Geração Z
Por Daniel Portillo Serrano
17/07/2010
Classificar gerações de épocas específicas e nomeá-las tem sido um hábito
comum desde o Século passado. Baby Boomers, Milennials, Yuppies, e outras
denominações tem aflorado na literatura para se referir a uma determinada
geração.
Diferentemente de classificação por idades, sexo ou renda, como por exemplo,
adolescentes, adultos, ricos, pobres, homens e mulheres, a classificação por
gerações se apresenta mais correta para definir alguém, mesmo com o passar
dos anos.
Se não, vejamos. Hoje, uma pessoa de 13 anos com uma renda alta poderá ser
classificada como um adolescente pertencente à classe “A”. Isso não quer
dizer que dentro de 30 anos, esta mesma pessoa continue sendo um adolescente
(já que terá, então 43 anos) nem continuará pertencendo à classe “A” (já que
poderá ter, por exemplo, empobrecido).
Já as gerações permanecem com suas denominações, independente de mudanças
pessoas, de idade ou de renda.
Algumas denominações atuais tem usado as letras do alfabeto. Assim, a Geração X se refere aos filhos dos Baby Boomers
da segunda guerra mundial e a geração “Y” se refere aos filhos da geração
“X”. Leia mais sobre gerações no artigo “Geração
X, Geração Y, Geração Z...”.
Uma nova denominação está sendo utilizada para uma geração cada vez mais
presente e atuante no mercado: a geração “Z”. Ao contrário do que possa
parecer, no entanto, a Geração Z não é formada pelos filhos da Geração Y. A letra Z indica uma geração de
indivíduos preocupados, cada vez mais com a conectividade com os demais
indivíduos de forma permanente.
Assim, se as gerações anteriores se conectavam com o seu mundo através de um
computador de mesa, a nova geração passou a ficar constantemente disponível
e conectada através de dispositivos móveis. A noção de grupo passa a ser
virtual. Cada pessoa passa a ter o seu vídeo game, a sua TV, o seu celular e
o seu equipamento de som. Isto muda a forma de comportamento e
relacionamento social sobremaneira, já que até então, essas formas de
diversão, entretenimento ou comunicação eram coletivas. Ao final do Século
XX, a televisão ocupava um lugar central na sala, reunindo a família no que
se chamava “horário nobre”. Da mesma forma no início do Século passado, o
Rádio e equipamentos de som ocupavam esse lugar. A geração Z dispõe de todos
esses dispositivos em equipamentos portáteis que não os prendem mais a lugar
nenhum. A sala da família unida em torno da televisão como ironizado na
abertura da série “Os Simpsons”, deixa de existir.
Os indivíduos da geração Z, normalmente são datados como nascidos ao final
do Século XX, entre 1990 e 2009. Mas, os gerados no início do Século XXI,
independente de outras denominações que possam, ainda ser dadas, mantêm as
características da geração Z. (alguns estudiosos já estão chamando os
nascidos a partir de 2010 de Geração Alfa).
Assim, pessoas da geração Z acabam trazendo traços de comportamento das
gerações anteriores, aliado a uma forte Responsabilidade Social e
preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta. Já foi dito
que a geração Z se parece mais com a geração Y do que os próprios indivíduos
da Geração Y. A mudança e evolução da tecnologia estão fazendo nascer uma
nova classificação: a Geração M. Com características semelhantes à Geração
Z, adicionada a simultaneidade no uso dos dispositivos eletrônicos.
Semelhante à geração Y, a geração Z não é fiel a marcas, vive em função de inovações tecnológicas e prefere o mundo virtual ao real. A diferença entre ambas as gerações, no entanto, é que se a geração Y precisava se conectar à Internet, para entrar no seu mundo, a geração Z já nasceu conectada. Não há mais a necessidade de um computador. A Internet está presente em todos os seus equipamentos: telefone, notebooks, televisores de última geração e dispositivos portáteis. Conversa com os amigos por SMS (já que o e-mail está fora de moda). Ao invés de usar o celular no ouvido o utilizam à frente dos olhos. São multitarefa e não são fieis a trabalhos ou empregos que não estejam de acordo com suas crenças.
A geração Z é a encarnação do que a geração Y gostaria de ter sido. Vários adolescentes da geração Y tinham que usar modems, ou acesso discado para “entrar na Internet”. Sempre à frente de um computador Y. A geração Z trata as conexões à Internet como se fossem o fornecimento de eletricidade ou água. Assim como sabem que ao abrir uma torneira a água sai e ao ligar um equipamento em uma tomada, ele funciona, a Internet á algo abundante e disponível. Poucos conheceram uma conexão discada. Na verdade poucos sabem o que significa discar.
A geração Z será a grande consumidora de tecnologia dos
próximos anos. Poucos fabricantes estão atentos a isso. Enquanto todos
festejam a geração Y como os consumidores do futuro, é a geração Z que acaba
consumindo os gadgets mais badalados e inovadores. A geração Y já está
entrando no mercado de trabalho produzindo o que eles não tiveram de
gerações anteriores. Grande parte procura empresas de tecnologia para
fabricar sonhos inimagináveis anos atrás. E os grande consumidores dessa
fornada será a geração Z.
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Crédito das fotos: Freefoto
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Daniel Portillo Serrano é Palestrante, Consultor e Professor. Bacharel em Comunicação Social com ênfase em Marketing Pela Universidade Anhembi Morumbi, e pós graduado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Ibero-Americano - Unibero, Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Paulista - UNIP. É consultor de Marketing e Comportamento do Consumidor e editor dos sites Portal do Marketing e Portal da Psique . Tem atuado como principal executivo de Vendas e Marketing em diversas empresas do ramo Eletroeletrônico, Telecomunicações e Informática. É professor de Marketing, Administração, Estratégia, Comportamento do Consumidor e Planejamento em cursos universitários de graduação e pós graduação. Acesse aqui o Currículo Lattes de Daniel Portillo Serrano . Veja um Vídeo do Daniel Portillo Serrano