Comportamento de bons profissionais
Por Anderson Hernandes
14/05/2011
Hoje em dia, cada vez mais as empresas procuram “verdadeiros” profissionais para
trabalharem nelas. Com isso, é evidente que não há mais espaço no mercado de
trabalho para profissionais medíocres, desqualificados e despreparados para a
função a ser exercida, mas sim para profissionais habilidosos, com
pré-disposição para o trabalho em equipe, com visão ampliada, conhecimento de
mercado, iniciativa, espírito empreendedor, persistente, otimista, responsável,
criativo, disciplinado e outras habilidades e qualificações relacionadas nos
capítulos a seguir.
É importante que você profissional, procure estar preparado para o mercado de
trabalho, a qualquer momento da sua vida, independentemente do fato de estar ou
não empregado. A história do mercado de trabalho atual tem mostrado que
independentemente do cargo que você exerça, você deve estar sempre preparado
para mudanças que poderão surgir e mudarão todo o rumo da sua carreira. As
empresas não são eternas e nem os seus empregos. Não se engane, não existem mais
quaisquer garantias de emprego por parte das empresas, trazendo aos
profissionais empregados um ônus constante para manter o seu emprego. Se para
aqueles que estão empregados manter a sua empregabilidade não é uma tarefa
fácil, para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho atual, as
dificuldades serão ainda maiores. Portanto, a seguir vou discorrer sobre algumas
das características dos bons profissionais:
* Preparado para mudanças
As empresas buscam por profissionais adaptáveis porque tudo no mundo moderno
muda. As tecnologias, as relações de emprego, o mercado, os valores e o modo
encontrar soluções para os problemas mudaram, enfim tudo mudou
significativamente nos últimos anos e continuarão mudando. Portanto temos de
acompanhar o ritmo das coisas. Muitos profissionais pensam que podem fazer as
mesmas coisas e do mesmo modo durante toda a vida e depois reclamam porque não
são bem sucedidos.
* Competência
Competência é uma palavra de senso comum, utilizada para designar uma pessoa
capaz de realizar alguma coisa. O antônimo disso, ou seja, incompetência,
implica não só na negação dessa capacidade como também na depreciação do
indivíduo diante do circuito do seu trabalho ou do convívio social.
Para ser contratado em uma empresa ou para a sua manutenção de emprego não basta
ter diplomas e mais diplomas se não existir competência. Por exemplo, um
profissional que se formou em direito, até mesmo na melhor universidade, mas que
não sabe preparar uma peça processual não terá valor competitivo quer como
profissional empregado, quer como prestador de serviços.
Diplomas servirão para dar referencial ao profissional ou até mesmo para
enfeitar a parede da sua sala, mas a competência é o fator chave que atrelada à
diplomação lhe dará subsídios profissionais para ser bem sucedido. Por isso
podemos afirmar categoricamente que a competência não é composta pelo diploma
por si só, apesar de que ele contribui para a composição da competência.
* Espírito empreendedor
Os dias do funcionário que se comporta como funcionário pode estar com os dias
contados. A visão tradicionalista de empregador e empregado, chefe e subordinado
estão caminhando para o desuso.
As empresas com visão moderna estão encarando seus funcionários como
colaboradores ou parceiros e implementando a visão empreendedora. Isso significa
que os empresários perceberam que dar aos funcionários a possibilidade de ganhar
mais do que simplesmente o salário mensal fixo, tem sido um bom negócio, pois
faz com que o profissional dê maiores contribuições à organização, garantindo
assim o comprometimento da equipe na busca de resultados positivos.
* Equilíbrio emocional
O que quero dizer com o equilíbrio emocional? Bem, dito de modo simples, é o
preparo psicológico para superar adequadamente as adversidades que surgirão na
empresa e fora dela.
Vamos chamar o conjunto de problemas que todos nós possuímos de saco de
problemas. As empresas querem que deixemos o nosso saco de problemas em casa.
Por outro lado, os nossos familiares querem que deixemos nosso saco de problemas
no trabalho. Diante disso, a pergunta que surge é: onde colocar nosso saco de
problemas? Realmente é uma boa pergunta. E é justamente por isso que para
tornar-se um profissional de sucesso é necessário que tenhamos equilíbrio
emocional, pois não importa quais problemas tenhamos de caráter pessoal, nossos
colegas de trabalho, subordinados, diretores e gerentes, enfim, as pessoas como
um todo não tem culpa deles e não podemos descarregar esses problemas neles.
Quando falamos em equilíbrio, emocional, é importante avaliar também as
situações adversas pelas quais todos os profissionais passam. É justamente aí
que surge o momento da verdade que o profissional mostrará se tem o equilíbrio
emocional.
* Marketing Pessoal
O marketing pessoal pode ser definido como o conjunto de fatores e atitudes que
transmitem uma imagem da pessoa. Os fatores a que me refiro incluem vestimenta
como um todo, os modos pessoais, o modo de falar e a postura do profissional
diante dos demais.
Referindo-se à vestimenta, cabe salientar que o profissional deve vestir-se
adequadamente ao ambiente em que está inserido. Se a sua empresa adota um padrão
formal, obviamente a sua vestimenta deve estar em conformidade com ela e o mesmo
se refere a uma entrevista de emprego. Da mesma forma, seria um contra-senso
usar terno e gravata para trabalhar em uma linha de produção. Portanto, a regra
básica é vestir-se em conformidade com o ambiente de trabalho.
Comportamentos que o profissional deve evitar:
Vou destacar alguns dos defeitos que além de prejudicar a ambientalização dentro
da empresa, caracterizam tais pessoas como maus profissionais:
* Aquele que fala demais
Já viu aqueles profissionais que são os primeiros a propagar as notícias ou as
“fofocas” dentro da empresa? Costumo chamar tais profissionais de locutores da
“rádio peão”. Recebem uma informação, sequer sabem se são confiáveis, mas passam
adiante e o que é pior, incluindo informações que sequer existiam inicialmente,
alterando totalmente a informação recebida. Cuidado para não ser um destes.
* Aquele que fala mal dos outros
São aqueles profissionais, se é que existe algum profissionalismo nisso, que
insistem em falar sobre seus colegas de trabalho, longe destes é claro, aquilo
que com certeza não seriam capazes de falar na frente deles. Por isso, a regra
é: Se você não tem coragem de falar algo na frente do seu colega, nunca fale
pelas suas costa.
* Aquele que vive mal-humorado
Esses são, sem dúvida, uns dos mais evitados pelos outros colaboradores. Existe
algo pior do que conviver com quem vive reclamando da vida ou que vive de mau
humor? Pessoas de “mal com a vida”, repelem as outras pessoas de perto delas.
Ninguém tem a obrigação de estar sorrindo todos os dias, mas isso não significa
que temos o direito de estar sempre de mau humor. A propósito, como está seu
humor hoje?
* Aquele que não tem higiene pessoal
Somente o próprio profissional é capaz de conseguir conviver com ele mesmo. Isso
porque o corpo dele está condicionado a suportar isso. Conheço pessoas, que tem
um odor tão acentuado (falando de forma educada), que não consigo permanecer
mais do que cinco minutos conversando com elas. Um bom banho faria bem não só a
ele, mas como todos a sua volta.
* Aquele que não respeita os demais
O respeito aos outros é fundamental para o convívio em grupo. Já presenciei
casos extremos de falta de respeito, pois existem profissionais que não sabem
respeitar seus colegas. Infelizmente, parte dessas pessoas estão em cargos de
direção. Tive um chefe no meu primeiro emprego que tinha uma campainha para
chamar as pessoas. Quando ele tocava uma vez, secretária atendia, quando ele
tocava duas vezes, era eu, o office-boy. Bem, além de ser uma falta de respeito
usar uma campainha para chamar “seres humanos” muitas vezes fui chamado lá e ele
nem sabia porque tinha me chamado. A maior lição que tirei disso é que eu não
devia nunca mais ter chefe. Por isso me tornei empreendedor.
* Aquele que é egoísta
O egoísmo é algo difundido nas empresas até mesmo porque a competitividade
interna é muito grande. Pensar somente em si mesmo o tempo todo não é a melhor
alternativa para o profissional. Por isso cuidado, pois um dia a vítima pode ser
o próprio egoísta.
* Aquele que brinca demais
Brincar é bom, desde que as brincadeiras sejam saudáveis, num clima de respeito
e equilíbrio. Aqueles que brincam a todo o momento são pessoas extremamente
inconvenientes e irritam quem está a sua volta. Isso tira a credibilidade do
profissional e pode lhe trazer problemas com a ambientalização.
* Aqueles que são inflexíveis
Já observou aqueles profissionais que são os únicos que se acham certos? Pois
bem, isso é um grande problema para a convivência em grupo. É importante que
todos nós tenhamos em mente que não estamos certos o tempo todo e nem tampouco
precisamos fazer valer perante os outros as nossas próprias idéias a todo o
momento.
As qualificações, comportamentos e atitudes dos bons profissionais são muitas e
estão em constante mudança. Mas com certeza aqueles que procuram o
auto-aprimoramento estarão mais bem preparados para tornarem-se excelentes
profissionais.
Para maiores informações solicite seu exemplar do livro: “O Perfil do
Profissional de Sucesso do Mundo Moderno”
Anderson Hernandes é escritor e palestrante com alto poder de motivação e
influencia sobre os ouvintes, o que o torna um excelente investimento para o
treinamento da sua equipe. Sua formação em contabilidade e marketing, além do
MBA Executivo e MBA em gestão de negócios pela ESPM e mais de cem programas de
extensão no Brasil e no exterior agregou um conhecimento fundamental para
aplicar em seus treinamentos por todo o Brasil. Com ampla experiência na direção
de outsourcing (www.tactus.com.br) e os diversos livros e dezenas de artigos
publicados o torna um profissional diferenciado e capacitado para proporcionar
um treinamento.