Líderes Autoritários, Espécies em Extinção
Por Sonia Jordão
20/10/2010
Nos dias de hoje, se os resultados e metas não são atingidos
como programados alguém acaba pagando caro por isso dentro das organizações.
Mesmo sendo um profissional comprometido, empenhado, competente e com um
currículo espetacular é preciso não só alcançar, mas também superar os objetivos
esperados.
A pressão por resultados acaba levando muitos líderes a caírem numa armadilha:
agem de forma explosiva com seus liderados e, nem assim, chegam às metas
planejadas.
Alguns gestores simplesmente não aceitam erros dos membros de sua equipe,
principalmente se a falha prejudicar outras pessoas ou os resultados almejados.
Os acertos anteriores do profissional deixam, então, de serem importantes. Em
momentos críticos ou de pressão o executivo acaba explodindo e tratando o
colaborador de maneira deselegante, quase grosseira.
Algumas atitudes do líder explosivo estão tão enraizadas à sua personalidade que
ele as toma de forma automática, sem perceber. Quando chama a atenção de algum
colaborador, ele aponta tantos argumentos que deixa o interlocutor arrasado.
Mesmo não aumentando o tom de voz, o líder consegue desmotivar a pessoa apenas
com determinadas atitudes.
Nos momentos de fúria, até problemas de saúde podem surgir. Foi o que
descobriram pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA: pessoas
que se irritam intensamente e com freqüência têm três vezes mais probabilidade
de sofrer um infarto do que aquelas que encaram as adversidades com serenidade.
E não é só isso! Em alguns casos, as atitudes explosivas podem levar o alvo da
agressão a até ajuizar ação na Justiça.
Na maioria das vezes é nosso temperamento que nos faz agir de determinada forma
ao enfrentarmos uma situação delicada. Como cada temperamento possui aspectos
positivos e negativos, não existe um que possa ser considerado superior ou
inferior em relação aos demais. O que há é um comportamento mais adequado para
determinada situação.
É possível amenizar um comportamento agressivo. E, ainda, é possível um líder
deixar de ser autoritário, sem, com isso, perder a autoridade. Para tanto:
* Tenha consciência da necessidade de mudar suas atitudes.
* Busque motivos para querer mudar e vigiar seus pensamentos.
* Conheça seus pontos fortes e potencialize-os.
* Encontre pessoas, na sua equipe, com características opostas às suas e que
possam complementar seus pontos fracos.
* Perceba que uma derrota só o torna mental e espiritualmente mais forte.
* Perdoe-se pelos fracassos e erros que cometeu no passado.
* Aprenda a controlar e gerenciar suas emoções e as dos outros.
Mas, acima de tudo, lembre-se:
* O bom líder é aquele que procura mostrar as razões pelas quais algumas tarefas
precisam ser realizadas.
* Na busca por um profissional melhor é preciso, antes, se tornar uma pessoa
melhor.
* Os colaboradores precisam ser tratados com respeito independentemente de terem
ou não razão.
* É possível conseguir resultados positivos sem impor sua vontade.
* É sua atitude como profissional que determinará sua permanência ou não em
determinada empresa.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”. e-mail: tecer@soniajordao.com.br - Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.umnovoprofissional.com.br