Os 3 Cs da Realização Profissional - Conhecimento, Competência e Comprometimento
Por Felipe Nunes da Silva
21/02/2013

Um profissional sem metas e objetivos não passa de um ‘escravo’ dentro de uma organização. É exatamente o perfil do profissional que busca ascensão sem esforço e dedicação. O ‘escravo’ quer promoção, quer aumento, quer mais benefícios, quer ser o chefe, quer, quer, quer... só não quer suar a camisa. Tem horário para entrar e para sair. Hora extra, nem pensar! Nunca tem algo a mais para acrescentar; uma ideia, uma melhoria, uma solução.
Infelizmente, esse tipo de profissional é um fantasma que assombra os verdadeiros profissionais que buscam crescimento e reconhecimento na carreira. Não é difícil encontrar ‘escravos’ que chegam aos ‘dezetantos’ ou ‘vintetantos’ anos de empresa através de uma má gestão que mantém funcionários que não fazem nada além do que lhe é delegado. Não se arriscam, não inovam, ocupam o lugar de profissionais que têm muito a oferecer à empresa e o pior, com o passar do tempo, se tornam chefes por tempo de casa, devido a modelos de gestão que já estão ultrapassados, mas ainda presentes no mercado. Quando se é dado conta do cenário espantoso que a empresa se encontra por manter tantos ‘escravos’, o processo se torna doloroso, pois custa muito caro demiti-los. São profissionais que comprometem a saúde de empresas pela carência de empreendedorismo. É um patrimônio de ‘cones’ mantido pela organização. O ‘escravo’ nunca sabe o que acontece ao seu redor e depende dos seus subordinados para todo processo decisório. O ‘escravo’ é um encosto.
Os modelos de gestão têm sido atualizados e, as empresas estão prontas para receber profissionais intraempreendedores e remunerá-los de acordo com os resultados obtidos através deles. É certo que, mais de uma década dentro de uma empresa proporciona conhecimento dispendioso, porém, se não houver know how, reciclagem e vínculo organizacional, esse profissional pode ser substituído facilmente. E na prática, é realmente isso o que acontece.
Os modelos de gestão atuais, têm se ajustado à uma geração profissional que é denominada como Y. São profissionais nascidos entre a década de 80 e meados de 90, que respiram inovações tecnológicas, possuem domínio sobre todas elas e se adaptaram à era da informação melhor do que qualquer outra geração, pois possuem maior facilidade para se adaptar às mudanças e enxergá-las como uma oportunidade. É uma geração inovadora, se atualiza constantemente com todos os recursos disponíveis no mercado, tem a informação na palma das mãos e sabe como utilizá-la, busca liberdade para desenvolvimento de suas ideias, se arrisca em projetos que acredita e acima de tudo, acredita em si mesmo. Definitivamente, sobra potencial e falta comodismo.
Diante de tantos pontos positivos, percebe-se que conhecimento e competência são os elementos que a difere das demais gerações. Porém, se trata de uma geração extremamente ansiosa, que quer reconhecimento rápido, promoção rápida, aumento rápido, crescimento rápido, rápido, rápido, rápido... Sim, que é uma geração altamente capacitada, isso não deixa dúvidas, mas falta um pouco de paciência. Não que o profissional tenha que passar por uma ou duas empresas até se aposentar, mas mudar de emprego constantemente é sinal de imaturidade. E o que muitas vezes falta para esse perfil de profissional, é maturidade. Maturidade para esperar o seu momento, para reconhecer que há uma hierarquia dentro da empresa e para entender que liberdade para empreender dentro de uma empresa, não é buscar seus próprios interesses, e sim, ter interesses em comum com a empresa. Isso é comprometimento, ou seja, vínculo com o empregador. Isso é o que determina se haverá sucesso do início ao fim em sua carreira.

Conhecimento + Competência + Comprometimento = Realização Profissional.

Referências Bibliográficas

PESSIGUINI, Adriana R.S. Apostila: Comportamento Mercadológico – Errata. 1.ed. São Paulo: Universal Comercial Software. 2013.
JORNAL DA GLOBO. Gerações no Mercado de Trabalho. 2010.