Gestão de alto desempenho é assunto para profissionais
Por Ivan Postigo
12/08/2010
Gosto de esporte, entre outras razões, pela lição que nos deixa separando
principiantes, amadores e profissionais.
O principiante começa a dar os primeiros passos, motivado, mas sem a paixão do
amador. Este, por sua vez, não tem a preparação física, técnica e objetividade
do profissional.
Para o profissional, resultado é determinante. Ele avaliará, cobrará e assim
será cobrado. O sucesso determina seu valor e de seu time.
Esse conceito profissionaliza a pessoa, a equipe, o mercado.
Extrapolando, ouvimos de vez em quando a frase: Este time se tornou uma empresa!
Interessante, será que podemos aplicar esse raciocínio às nossas organizações?
São estas principiantes, amadoras ou profissionais?
Os gestores de nossas empresas são efetivamente avaliados pelos resultados?
Há compromisso efetivo com as metas estabelecidas e conseqüências por atingi-las
ou não?
Quem avalia e como os desempenhos são avaliados?
Nossas empresas e gestores são submetidos à algum conselho de administração que
possa avaliar com isenção a condução dos negócios e os resultados alcançados?
Gestores que arriscam a carreira, com ações arrojadas, gerando resultados
excepcionais, são devidamente recompensados?
Quantas empresas, no mercado brasileiro, podem ser consideradas de alto
desempenho?
Podem ser muitas, poucas, para esta conversa não importa, sua empresa é de alto
desempenho? Você é um profissional para atuar nesse modelo de gestão?
Empresas de alto desempenho são concorrentes terríveis e competidores temíveis.
Quando entram em um segmento é para conquistá-los e obter a liderança.
São criativas e incansáveis. Atraem e retém talentos. Desenvolvimento de
habilidades e exploração de oportunidades, com sentido de urgência, integra sua
cultura.
O alto desempenho as destaca, assegura visibilidade, gera respeitabilidade e
inconfundível reconhecimento.
Seus produtos quando lançados não são contestados, mas festejados. Seus erros
inaceitáveis e duramente criticados.
Seus clientes são fãs e motivados defensores. Sua marca uma referência de
qualidade, segurança, bom-senso e status.
Integrá-las como colaborador uma aspiração, um desafio e uma referência para o
currículum.
A oportunidade atrai candidatos determinados, as exigências afastam os
despreparados.
Inovação, atualização, desempenho e sucesso são temas dos debates diários,
impedindo a acomodação e o desânimo.
Nas organizações de alto desempenho sente-se uma eletricidade no ar, gerada pela
alta movimentação e dinâmica do processo.
Benchmarkings são necessários, estudos de mercado são efetuados, concorrentes
são observados, mas as barreiras detectadas e pontos a serem superados são as
próprias limitações.
Um profissional sabe que seu maior desafio é a auto-superação e que suas
limitações são aqueles que ele se impõe.
Em gestão de alto desempenho limitações podem existir no homem, não na equipe. A
superação dessa fragilidade é feita com adição de competência.
Nessas organizações seus gestores sabem que de alto-desempenho é resultado da
excelência do homem.
Gestão de alto-desempenho é ou não assunto para profissionais?
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
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