Franquias - Chaves para ser bem sucedido
Por Sérgio Dal Sasso
25/03/2011
Como escolher uma franquia?
Uma escolha, por parte do interessado, deve reunir aptidão, conhecimento,
gosto pela atividade e recursos para o investimento. Na outra ponta e por
parte do franqueador, espera-se um conjunto de valores que justifiquem o
sucesso e histórico de uma marca, transparência no modelo de negócio
proposto e suporte técnico que reúnam atrativos para viabilidade de
investimentos e retornos ao franqueado.
Da reunião entre uma franquia atrativa e um franqueador com potencial para
integrar o sistema, consolidasse o interesse mutuo, que nunca deve ser
resolvido pela empolgação das apresentações, pois o interesse por um bom
convívio e parceria deve envolver seguranças que qualifiquem a satisfação
das partes, diante de um seletivo processo que ateste a segurança a ser
verificada pelo bom andamento da rede e suas franquias e a identificação do
histórico do próprio franqueado como parte adequada a somar nos negócios do
grupo. Análise, pontos fortes e fracos, investimentos, suporte e
relacionamento serão bases para a escolha e definição de parceria.
O layout, produtos, decoração, vitrine, etc, já vêm formatados ou há espaço
para a criatividade do varejista?
Vai depender muito do modelo do sistema e do tipo de negócio ofertado. Na
maioria dos casos existe um padrão a ser seguido, justamente para criar uma
imagem única da rede, mas os produtos e serviços a serem oferecidos dependem
dos gostos regionais e sempre devem exigir adequações por parte do
franqueador para maximizar o potencial do negócio.
A criatividade e inovação do sistema sempre estarão ligadas a resultados e a
sua forma de evoluir. Numa rede organizada sempre será de interesse do
franqueador, a formação de um ambiente de troca, que vêm do entendimento que
para se mudar é preciso saber ouvir diante da seleção de experiências e
iniciativas bem sucedidas, que possam contribuir para o aperfeiçoamento dos
processos do próprio modelo.
E os clientes? Vêm junto com a marca e/ou é preciso conquistá-los?
Um marca de tradição já é uma expectativa natural de fluxo de clientes e
talvez esse fator, aliado a segurança, seja uma das grandes vantagens do
sistema. Isso deve ser levado em conta como ponto de partida, mas
evidentemente nenhum negócio prevalecerá pelo vegetativo da marca e sim pelo
desempenho da atividade a ser instalada e sua capacidade de saber fazer bem
feito no sentido de conquistar, atender, solucionar e manter seus clientes
satisfeitos. Na verdade nos dias atuais, e no caminho de sermos
competitivos, temos que vencer frente às enormes opções disponibilizadas
pelo mercado para atender e servir os nossos potenciais consumidores, o que
faz com que a conquista seja algo diário a ser trabalhado pelas
organizações, independente do modelo de negócio, e diante de todos os
estágios classificatórios de clientes a conquistar e conquistados.
Quais os cuidados que devemos, antes de optar por uma franquia? Explique.
Não devemos ter precipitação nas decisões, que antes devem ser alimentadas
de paciência, num sentido de colher todas as informações que envolvem as
bases do negócio e a confirmação da sua solidez. Região de escolha e custos
devem se unir ao plano de investimento diante de um projeto que integre a
nossa realidade e capacidade para formar um conjunto que nos clareie e
ajude-nos a decidir. Alguns cuidados devem ser adicionados para assegurar as
opções:
- Obter informações transparentes em relação à situação econômica e
financeira da empresa franqueadora, pela própria entidade e juntos a órgãos
representativos do sistema.
- Verificar em detalhes os valores e recursos a serem necessários para
adquirir a franquia, suas exigências e fases dos investimentos.
- Verificar em detalhes sobre o suporte técnico e humano e outros benefícios
que serão ofertados ao franqueado.
- Verificar os benefícios e custos inerentes as taxas a serem cobradas pela
rede, incluindo royalties, verbas de marketing e outras taxas de serviços
que eventualmente podem ser cobradas.
- Verificar o nível de satisfação do já franqueados e o modelo de
relacionamento praticado dentro da rede entre franqueador e franqueados.
- Elaborar um planejamento criterioso, reunindo o plano total de
investimentos versus desembolsos e expectativas de resultados nas formas de
previsões detalhadas e realistas, para planejar o como e quando a operação
pode começar a superar seus custos, amortizar seus investimentos e
expectativas.
O franqueado conta com o apoio do franqueador? Em que sentido?
Deve sempre contar com o apoio continuo do franqueador e sua rede de suporte
operacional, pois mesmo sendo o franqueado um empresário independente, sua
opção por um de negócio baseado em franquias, inclui uma visão facilitadora
em relação ao desenvolvimento da atividade pretendida, principalmente nos
fatores que ligam a experiência da marca em todos os níveis de necessidade
de um franqueador. A evolução de um sistema de franquia depende da qualidade
dos seus franqueados e do reconhecimento da liderança destes pelo seu
franqueador.
No dia a dia verifica-se que esse modelo de negócio será bem sucedido na
medida em que haja capacidade de se estabelecer integração entre seus
participantes, que devem superar conflitos pelo desenvolvimento de soluções
comuns e positivas rumo à evolução e qualificação da marca, pelo
amadurecimento e resultados das atividades dependentes.
Quando uma franquia pode significar um mau negócio? Por quê?
Existem vários fatores para que um negócio fracasse, e que normalmente estão
ligadas as distorções que fazemos diante de uma visão inicial e a realidade
operacional da atividade. Uma franquia é uma oportunidade de pertencer a um
negócio onde a tese já foi testada e aprovada e sem duvida pode facilitar o
desenvolvimento de uma nova atividade, porém não ausenta e nem limita a
necessidade de termos competência como fator profissional.
Um mau negócio é decorrente geralmente da superficialidade, típicas de
momentos onde a própria ansiedade, pelo querer andar rápido no
desenvolvimento das coisas, supera a racionalidade da inclusão dos detalhes,
que de alguma forma nos enriquecem de atenção diante dos projetos. O não
prever, o não incluir, pode antecipar o tempo, mas normalmente num sentido
de reduzir as expectativas entre empolgação e a ilusão.
Sérgio Dal Sasso é consultor em gestão empresarial, escritor e palestrante em Administração de Negócios, Empreendedorismo, Gestão de Vendas, Carreiras e Educação Acadêmica. (Portal: www.sergiodalsasso.com.br)