Como Alcançar a Criatividade Nas Organizações?
Por Julio Cesar S. Santos
13/04/2011
Como as Empresas Inovam? O Que é Brainstorm? Quais as Condições
Necessárias Para Incentivar as Pessoas a Criarem?
A atividade de criar significa produzir algo de onde antes não havia nada e por
isso muitos autores consideram a criatividade como a capacidade de lidar com o
desconhecido, produzindo resultados a partir da convivência com o imponderável.
Para as empresas, criar é uma condição básica para sua própria sobrevivência,
pois a criatividade trás inovações nos produtos e serviços.
Thomas Edison dizia que a invenção é 99% transpiração e 1% inspiração e que, por
isso mesmo, as organizações deveriam trabalhar bastante uma determinada idéia
para alcançar a inovação.
Mas, ainda existem pessoas que acreditam ser a criatividade uma característica
nata; ou seja, para elas os seres humanos nascem criativos ou não. Porém, a
realidade é que para serem bem sucedidas as organizações devem se esforçar
bastante para serem criativas e, as empresas com muitas idéias inovadoras,
acabam forçando essas idéias nas suas equipes. Na verdade, os fracassos são
vistos como oportunidade para o aprendizado.
Dessa forma, o primeiro passo é estimular as pessoas na empresa a darem idéias e
sugestões, não como uma atividade passiva ou com uma caixa de sugestão. Na
verdade, uma das técnicas mais utilizadas nas organizações para gerar novas
idéias é o “Brainstorm”, o qual dá liberdade às pessoas para contribuírem de
forma significativa sem serem criticadas pelos demais participantes. Alguns
estudiosos acreditam que são necessários três ingredientes para dotar uma
empresa de idéias criativas:
• Uma liderança que apóie as sugestões de todos.
• Uma estrutura que funcione – envolvendo secretários – a fim de tomarem nota
dessas sugestões e permitirem compartilhar essas idéias com toda organização.
• Supervisores a fim de promover as sugestões.
Barreiras à Criatividade:
A) Barreiras de Percepção: Dificuldades em isolar o problema; Tendência para
delimitar o problema; Incapacidade de enxergar o problema de vários ângulos; Ver
o que se espera ver; Saturação; Dificuldade em utilizar todos os estímulos
sensoriais.
B) Barreiras Culturais e Ambientais: (Culturais: Tabus – como pensar que a
fantasia e a reflexão são uma perda de tempo, que o divertimento é só para
crianças, que a tradição é preferível à mudança e que todos os problemas podem
ser resolvidos de maneira científica e com muito dinheiro) (Ambientais: Falta de
cooperação entre colegas, um chefe autocrático que só valoriza suas próprias
idéias e a falta de aceitação de sugestões).
C) Barreiras Emocionais: Às vezes, algumas pessoas não compartilham suas idéias
com medo do ridículo. Sendo assim, as barreiras emocionais incluem o medo de
cometer erros e a preferência em julgar, em vez de gerar idéias.
D) Barreiras Intelectuais e de Expressão: Resultam numa escolha ineficiente de
táticas mentais ou numa falta de munições intelectuais. As de expressão inibem a
nossa capacidade de comunicar idéias a nós e aos outros.
Além disso, observa-se que muitos Líderes não são “antenados” com os tempos
modernos e muitos deles ainda afirmam os seguintes absurdos:
• “Você aqui não é pago para pensar; você é pago para fazer!”.
• “Isso não é hora para ter idéias....nós estamos no meio de uma crise!”
É impressionante como algumas empresas, justo em um momento de crise perdem
completamente o senso de direção e tentam moldar o mundo ao seu modelo; e não ao
contrário. Porém, uma das principais tarefas de um Líder “antenado” com o seu
tempo é justamente criar um ambiente favorável à geração de idéias e soluções
criativas. Ou seja, fazer o seu colaborador pensar.
Mas, para isso, a primeira providência seria abolir toda e qualquer formalidade,
pois é exatamente em um ambiente informal que a imaginação se liberta e o
trânsito das boas idéias descongestiona.
Dessa forma, deve-se acabar de vez com a reverência às pessoas com cargos mais
elevados que, na maioria das vezes, é pura perda de tempo – e tempo é o bem mais
precioso de uma organização. Na verdade, um ambiente irreverente desafia as
normas, a lógica e a autoridade, mas é assim que surgem as soluções de maior
valor para as empresas.
A alegria, o sorriso e o bom humor desinfetam o ambiente das velhas idéias, dos
preconceitos e torna a empresa “viva”. Um pouco mais barulhenta, é claro, mas ao
mesmo tempo mais inovadora. A inquietude de um Líder em não aceitar o mundo como
ele é promove um ambiente inquieto, muito parecido como uma oficina de criação
artística, mas desbloqueia os dons artísticos de cada um de nós. Sendo assim, o
Líder deve desafiar os processos perguntando:
• “Por que fazemos desse jeito?”
• “Por que não fazer de forma completamente diferente?”
Diante disso, o Líder deve estipular metas desafiadoras, energizando os membros
da sua equipe e remunerando as pessoas para pensar, imaginar e sonhar com uma
empresa e produtos melhores.
Julio Cesar S. Santos é Professor, Consultor, Palestrante e Co-Autor do Livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados". Elaborou o curso de “Gestão Empresarial” e atualmente ministra Palestras e Treinamentos Sobre Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Contatos: jcss_sc@yahoo.com.br (21) 2233-1762 / (21) 9423-9433 / www.profigestao.blogspot.com