Compras Coletivas e email Marketing: Pense em Longo Prazo, Mas Seja Rápido
Por Veruska Reina
07/01/2011
Internet, ação promocional na web, lojas virtuais, descontos no e-commerce,
publicidade 2.0...clubes de descontos e...Compra Coletiva. Aonde vamos parar?
Qual será a próxima inovação no ambiente digital? Certamente algo em prol de
nossa comodidade e praticidade, recursos cada vez mais necessários em tempos
onde o trabalho não tem mais dia e hora certa. Uma era onde precisamos encontrar
soluções ágeis e com facilidade para comprar, porque não temos mais tanto tempo
assim para recorrer às lojas físicas, sejam elas de shopping de luxo ou os
grandes saldões que os varejistas comumente costumam fazer.
Um movimento aliado a essa tão importante facilidade de comprar vem ganhando
corpo e não é pequeno. O e-commerce demorou aproximadamente 10 anos para pegar
no Brasil e desde 2000, ainda encontra um longo caminho para se solidificar em
nosso país que, diferente da cultura dos americanos - sempre acostumados a
comprar por catálogo, sem a necessidade de uma loja física -, ainda enfrenta a
desconfiança de nossa população.
Mas, aos poucos, esse cenário está mudando. Sabemos que o comércio eletrônico
veio pra ficar. Cerca de 46% dos internautas consideram a internet como
principal influência para a compra, revelou pesquisa do Centro de Altos Estudos
em Publicidade da ESPM e do IBOPE Inteligência.
E, incrivelmente, já percebo que o conceito de Compra Coletiva vem tomando conta
da cabeça dos consumidores brasileiros e...rapidamente, aliás, bem mais rápido
que o tempo que levou o e-commerce para ganhar maior receptividade entre os
brasileiros. Atribuo esse fator, que podemos chamar de disseminação totalmente
acelerada, primeiro, claro, ao hábito cada vez mais frequente de compras pela
internet, mas principalmente, ao bom e velho costume de pechinchar. Nesse
sentido, classes sociais dos mais diferentes estágios gostam de bons preços,
umas por necessidade, outras pelo fato de economizar e se sentirem beneficiadas
de alguma forma. Ou seja, um mundo a se conquistar.
O fato é que o modelo inovador de Compra Coletiva chegou, onde promoções de
‘tirar o chapéu’ estão presentes e, o melhor, ao alcance de todos ou...pelo
menos, quase todos que acessam a internet. Descontos de 10 a 90% atraem uma boa
parcela que não chegava a ver isso nem no ambiente físico. O céu é o limite e
reitero isso aqui porque não estamos falando de uma promoção de bairro, estamos
explorando algo que alcança os cerca de 67 milhões de internautas no Brasil,
segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
E, para alavancar na acirrada concorrência que está por vir, sim, ela certamente
chegará e com muita força, uma vez que novos e novos portais de Compra Coletiva
surgem quase que diariamente, a comunicação e o relacionamento não podem estar
de fora. Embora a diferença de investimentos nos formatos disponíveis de mídia
seja discrepante, a realidade é que quase 100% desses novos empreendedores
apostam no ambiente online como forma de propagar a marca. Afinal, estamos
falando de um conceito digital e fazer o branding por meio dele se tornou mais
que fundamental.
SEO, links patrocinados, banners online, redes sociais e email marketing. Por
mais recentes que sejam os termos para todos, eles se proliferam de uma forma
inimaginável e viraram jargões. Encontramos nesses recursos a tecnologia mais
que suficiente para aumentar a audiência das compras online. Mas, não basta
apenas acompanhar a moda de investimentos, de maneira aleatória. A Compra
Coletiva, por ser rápida, precisa ter um planejamento de comunicação digital
apoiado em estratégias com ROI – Return on Investiment.
Os sites de Compra Coletiva com foco apenas no ‘hoje’ certamente lucrarão, mas,
apenas em curto prazo. O mercado de Compra Coletiva evolui ao passo que novos
consumidores descobrem o potencial de economizar por esse canal. E,
consequentemente, novos sites surgem para atender a demanda e, como em todo
modelo de negócio que cresce rapidamente, a oferta certamente será maior que a
demanda, muito em breve.
Nesse cenário, é preciso estar preparado para o amanhã. O caminho segue o mesmo
percurso, mas deve ser equivalente à rapidez da ascensão do conceito de Compra
Coletiva. Portanto, base de dados, análise de perfil comportamental, mensuração
de resultados e comunicação direcionada merecem muita atenção.
Hoje você vende, mas se não se relacionar com sua base, amanhã alguém certamente
o fará. O email marketing, mais uma vez, toma conta de um processo com base em
relacionamento digital que, por consequência, se bem aplicado, traz retornos em
curto, médio e tão sonhado longo prazo, onde o cliente fica com sua marca.
É importante saber quem interage nos emails promocionais e acompanhar as compras
realizadas, para então poder ir ao encontro do que o consumidor certamente
deseja na próxima campanha. A receita é a mesma, mas merece uma boa dose de
agilidade. Use os pilares: opt in, base de dados, envio de ações promocionais de
email marketing, análise da compra, funis de compra, segmentação de promoções de
acordo com o histórico de compra desse consumidor.
O retorno? Certamente virá, desde que baseado em estratégias para relacionamento
digital e não quantidade de envios aleatórios. Hoje a Compra Coletiva é uma
onda, amanhã será commodity. O ideal é pensar em longo prazo, sempre, mas...agir
rápido!
*Veruska Reina é CMO da VIRID Interatividade Digital, Proprietária das
plataformas Virtual Target e Zartana - veruska@virid.com.br