No Topo o Vento é
frio e os Ventos Fortes
Por Ivan Postigo
07/02/2012
Em atividades que envolvem competição, os
participantes são implacáveis. Não
significa que não respeitem os oponentes, mas que usem todas as
regras do jogo e habilidades para superá-los.
O boxeador não deixará de nocautear
seu adversário, nem o atacante evitará fazer o décimo gol, em sonora
goleada. Assim também é o jogo empresarial.
A luta não é por espaço no armazém
do cliente, um lugarzinho na vitrine do revendedor, uma gôndola a
mais no supermercado, um outdoor na rua principal. O esforço é para
ocupar, pelo tempo que for possível, a mente do consumidor.
A terrível luta para chegar ao topo
dessa montanha do sucesso, espaço para apenas um, traz uma
surpreendente novidade para quem a alcança: fincada a bandeira, não
há conforto, pois o tempo é frio e os ventos fortes.
A concorrência pelo privilégio de
ocupá-lo é negócio para profissionais. Por essa razão, poucas
empresas conseguem manter por muito tempo essa condição.
Ainda que insistamos, gestores
negligenciam o fato de que a permanência ou mesmo a descida requer a
boa companhia de experts, pessoas acostumados a lidar com as
intempéries.
A descida é sempre mais perigosa
que a subida. Há o cansaço, o desânimo pela perda do lugar, o
encontro com grupos motivados, subindo cheios de energia, o uso de
novos recursos de escalada, e os competidores vão chegando com seus
tanques de oxigênio carregados de ar puro.
Quanto mais baixo desce a empresa, maior o
risco de ser atingido por avalanches. Lá no alto há muitos pés
pisando em pedras soltas.
Empresa no topo é adversário a ser
derrotado. Ainda que não queira, é inevitável que o vencedor sempre
deixe no rastro do sucesso lições que podem ser aprendidas e
aperfeiçoadas.
Note que recordes que ficaram muito
tempo sem ser batidos, uma vez que ocorram, serão superados
sucessivamente Nesse aspecto, crer é poder. Poder que leva o homem a
feitos extraordinários, eliminando a própria descrença e descrédito.
Por que chegar ao topo, se a
permanência cobra alto preço?
Por uma razão muito simples: para permanecer em
qualquer competição, o mínimo que podemos fazer é dar o máximo.
No jogo das empresas, o preço da
entrada não costuma ser baixo e o de saída pode ser muito maior.
É sempre bom lembrar a velha frase:
por que veio, veio por quê?
Se não está preparado, não entre na competição.
Entrou no jogo é para jogar.
Como ficar de fora, se a até a
Luiza voltou do Canadá?
O trabalho na montanha do sucesso
não requer apenas a superação dos adversários e das adversidades, é
necessário levar ao local da permanência os recursos para
subsistência.
O que carregar e como continuar a
abastecer o local são decisões que dependerão de conhecimentos,
recursos financeiros e habilidades excepcionais, que produzirão as
vantagens competitivas.
Bem agasalhado, com um bom café, ao
lado de uma boa fogueira, céu azul, boa companhia, a vista lá de
cima é indescritível.
Dizem os especialistas e os
estudiosos que do alto é mais fácil observar as carências e criar as
condições do futuro.
Não acredita? Bom, já esperava essa
reação.
Vem, vamos perguntar a quem chegou!
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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