Mentes Privilegiadas, pessoas determinadas, uma fantástica aliança
Por Ivan Postigo
07/10/2010
Idéias para se tornarem negócios precisam de empreendedores.
Viabilizá-las financeiramente, colocá-las à disposição do público, incentivar
seu uso e consumo, dependem mais do conhecimento das necessidades humanas,
criando e atendendo expectativas, do que do domínio da tecnologia.
Você tem alguma dúvida sobre isso?
Pense comigo: Qual o papel do zíper e do velcro? Talvez você diga que ambos têm
a mesma finalidade.
Vá ao mercado e observe qual deles está mais presente nas roupas e acessórios e
por quê?
O avião, a luz elétrica, o néon, o micro-ondas, o televisor e muitas outras
invenções poderiam não passar de idéias extravagantes não fosse o tino comercial
de algumas pessoas.
É verdade que alguns cientistas também são empreendedores, com isso são capazes
de levar ao mercado suas invenções, fazendo destas grandes negócios. Os que não
tiverem essa expertise podem se valer de parcerias para propagação do produto,
viabilização fabril e também financeira.
No mundo não faltam idéias à procura de apoio, e recursos em busca de boas
idéias. Os aspectos mais delicados a serem trabalhados são a falta de disposição
para conversar e a desconfiança a ser superada.
Uma boa conversa nunca custa nada. A barreira é criada pelo próprio homem que
está sempre esperando resultados imediatos e mostra pouca disposição para
divisão dos lucros.
O primeiro passo para quem quer ganhar dinheiro e construir um grande negócio é
ter consciência que ninguém faz nada sozinho. Ainda que sócios possam ser
evitados, parceiros são necessários para fornecimento de peças, materiais,
produtos e mesmo recursos.
Contratos existem exatamente para estabelecer propósitos, divisão de trabalho,
responsabilidades e ganhos.
Boas parcerias demandam raros manuseios de contratos. Estes existem como
resultado das relações e formalização dos acordos e não o contrário. As
intenções nascem e se consolidam antes.
Contrato que sai da gaveta costuma atender situações conflituosas e muitas vezes
o faz para produzir uma solda na aliança que se rompeu.
Idéias não significam apenas produtos, materiais físicos, muitas estão ligadas a
sistemas e formas de trabalho.
Observe o que aconteceu com o Japão. Foram os modelos de gestão que permitiram
obter a excelência nos produtos ou esta é que o conduziu a adotar determinados
modelos? Certamente os modelos antecederam os produtos como filosofia
empresarial, e com mais recursos, posteriormente, puderam ser incentivados.
A linha do tempo que permite essa visualização é tênue, muitas pessoas terão
dificuldades em aceitar essa separação, mas não é difícil ratificar essa
afirmação.
Modelos de gestão são passageiros quando não tem como base uma cultura. Na falta
desta se tornam modismos. Não foi o que ocorreu no Japão. A cultura da
excelência estava em busca de idéias e as abrigou quando encontrou.
Analise sua empresa. Há mentes privilegiadas e pessoas determinadas?
Há incentivo para formação de alianças e parcerias?
E os ganhos, como são divididos?
Sua empresa está descobrindo, contratando talentos e conseguindo retê-los?
Para muitos gestores isso não passa de mais um discurso. Não importa, quando
estiverem realmente empenhados em construir o futuro terão que encarar essa
verdade.
O sucesso sempre deixa claro que mentes privilegiadas e pessoas determinadas
formam uma fantástica aliança.
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br - ipostigo@terra.com.br