“Ouvir a outra pessoa e
entender quais são seus
interesses”
Segundo o consultor William
Ury, fundador e diretor do
curso de Negociação da
Harvard Business School, e
considerado um dos maiores
especialistas do mundo no
assunto, em entrevista à
revista Exame (agosto de
2006), saber negociar é
talvez a principal
competência necessária a
qualquer executivo.
A partir desta premissa, é
fácil entender porque é
fundamental todo
profissional aprimorar sua
capacidade de negociação
como parte da estratégia de
marketing pessoal, para
projetar uma boa imagem no
mercado.
Então vamos entender como
proceder em uma negociação
para obtermos êxito. O
principal atributo de um bom
negociador é ouvir o outro
lado e entender quais são
seus reais interesses. Esta
não é uma tarefa tão fácil,
pois normalmente quando as
pessoas se envolvem em uma
negociação, cada um fica
pensando em seus próprios
interesses e como resolver
seus problemas.
O que o consultor William
Ury defende é uma postura
justamente oposta a esta.
Negociar deveria ser um
exercício de ajudar a
resolver o problema alheio,
em contrapartida, o outro
lado acaba resolvendo o
nosso problema.
Dois componentes são
imprescindíveis como
qualidades de um negociador:
primeiro sua capacidade de
comunicação interpessoal,
para que possa perceber os
sinais sutis, verbais e não
verbais que esteja recebendo
de seu interlocutor; e
segundo, a flexibilidade,
que ajuda muito em todo
processo de negociação.
Posturas muito rígidas
acabam criando resistências.
Na comunicação interpessoal
é preciso estar atento aos
sinais que estamos
recebendo. Após uma
proposta, se estivermos
prestando bastante atenção,
poderemos perceber se o
outro concordou ou não
conosco, se está disposto a
ceder ou não, mesmo antes
dele afirmar isto. Devemos
observar se há congruência
entre o que a pessoa está
dizendo com sua mensagem não
verbal.
A flexibilidade é também uma
arte, pois devemos sempre
iniciar uma negociação com
certa margem para negociar,
caso contrário, você poderá
ficar em dificuldade para
realizar o negócio.
Manter-se, também, muito
atento aos interesses,
desejos e necessidades do
outro negociador, e saber
ser flexível no momento
certo.
Por exemplo, numa negociação
de compra, se o cliente pede
a um vendedor um desconto e
este rápido e facilmente
fornece todo o desconto que
tem direito, isto vai gerar
uma desconfiança no
comprador, que então
possivelmente pedirá mais
descontos, e neste caso o
vendedor estará em apuros.
Poderá inclusive perder a
venda com uma atitude desta.
É preciso valorizar cada
momento em que for flexível
e tiver que ceder em uma
negociação.
Portanto, sugerimos a todos
os profissionais que
desenvolvam sua capacidade
de negociação como parte de
seu plano de marketing
pessoal, pois a imagem de
bom negociador fortalecerá
também sua imagem
profissional. Todos querem
trabalhar com bons
negociadores, e toda empresa
precisa de bons negociadores
em seu quadro funcional.
Ari Lima é
empresário, engenheiro,
consultor em marketing
pessoal e gestão de
carreiras e especialista em
marketing e vendas.
Desenvolve treinamento em
marketing pessoal e
marketing jurídico para
profissionais liberais,
empresas, escritórios e
estudantes universitários.
Ministra cursos, seminários
e palestras realçando o lado
prático e funcional do
marketing e escreve artigos
diariamente para diversos
sites e revistas. Além de
uma sólida formação teórica,
possui 25 anos de
experiência prática em
gerenciamento e treinamento
de vendedores e de gerentes
de vendas, bem como
atendimento a clientes.

