Se você
está pensando em estruturar
uma operação de e-commerce
para sua empresa, com
certeza já se deparou com
essa e outras dúvidas. É
natural, tendo em vista as
opções para quem deseja se
lançar no mundo do comércio
eletrônico. A escolha entre
ter uma loja customizada ou
ter uma loja dentro de
shoppings virtuais – que
funcionam como os shoppings
que conhecemos – está ligada
a dois pontos principais:
qual o objetivo da empresa e
quanto ela deseja investir
nesse novo projeto. Quer
dizer, há necessidade de
fazer um planejamento
anterior. Uma loja virtual é
um negócio novo, sendo
assim, o empresário deve
fazer um plano de
viabilidade antes de evoluir
em qualquer direção. Essa é
a única forma de reduzir a
taxa de mortalidade de novas
empresas, que ocorre no
mundo virtual, e também no
real, e está em torno de
50%, segundo o Sebrae e a
Camara-e.net, ou seja,
metade das empresas não
sobrevivem ao primeiro ano
de operação. Relembro, com
isso, da importância que um
bom planejamento tem para os
negócios.
Voltando à questão, se a
empresa, no seu
planejamento, definiu que o
resultado das operações na
web deverá ter grande
participação no seu negócio,
ou se a nova empresa é um
negócio totalmente virtual,
a sugestão é pensar em um
desenvolvimento customizado,
investindo um pouco mais,
mas adequando o site de
e-commerce às suas reais
necessidades, não ficando
assim presa a formatações
pré-existentes, que ocorre
na maioria dos shoppings
virtuais.
Por outro lado, se a empresa
já tem diversas lojas e
deseja apenas “experimentar”
o universo do comércio
eletrônico, tendo poucas
expectativas inicialmente
com relação aos resultados,
ou seja, ela deseja fazer um
“piloto” de sua atuação
online, então poderá
utilizar o caminho dos
shoppings virtuais, visto
que são práticos e bem mais
econômicos em termos de
investimentos. E, feito esse
“teste”, dependendo dos
resultados, então ela poderá
partir para um investimento
maior.
Em qualquer das opções
acima, vale lembrar que a
operação no mundo virtual
não deve ser considerada
algo trivial. Exige
dedicação, pois para a
empresa ser encontrada na
web ela deve investir em
divulgação diferenciada,
como por exemplo, nos
buscadores como Google,
Yahoo ou Bing, que são
fundamentais, visto que em
torno de 80% das pessoas
pesquisam antes de comprar
qualquer coisa.
E para ter bons resultados
nesse campo ela deverá
investir em SEM (Search
Engine Marketing) que são
técnicas para melhorar a
posição do seu site nas
“buscas orgânicas”, entre
outras formas de divulgação,
como links patrocinados,
redes sociais, etc. No caso
dos shoppings virtuais, em
geral, esse trabalho de
marketing é feito pelo
próprio operador do
shopping, mas é sempre
aconselhável a empresa
conhecer melhor sobre isso
para que possa monitorar
seus resultados.
Sandra Turchi é graduada
pela FEA-USP, pós-graduada
pela FGV-EAESP e MBA pela
Business School São Paulo
com especialização pela
Toronto University e em
empreendedorismo pelo Babson
College em Boston. É
superintendente de Marketing
da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP) instituição
que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção
ao Crédito). Site:
www.sandraturchi.com.br -
Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi

