Email marketing: uma questão de interatividade
Por Veruska Reina
20/09/2010
Facebook e Twitter. Essas são algumas das palavras que mais ouvimos em nosso dia
a dia quando falamos em redes sociais. E junto com elas, vem acompanhado um dos
termos também mais usados na era da web 2.0: interatividade. O Facebook alcançou
500 milhões de usuários no mundo, segundo anúncio do próprio presidente da rede
social, Mark Zuckerberg, no blog oficial do Facebook. O mercado nacional é o
país com maior adesão a redes sociais do mundo. Um estudo divulgado pela
Nielsen, feito com dez países, incluindo Estados Unidos, França e Alemanha,
mostra de 86% dos internautas brasileiros usam algum tipo de rede social.
As redes sociais, como o próprio nome diz, foram feitas para um propósito
principal: fazer relacionamento pela web e nasceram com um conceito onde as
pessoas buscam outras pessoas para criar e manter amizades por meio de
comunidades, onde gostos e preferências ficam evidentes. Paralelo ao mundo real,
onde não é fácil encontrar seres humanos com interesses em comum, a web funciona
como um recurso que dá vazão a essa sinergia e interatividade.
De olho nas redes sociais como um filão para relacionamento, as empresas começam
a investir nesse meio para propagarem suas marcas e...de maneira mais segmentada
ou com a pretensão para tal. De acordo com o Yankee Group, uma empresa de
análises de mercado que produziu uma pesquisa para a Siemens Enterprise
Communications, a maioria dos consumidores busca interação com as empresas por
meio de redes sociais como Facebook e Twitter, mas apenas 30% das companhias
estão preparadas para atuar com esse meio.
Isso é um dado que chama a atenção, uma vez que também evidencia que os
consumidores têm interesse em interagir com as marcas pelas redes sociais. Com
base nesse cenário, ferramentas de comunicação online estão cada vez mais
integradas com essas redes para “turbinar” esse contato.
Uma delas é o email marketing, que vem ganhando mais maturidade e notoriedade no
mercado brasileiro. Por conta da insistente e significativa mudança que esse
canal vem trazendo em relação ao conceito de spam X segmentação de conteúdo com
relevância, as redes sociais integradas ao email marketing vêm contribuindo para
uma nova forma de comunicação.
Vivenciamos uma fase em que o email marketing começa a ser aplicado como
ferramenta de segmentação para relacionamento, muito além da venda em si, e
estar alinhado ao conteúdo “exigido” pelos adeptos das redes sociais, de forma
automatizada, é um dos fatores que apoiam a ascensão da fidelidade dos públicos
em relação às marcas.
Segundo pesquisa da Anderson Analytics, que analisou a demografia e psicografia
de usuários de redes sociais no Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn, quando se
trata de marcas no ambiente das redes sociais, 52% dos usuários adicionaram a
marca como amigo ou se tornaram fã de pelo menos uma delas, 17% consideram
positiva a presença de uma marca nas redes sociais e 20% gostariam de ver mais
comunicação das marcas nessas redes.
Os dados comprovam uma demanda evidente dos usuários em relação a um contato
mais próximo com as marcas que são de sua preferência. Nesse ponto, há dois
fatores: o de ampliar a comunicação nas redes sociais e o de conquistar adeptos
de uma marca por meio delas.
Nos dois, a importância da continuidade no relacionamento por meio das redes
sociais é vital. Seguindo o fluxo de comunicação que deve ser implantado nas
ações de email marketing, o mesmo deve ser usado para o contato com usuários de
interesse de uma marca nas redes sociais.
O email marketing, quando realizado com base nas boas práticas de comunicação,
seguindo princípios éticos de responsabilidade e adequação de conteúdo junto ao
target almejado, ou seja, de acordo com seu perfil, traz resultados que elevam o
ROI (Return on Investiment). Com as redes sociais o princípio é exatamente o
mesmo, ou seja, quem aceita se quer receber algum tipo de mensagem e adicionar a
marca em sua rede é o próprio usuário.
No email marketing, a receita segue os mesmos princípios e quem envia campanhas
com base em opt in ou soft opt in já está um passo a frente e é provável que se
enquadre nessa parcela de 30% de empresas preparadas para seguir ações
relacionadas aos interesses de quem deseja realmente receber o que se envia.
O tempo e as prioridades hoje ainda estão antes das redes sociais, embora elas
sejam parte fundamental do ciclo de esforço de uma marca para fidelização da
próxima geração. É preciso entender que elas não estão aqui de passagem, merecem
atenção, pois devem permanecer por um longo tempo, até que venha uma nova era,
mas que sem dúvida, continuará sendo ainda mais interativa.
Cabe aqui ressaltar que as redes sociais farão parte de algo que começou e que
deu certo apenas para aqueles que souberam mudar sua cultura organizacional, que
se adequaram a uma nova geração, que trouxeram conteúdo relevante a quem quer
recebê-lo e que, principalmente, fizeram o uso de plataformas que ensinaram esse
processo anteriormente e que puderam propiciar a integração de dois mundos –
ações digitais e interatividade, que embora pareçam semelhantes, não são iguais
em sua essência.
*Veruska Reina é CMO da VIRID Interatividade Digital, Proprietária das
plataformas Virtual Target e Zartana - veruska@virid.com.br