A Evolução do Varejo Brasileiro
Por Julio Cesar S. Santos
20/01/2012
Uma Rápida Análise Sobre o Formato das Lojas
Brasileiras
Analisando as empresas varejistas brasileiras podemos observar importantes
mudanças nesse segmento, paralelamente às alterações dos desejos e
necessidades dos consumidores atuais. Nesse sentido, a Revolução Industrial
e o processo social da urbanização provocaram o desejo por uma maior
quantidade e variedade de produtos.
Estando a população com as necessidades básicas atendidas, novos desejos –
como a socialização e a informação – foram despertados e, na busca da
satisfação desses anseios, as compras representavam momentos agradáveis e
desejáveis para as pessoas, pois as opções eram escassas.
Este ambiente proporcionou oportunidades para o surgimento e o
desenvolvimento de lojas de compra comparada, especializadas nas cidades
mais desenvolvidas.
O perfil dos consumidores mudou, pois hoje eles estão buscando obter o
máximo de valor pelo menor preço nos bens que adquiriam, pela necessidade de
reduzir os custos financeiros.
O preço passou a ser priorizado visando uma transação mais eficiente e,
deste novo perfil de consumidor, resultaram as estratégias de custos, no
surgimento de novos formatos de varejo. Ou seja, as lojas de departamentos,
os supermercados e as lojas de variedades.
Mudanças mais profundas no perfil do consumidor surgiriam em decorrência da
Segunda Guerra Mundial. As compras, novamente, se transformaram numa tarefa
agradável oferecendo interação social e lazer. Os produtos adquiriram
dimensões psicológicas e as compras significavam atender mais a desejos que
necessidades.
A experiência da compra era mais valorizada que a mercadoria propriamente
dita e, neste contexto, o ambiente propiciava à coexistência dos Shoppings
Centers, das lojas especializadas e das lojas de departamentos.
A oportunidade de atender a esta dimensão de desejos e necessidades, gostos
e comportamentos faz surgir uma grande diversidade de lojas, as quais
passaram a disputar o mercado varejista brasileiro. Além disso, o varejo se
transformou num negócio de alta tecnologia.
Quando se compra algo em um supermercado, numa loja de materiais de
construção ou em uma loja de eletrodomésticos – por exemplo – é acionada uma
seqüência de comunicações eletrônicas e decisões determinantes das
quantidades, especificações e demais características dos produtos que serão
entregues ao cliente, sobre a reposição nos armazéns, refletindo nas linhas
de produção dos fabricantes.
Se o século XX se iniciou sob a hegemonia da indústria, muitos afirmaram que
o varejo marcaria o novo milênio, pois ele se tornou o negócio que mais
dinheiro movimenta no mundo.
Dessa forma, as atividades varejistas no Brasil vêm se consolidando em ritmo
acelerado e um número crescente de empresas já aparece na relação das
maiores empresas brasileiras.
Segundo analistas, à medida que as empresas varejistas de expandem elas
passam a adotar avançadas tecnologias de informação e de gestão, e
desempenham papéis cada vez mais importantes na modernização do sistema de
distribuição de bens e serviços e na economia nacionais.
Nas últimas décadas, um intenso ritmo de transformações foi observado nas
instituições varejistas brasileiras. Basta retroagir no tempo – até início
da década de 60 – e verificar que a maioria dos formatos de “varejo de loja”
atual não existia naquela época.
Não se encontravam os shopping centers, os hipermercados, os auto-serviços
de materiais de construção, as redes de franquias e, muito menos, as lojas
de eletrodomésticos associadas à informática e as empresas globalizadas como
Carrefour, C&A ou Wall-Mart.
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Julio Cesar S. Santos é Professor, Consultor, Palestrante e Co-Autor do Livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados". Elaborou o curso de “Gestão Empresarial” e atualmente ministra Palestras e Treinamentos Sobre Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Contatos: jcss_sc@yahoo.com.br (21) 2233-1762 / (21) 9423-9433 / www.profigestao.blogspot.com