Conceber uma Boa Ideia não é o suficiente para Empreender
Por Felipe Nunes da Silva
31/03/2013

No Brasil são gerados formalmente 1,2 milhão de novos empreendimentos por ano. É um número considerável, mas somente 73% sobrevivem aos dois primeiros anos de vida, ou seja, milhares e milhares fecham as portas. Engana-se quem pensa que conceber uma boa ideia o fará obter sucesso e rios de dinheiro na conta bancária. Empreende quem enxerga oportunidade, quem acredita em si mesmo. Empreender é uma atitude de risco, porém, esse risco deve ser calculado. Empreendedores passam por sérias dificuldades por não calcularem esses riscos, ou seja, total falta de planejamento. Calcular os riscos, é empreender. Não calcular os riscos, é aventurar-se.
Antes de empreender, é necessário entender que nem sempre o que é uma boa ideia para mim, é uma boa ideia para os outros. Se o empreendedor não souber colocar a ideia em prática, o negócio fracassará e a boa ideia será utilizada por outra pessoa de forma adequada.
Nem todos contam com o valor suficiente para empreender. As vezes, não contam com nada, mas a pergunta é: o que eu posso fazer com esta grande ideia? Guardar para si, certamente que não é. Existem muitas formas de empreender, mas todas elas requerem um planejamento. Através do plano de negócio, o empreendedor tem a possibilidade de atrair investidores, sócios ou até mesmo conseguir empréstimo para o seu empreendimento, tornando possível o nascimento do negócio. Um plano de negócio bem elaborado é o melhor caminho para quem deseja empreender sem dinheiro. Mas, primeiramente, o empreendedor deve ter ciência de que precisa de ajuda. O plano de negócio é o projeto de vida da empresa e estará presente durante todo esse período. Todas as perguntas possíveis sobre o novo empreendimento, devem constar dentro dele respondidas de forma clara. Perguntas como: O que vender? Quem é meu público alvo? Onde ele está? Eles comprariam meu produto ou serviço? Quanto estão dispostos a pagar? Como fazer meu produto ou serviço chegar ao consumidor? Como saberão que eu existo e tenho o que eles precisam? Quanto tenho para investir? Em quanto tempo terei retorno sobre o valor investido? Qual será o meu custo fixo mensal para manter o negócio? Quanto preciso vender para não ficar no vermelho? Quanto vou pagar de impostos? Quem serão meus concorrentes? E fornecedores? Qual é o meu diferencial? Inicialmente, qual será a minha renda mensal? Etc, etc, etc?, são algumas das perguntas que o empreendedor deve fazer a si mesmo ao dar o primeiro passo antes de empreender. Parece muita informação de imediato, mas é importante que o empreendedor tenha todas essas respostas na ponta da língua e que estejam todas registradas no plano de negócio.
Buscar ajuda profissional antes de empreender, não significa incapacidade. Significa humildade e vontade de crescer. O grande erro é pensar que não há mais nada para aprender. Um engenheiro recém formado, por exemplo, precisa de um contador para auxiliá-lo na abertura do negócio, recolhimento de impostos, contratação de funcionários, também precisará de ajuda para elaborar um plano de marketing para sua empresa, entre muitas outras coisas. É preciso organizar-se para empreender.
À essa altura, a ideia de plano de negócio parece ter se tornado algo difícil, confuso e inviável, mas trata-se de um documento que é dividido por etapas, o que o torna simples de ser elaborado. É mais simples do que parece. De acordo com Rosa (2009 p.9), “um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado”. O ideal é começar por partes. Tive uma ideia, o que devo fazer?
• Primeiro passo: organizar as idéias, colocar tudo no papel e procurar ajuda profissional.
• Segundo passo: elaborar o plano de negócio.
• Terceiro passo: com base em todas as informações reunidas, fazer uma pesquisa de mercado a fim de verificar da viabilidade do negócio.
• Quarto e último passo: com o resultado da pesquisa, verificar se vale a pena ou não, começar um novo negócio.

Referências Bibliográficas
BEDÊ, Marco Aurélio. [et. al.] Taxa de sobrevivência das empresas no Brasil. 2011. p.30.
ROSA, Claudio Afrânio. Como elaborar um Plano de Negócio. Brasília. 2009. p.122.
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