Liderar à Distância cada vez Mais uma Tendência
Por Sonia Jordão
20/10/2010
Uma tendência mundial, as reuniões à distância, antes restritas a poucos
executivos ou a um público específico como os jovens em salas de bate-papo e
MSN, são utilizadas com maior freqüência por empresas pela necessidade de
retorno rápido e informações. Atualmente, a busca por melhores resultados levam
a redução de custos operacionais, assim como a otimização de tempo. Isso faz com
que a tecnologia digital passe a ser um investimento estratégico nas
organizações.
Uma equipe virtual é um grupo de pessoas que trabalha de forma interdependente
com um propósito comum e sem fronteiras espaciais e temporais. A distância não
elimina a constante interação entre todos. Dessa forma, as organizações tendem a
aproveitar toda tecnologia disponível para alcançarem seus objetivos e estarem,
simultaneamente, em todos os lugares importantes visando a ampliação de suas
possibilidades de negócios.
Paulatinamente, a comunicação virtual passou a ser utilizada por líderes que
precisam otimizar seu tempo e se comunicar com seus liderados de diferentes
lugares, vários vezes ao dia e, em muitos casos, ao mesmo tempo. Isso tem se
tornado um fator fundamental, um diferencial ao considerarmos a velocidade das
informações, a concorrência cada vez mais acirrada e a urgência na tomada de
decisões. On line é possível melhorar o uso do pouco tempo disponível, sem
maiores problemas com barreiras espaciais, por exemplo.
Contudo, o líder virtual, aquele que lidera à distância, tem de estar atento
para diversos aspectos como a definição de metas claras e o local em que serão
realizadas as tarefas de modo que a equipe consiga realizá-las sem maiores
dificuldades. Apesar de a liderança ser virtual, quem a exerce precisa buscar,
sempre que possível, ter reuniões presenciais. O contato humano poderá ser
suplementado pelo meio virtual, mas jamais substituído. Afinal, o computador não
tem carisma. E-mail não sorri e nem tem brilho nos olhos. A motivação deve ser
uma preocupação constante.
Responder cada e-mail ou solicitação, pela Internet ou por telefone, o mais
rápido possível, e estar sempre à disposição da equipe é de fundamental
importância. Assim, a equipe pode perceber a presença do líder, mesmo à
distância, supervisionando e avaliando cada tarefa realizada e dando retorno
imediato.
Uma vez que pessoas lideradas virtualmente estão sob pouca ou nenhuma supervisão
direta, esse cenário requer que possuam características pessoais chamadas
“competências virtuais”. Entre elas estão: o conhecimento da tarefa a ser
executada, iniciativa, capacidade de decisão, responsabilidade, conhecimento das
ferramentas de comunicação a serem usadas, além de auto-motivação e autonomia
para decidir.
Bons líderes virtuais lêem muito. Além de ler, procuram ter tempo para
administrar a relação com sua equipe e ainda reler suas correspondências antes
de enviá-las. Assim, evitam que erros de português e/ou mensagens com possíveis
erros gerem interpretação inadequada.
Nesse contexto, de dinamização do tempo e diminuição dos custos, é vital para as
organizações descobrirem seus líderes, virtuais ou não, já que sempre há pessoas
exercendo a liderança em determinados assuntos, mesmo que seja uma happy hour no
fim da semana.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”. e-mail: tecer@soniajordao.com.br - Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.umnovoprofissional.com.br