Passe segurança nas vendas on-line
Por Sandra Turchi
21/07/2010
Para se obter sucesso no e-commerce é fundamental atentar-se para alguns fatores
determinantes, atacando de frente aqueles pontos que geram maior receio nos
consumidores em suas compras on-line. Os principais receios para que as pessoas
não comprem na web estão relacionados, inicialmente, a aspectos financeiros,
como fraudes ou clonagem de cartão de crédito, o segundo é o medo de não receber
o produto, adequadamente e o terceiro é a falta de contato com o produto.
Para reduzir esses e outros medos dos e-consumidores o lojista deverá investir
em um site bem estruturado e preocupar-se com aspectos de segurança contra
riscos de invasão por hackers, por exemplo. Há empresas especializadas nisso.
Outro ponto relevante com relação à segurança é a utilização de ferramentas de
pagamento seguro, nas quais o varejista on-line poderá contar com um serviço que
funciona da seguinte forma, o cliente que está comprando efetua o pagamento a
uma empresa parceira ou “intermediária” e não diretamente à loja. Essa empresa
parceira funciona como uma “depositária” dessa compra. Esse parceiro é informado
pelo cliente se o produto foi recebido corretamente e só então ele efetua o
pagamento à loja que vendeu o produto. Além disso, o cliente tem até 14 dias
para reclamar e ter seu dinheiro de volta, caso algum problema ocorra. Isso, sem
dúvida, traz maior segurança e transparência ao processo. Esse mecanismo todo é
chamado de “gateway de pagamento”. Essas empresas parceiras cobram uma taxa, mas
não do lojista, e sim do cliente. O lojista não tem custos de adesão e ainda tem
a opção de receber um adiantamento das compras realizadas a prazo.
Há ainda outras opções que têm evoluído, como o pagamento ou transferência de
valores diretamente, inclusive há um aplicativo do Twitter para isso, chamado
Twitpay. Esses novos formatos têm como alvo os altos custos das operações de
cartão de crédito, bem como a demora em receber os valores pelos lojistas.
O segundo ponto, que é o receio de não receber o produto corretamente, deve ser
atacado com uma operação logística adequada, que ofereça uma entrega rápida e
segura ao cliente, bem como uma logística reversa, que é a possibilidade de o
cliente trocar ou devolver o produto no caso de quaisquer problemas.
O tratamento para o terceiro ponto, que é a falta de contato com os produtos, é
um pouco mais complexo, pois virtualmente ainda não conseguimos transmitir
muitas sensações como tato e olfato, por exemplo, mas o que pode ser feito nos
sites de e-commerce é utilizar várias formas de apresentação dos produtos, com
fotos de diferentes ângulos, vídeos, informações com relação a tamanhos e
formatos, indicações de outros usuários que já compraram aquele produto, enfim,
uma ampla gama de dados que contribuem para dar mais conforto e segurança ao
cliente no seu processo de tomada de decisão de compra.
Essas são apenas algumas medidas que devem constar no planejamento da loja
virtual para reduzir a sensação de insegurança dos novos e-buyers. Pense nisso e
boas vendas!
Sandra Turchi é graduada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP e MBA pela Business School São Paulo
com especialização pela Toronto University e em empreendedorismo pelo Babson College em Boston.É
superintendente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) instituição que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção ao Crédito). Site: www.sandraturchi.com.br - Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi