Perguntas Precisas para Vender Mais
Por Diego Berro
20/07/2010
Possivelmente você já tenha ouvido alguém pronunciar a expressão “A melhor
resposta é uma pergunta!”. Será mesmo? Ora, quem faz perguntas precisas
recebe respostas especificas e informações de alta qualidade. E isso não é
tudo o que precisamos para levantar as reais necessidades dos clientes,
contornar as mais difíceis objeções e vender mais?
Justamente por isso, a Programação Neurolinguística (PNL), desenvolveu o
Metamodelo de Linguagem, também conhecido como “A Arte das Perguntas
Precisas”, que é um conjunto de instrumentos que possibilitam a obtenção de
informações de alta qualidade das pessoas com quem nos relacionamos e nos
comunicamos, especialmente os clientes e suas verdadeiras intenções e
necessidades.
Esses Padrões Lingüísticos de Excelência foram construídos a partir de um
modelo que teve como base a comunicação humana, a linguagem eficaz e o
funcionamento do cérebro que surgiu a partir de diversos princípios da
gramática transformacional, observações e modelagem de excelentes
comunicadores.
Essa técnica possibilita uma comunicação mais precisa, fazendo-nos
identificar com muito mais facilidade se está ocorrendo na comunicação,
omissões, distorções ou generalizações. Quando filtramos uma experiência, e
transformamos esta informação em padrões lingüísticos, estamos provocando
sucessivas deformações na estrutura da informação original. Generalizar,
distorcer e/ou omitir partes da informação, é provocar deformações e
empobrecimento da nossa percepção de mundo.
Por isso, as perguntas precisas, na hora e no momento adequado, fazem o
cliente pensar, e disponibiliza uma interpretação da realidade do outro,
fazendo-nos descobrir a real intenção do cliente e em como podemos ajudá-lo,
oferecendo a solução que atenderá especificamente suas reais necessidades.
Assim, devemos responder ao emissor com perguntas do tipo: o que, como e
quem.
Vejamos por exemplo as generalizações, que acontecem quando o cliente
generaliza totalmente um fato com base em suas experiências anteriores:
'Eu não gosto de definir nada sozinho, porque minha esposa sempre briga
comigo por ter comprado alguma coisa sem consultá-la'.
Metamodelando esse cliente, poderíamos levá-lo a pensar de forma a
ressignificar sua própria objeção, sugerindo algumas dessas perguntas:
'Sua esposa sempre briga com você, quando você compra qualquer coisa?'
'Em alguma ocasião você já comprou alguma coisa para sua esposa, sem
consultá-la, como um presente surpresa, por exemplo, e ela gostou?'
Quando, através de perguntas precisas, se questiona de forma sutil a
afirmação do cliente, automaticamente ele tende a mudar sua representação,
que por sua vez o levará a um resultado comportamental diferente.
As omissões, no entanto são alguns elementos omitidos na fala do outro e
também na nossa. A omissão pode ser facilmente compreendida quando no
fechamento de uma venda o cliente diz estar confuso para assinar o contrato.
Nessa situação, metamodelando o cliente, poderíamos, por exemplo, perguntar:
”Confuso em relação a que especificamente, senhor Paulo?”
Assim, com uma pergunta simples, mas inteligente, conseguimos descobrir o
elemento que faltava, que era aliás, o principal motivo do cliente fechar ou
não uma venda. Muitos vendedores, no entanto, não praticam a arte das
perguntas precisas, perdendo vendas por não saberem o que, especificamente,
o cliente está pensando.
Muitas vezes, nós vendedores, achamos que sabemos o que o cliente quer, ou
achamos que entendemos o que ele quis dizer, e em muitos momentos, no
entanto, damos a situação nossa própria interpretação, que em geral é
tendenciosa ao próprio significado pretendido por nós. Esta é a distorção,
que se caracteriza pelo julgamento de comportamento que é algo totalmente
subjetivo. É comum interpretarmos a realidade subjetiva como se fosse
objetiva e isso pode levar a situações de conflito. Conflitos geram
dificuldade em compreender as verdadeiras intenções do cliente e
consequentemente fechar a venda.
Quando você julga, por exemplo, que o cliente não quer comprar por que ele
está com cara de bravo ou por que ele está nervoso, você está interpretando
sua fisiologia, provavelmente, de forma imprecisa e pode estar perdendo a
chance de descobrir exatamente o que está acontecendo, afinal, o cliente
pode estar bravo por inúmeros motivos, mas para ter certeza é preciso
praticar a arte das perguntas precisas, que lhe auxiliam a identificar mais
facilmente o mapa de mundo do cliente e chegar mais rapidamente ao foco do
assunto, maximizando tempo, melhorando de forma extraordinária o fechamento
e conseqüentemente vendendo mais.
Não posso terminar esse artigo sem antes colocar em pratica o conteúdo aqui
oportunizado.
Como especificamente você pretende usar essa ferramenta a partir de hoje
para vender mais e melhor? Boas vendas e até a próxima.
Diego Berro é palestrante de vendas. Co-autor dos livros: “Os 30 + em
Motivação no Brasil” e “Ser Mais em Vendas”. Graduação em Gestão Empresarial
pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação
Getúlio Vargas. Formação Profissional de Nível Tecnológico em RH e Marketing
pela FGV-RJ. Máster Practitioner em Programação Neurolinguística. Ministra
palestras, workshops e treinamentos de vendas, realizando convenções de
vendas e treinamentos in-company em todo Brasil.
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