Arte e Expressão Desenvolvendo Competências Pessoais
Por Maria Inês Felippe
22/01/2012
Gostaria de relatar para você vivências da arte
desenvolvendo pessoas.
Você nem imagina o quanto é rico!
Quantas vezes vamos a uma exposição de arte e não entendemos “nadica”.
Os profissionais hoje inseridos no mercado vivenciam as fortes
exigências de responder, cada vez mais prontamente, com o conhecimento
específico de sua área às necessidades que este novo tempo nos
apresenta. No entanto, e curiosamente, percebe-se cada vez mais
manifesto, o movimento crescente de abrir espaços ao auto-conhecimento,
ao corpo, saúde, espiritualidade, as relações interpessoais, a arte...
Que movimento é este?
É o retorno aos princípios e valores importantes para o homem e
humanizar o ser significa recolocá-lo dentro do equilíbrio de sua
integridade física, emocional, racional e espiritual. É fazer despertar
a consciência para valores essenciais, fazendo perceber-se como ser
criador e único, importante para a transformação do contexto histórico e
cultural ao qual pertence.
Tenho trabalhado intensamente nas empresas com desenvolvimento de
competências desde as mais singelas como trabalho em equipe até as mais
sofisticadas: Orientação Estratégica, Foco no Cliente, Resultados,
Liderança, etc.
A cada ano percebo a evolução e a criação de novas competências que o
profissional deverá ter, por vezes desconsiderando sua essência, sua
dominância cerebral, colocando o homem como um ser faltante e não com
sua força, história, integridade, moral e ética.
Como percebo um discurso interessante de qualidade de vida, só para você
ter uma idéia uma grande empresa na área da comunicação solicitou uma
palestra de Criatividade e Inovação, que seria inserida no programa de
qualidade de vida e que aconteceria durante o almoço,exatamente naquela
hora em que estômago gostaria de receber somente, alface, tomate, etc e
tal. Não é incrível? Que belo discurso de qualidade de vida, não sei,
mas acho algo contraditório. O que você acha? Tenho a impressão que é
preciso respeitar o ser humano para ser respeitado, caso contrário não
há reciprocidade.
Mas como acessar essa essência, o núcleo do ser humano, resgatando suas
crenças, potencialidades e todos os aspectos acima destacados que por
vezes desconsiderados pelas empresas?
A resposta está na arte como uma manifestação criadora do homem que
constrói a sua história e contribui para a construção da cultura de seu
tempo. Não é difícil perceber como a arte ocupou função indispensável
desde os primórdios da civilização e continua presente no cotidiano das
pessoas. Conhecer arte hoje é participar melhor da vida. É buscar a
qualidade de vida do ponto de vista emocional, mental aumentando sua
cultura e sensibilidade. Pinturas, desenhos, esculturas e todas as
modalidades de arte são formas expressivas que dizem sem falar, contam
histórias sem palavras, pois utilizam outros códigos, outra sintaxe. É
linguagem que expressa o que as palavras não alcançam explicitar, por
isso tão importante para o homem e para a comunicação entre os homens.
Fazer arte é experimentar o universo da criação, que de certa forma, nos
aproxima da essência de sermos humanos. Fazer arte é correr os riscos da
criação, é estar disponível e aberto para um olhar singular sobre os
fenômenos, capturá-los, reordená-los para chegar a formas originais.
Nossa experiência com a arte como ferramenta para o desenvolvimento de
competências, têm trazido não somente respostas para as empresas, mas
para os seres humanos que trabalham nelas, como também para a
humanidade, despertando talentos, autoconhecimento o suficiente para
entender o que não conseguimos compreender nas exposições de artes.
“Sentir, perceber, fantasiar, imaginar, representar fazem parte do
universo infantil e acompanha o ser humano por toda a sua vida”. (
Ferraz e Fusari)
Minha missão é treinar as pessoas para uma nação melhor.
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