Uma Questão de Comportamento
Por Fábio Luciano Violin
15/02/2004
Poucas coisas são maiores ou mais fortes do que a capacidade humana de
moldar o futuro. Cada um carrega em si as condições necessárias para
estar realizando praticamente qualquer coisa a que se disponha, tanto de
bom quanto de ruim.
Porém, há quem atribua às circunstâncias os resultados obtidos e quando
algo não acontece ou dá errado, sempre encontram algum culpado ou alguma
desculpa.
Assim, algo parece ser uma constante: se você precisa que algo seja
feito, atribua a responsabilidade a alguém que já tem muita coisa a
fazer.
Quem tem muito a fazer, sempre encontra algum tempo para realizar mais,
porém, quem tem poucas tarefas ou não sabe organizar seu tempo quase
nunca cumpre prazos ou apresenta os resultados esperados.
Acreditar ou culpar as circunstanciais é muito cômodo.
O mundo esta recheado de histórias de pessoas que não tinham nem as
situações ou circunstâncias ideais para prosseguir, no entanto, não
sentaram a beira do caminho e se lamentaram. Estas pessoas ainda são,
hoje lembradas por terem criado as circunstâncias de que necessitavam.
Acompanho diverso profissionais no dia-a-dia e noto que muitos deles
desperdiçam um tempo precioso de forma absolutamente banal. Por
preguiça, falta de costume, medo, ansiedade, comodidade ou
desconhecimento acaba levando muito tempo para realizar algo, e
geralmente quando conseguem o efeito ou os resultados são diluídos, pois
perderam, digamos o “pulo do gato”, perderam o momento certo de fazer
acontecer.
Não acredito em milagres (em se tratando de fatos profissionais e
empresariais) ou soluções miraculosas. O que existe é visão de negócio,
não importando o cargo que se ocupe ou a quantos anos se esta na empresa
ou no cargo.
Na realidade, o que existe é talvez a falta desta visão. Muitos se
deixam domar ou se acostumam com a rotina ou corredia do dia-a-dia e com
o tempo não enxergam o real significado das tarefas e dos objetivos.
Ficam absorvidos de tal maneira que esquecem o que realmente é
importante, o quanto progrediu, qual deveria ser o próximo passo.
Um segundo ponto é a falta de ação, que aliada a falta de visão explica
muito do insucesso de diversas empresas e profissionais. Muitos desejos,
muitas bravatas, muita expectativa, porém poucos atos no sentido de
concretizar o que se quer.
O cérebro define o que deve ser feito segundo a percepção de cada um. As
mãos, as pernas, os braços, a voz e todo o resto do corpo se comportam
de maneira a realizar. Tudo para chegar a algum lugar, tudo para fazer
algo acontecer. Assim, a cada um cabe desfrutar dos espinhos ou dos
louros, frutos da obra de cada um.
Segundo Stevenson "Não peço riquezas nem esperanças, nem amor, nem um
amigo que me compreenda. Tudo o que eu peço é um céu sobre mim e um
caminho a meus pés”.
FÁBIO
LUCIANO VIOLIN
Mestre
em Estratégias e Organizações _ UFPR
Especialista
em Planejamento e Gerenciamento Estratégico – PUC-PR
Professor
universitário, palestrante e consultor de empresas.