Cala a boca Fofoqueiro - O Desafio de Fortalecer a Equipe com a Superação da Fofoca
Por: Dalmir Sant'Anna
19/07/2010
A expressão “cala a boca” pode ser algo assustador para pessoas conservadoras,
mas utilizada com frequência, por alguns jovens da geração Y. Recentemente, a
capa de uma conceituada revista nacional, mostrou a força do Twitter, em uma
campanha direcionada ao locutor esportivo mais conhecido do Brasil, com um
slogan direcionado com o pedido para “calar a boca”. Perceba que, em alguns
momentos da vida é preciso colocar um ponto final em algumas divergências,
principalmente, quando a fofoca está impregnada em um grupo de pessoas. Para
tornar o trabalho em equipe mais produtivo e com melhores resultados, observe as
dicas a seguir e coloque em prática a ação de não levar adiante uma fofoca,
prezando em valorizar a cooperação e estimular a proeminência do companheirismo.
Etiqueta corporativa abrange respeito – Você foi convidado para participar de um
almoço, com um colega de trabalho. Durante o encontro percebe que o principal
assunto é a disseminação de uma fofoca. Qual será sua conduta? Primeiro é
necessário deixar evidente que você é uma pessoa educada e profissional. Em
seguida agradeça o convite do almoço. E a terceira atitude deverá indicar que a
etiqueta corporativa não é algo fútil e, seu alcance, está além de distinguir
entre um garfo de salada e o do prato principal. Neste sentido, mostre que não
há interesse algum, na continuidade da conversa sobre o assunto. Enfatize para a
pessoa, que convidou você para o almoço, que o clima de trabalho é prejudicado
com uma fofoca.
É mais difícil conhecer a si mesmo – Olhamos no espelho diariamente, para
observar nossa aparência externa, mas encontramos dificuldade para conhecer com
mais profundidade nossas fraquezas, comportamentos e o íntimo de nossos
sentimentos. Em uma equipe, o líder muitas vezes precisa agir com veemência,
para colocar um ponto final em uma fofoca e “calar a boca” de fofoqueiros com
atitudes pontuais. Não é justo que, uma equipe de trabalho seja prejudicada, por
um elemento que sabe parte de uma história e decide inventar um final, com o
objetivo de disseminar a discórdia. Neste sentido, busque conhecer melhor a si
mesmo e jamais esqueça, que estando no meio de fofoqueiros, por mais que você
não seja, será visto com um deles.
Compreender a diversidade humana – Com o objetivo de disseminar diariamente a
fofoca e fazer com que inúmeros profissionais amarguem situações
constrangedoras, o fofoqueiro é ainda um personagem garantido em muitos
ambientes organizacionais. Vários desligamentos profissionais e afastamentos já
foram solicitados, em decorrência da dificuldade de adaptação à cultura
organizacional, bem como, da aceitação em usar da fofoca, para buscar promoções
pessoais. Compreender a diversidade humana, também é perceber que há pessoas
incomodadas com o sucesso de outras e acabam não controlando a língua. Não
ofereça ouvidos a um fofoqueiro, pois esta atitude pode trazer consequências
tristes para você e para aqueles que estão a sua volta.
O tempo desperdiçado com uma fofoca pode ser coerentemente utilizado, para gerar
energia positiva e oportunizar novos negócios. Fique atento com o uso das
diferentes ferramentas de mídia social e o que você divulga diariamente, pois
podem passar a ser propagadoras de fofocas. Por outro lado, também observe que
quando um colega anunciar “vocês sabem da última?” será necessário praticar o
exercício de morder a língua. Certamente, você estará ouvindo mais uma
informação, sem que os principais envolvidos estejam presentes.
Dalmir Sant’Anna – Palestrante Mágico®, autor do livro "Menos pode ser Mais"
(editora Odorizzi), pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação
Social e mágico profissional. Visite o site: www.dalmir.com.br.