Treinamentos. Escreve
para diversas revistas eletrônicas. Campo Grande (MS) – Brasil - 55 67 9911-2793
- e-mail: claudinei@claudineicosta.com