Atitude
Por Maria Inês Felippe
22/01/2012
Houve na idade Média um homem que foi lançado numa prisão.
Ali permaneceu vinte anos entregue à tristeza e ao desespero.
De vinte e quatro em vinte e quatro meses, o carcereiro trazia-lhe uma
moringa de água e uma côdea de pão.
Após vinte anos ocorreu ao prisioneiro experimentar abrir a porta. A
porta abriu-se. Saiu para o ar livre, viu arvores, céu, ouviu os
pássaros, gozou do sol pela primeira vez nos últimos anos.
Não precisava ter esperado tanto para gozar da natureza, pois que a
porta da prisão permanecera aberta durante todo este espaço. Apenas não
ocorrera ao prisioneiro a idéia de experimentá-la. É o que acontece cada
um de nós, possuímos possibilidades que nós mesmos desconhecemos. Nossa
falta de curiosidade e sobretudo confiança em nós é a culpada de nossa
estagnação, pobreza intelectual e material.
Apenas te peço para você, querido(a) leitor(a), que creias que poderá
conquistar o que quiseres desde que a isso esteja revolvido. A porta não
abre somente do lado de fora. Não devemos e não podemos ficar esperando.
A humanidade nos fornece exemplos aos milhares de que nós é que somos os
arquitetos de nossos destinos.
A curiosidade está para o conhecimento, assim como a libido está para as
atitudes, construções e prazeres.
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