Afinal, de quem é a culpa? - A eterna queda
de braço
Por Fábio Luciano Violin
12/06/2003
Um problema interessante que ocorre no dia-a-dia das organizações,
qualquer que seja o ramo, porte, localização ou situação financeira são
as questões ligadas a relacionamento entre as pessoas, mais
especificamente relacionadas às expectativas entre patrões e
funcionários, líderes e colaboradores ou como queira chamar em relação
ao que se espera dentro do ambiente de trabalho de cada uma das pessoas.
Em geral, os patrões, gerentes ou responsáveis reclamam que os
funcionários não fazem o que deveria ser feito, ou que só fazem quando
se pede ou manda, ou ainda que deveria existir maior proatividade por
parte dos funcionários e assim por diante, ou seja, reclamam de
problemas relacionados a qualidade dos serviços prestados e a forma como
é prestado.
As reclamações mais comuns são incompetência, falta de iniciativa, falta
de comprometimento, visão de curto prazo, apatia, pessoas que só fazem
intriga ou são rádio-peão (aquele que é o centro de notícias,
principalmente pejorativa), resistentes à mudanças, acomodados, pouco
produtivos e sem visão do negócio e a importância que o cliente
representa entre dezenas de outras insatisfações expressas pelos
contratantes.
Este clima pesado provoca discussões, má vontade de ambas as partes,
falta de cuidados com os consumidores, disputas por espaço e poder,
intrigas, fofocas e tantas outras conseqüências de relacionamentos
deteriorados ou em estado de decomposição, e o resultado final é a perda
de competitividade, ou um ambiente de trabalho carregado e hostil, ou
pior, a insatisfação dos consumidores que não estão alheios aos
problemas da organização, sentem no ar o clima de desordem e desarmonia.
Mas qual a solução ou possíveis soluções para este problema?
A primeira alternativa - a qual deve ser utilizada apenas em último caso
- é a demissão, a segunda alternativa é treinar as pessoas, uma terceira
forma é buscar o diálogo e a abertura, e seguem diversas outras formas
de resolver o problema. Com certeza cada um tem sua própria lista de
ações e argumentos que a acreditam serem as mais corretas.
Mas, surgem alguns questionamentos:
As pessoas que trabalham com você sabem o que se espera delas?,
Alguém lhes disse qual a maneira que a empresa trabalha?, qual a
importância do consumidor?,
O que o mantém no cargo ou o que lhe pode custar o cargo?
Será que cada um na sua organização, no momento da contratação, teve uma
pessoa ou manual que lhe informasse de que forma se espera que as coisas
aconteçam?
Antes de atirar pedras reflita a respeito de sua parcela de importância
nos problemas que hoje enfrenta, pense a respeito de qual a melhor
maneira de engajar as pessoas a sua volta, e como esta seleção mais
refinada e por conseqüência a contratação de um profissional que tem
todos os parâmetros definidos pode facilitar sua vida e a vida de sua
empresa.
Mas, nem tudo está perdido. Soluções existem para aqueles que procuram
os meios de agir e reagir aos fatos por mais inusitados que sejam, sendo
muitas vezes possível prever futuras fontes de problemas, basta que se
aceite o fato de as adversidades existirem para serem vencidas e não
para se sentar e reclamar da vida, do funcionário, da sorte, do governo
ou de qualquer outra coisa. Reclamar qualquer um reclama, resolver ou
buscar soluções fica reservado somente àqueles que sabem como fazer a
diferença.
FÁBIO
LUCIANO VIOLIN
Mestre
em Estratégias e Organizações _ UFPR
Especialista
em Planejamento e Gerenciamento Estratégico – PUC-PR
Professor
universitário, palestrante e consultor de empresas.